14 dezembro 2009

Confraternização do Fim de Ano de 2009

A maior dificuldade dos grupos sociais está no relacionamento entre os seus integrantes, devido, principalmente, ao individualismo, ao personalismo, à vaidade e ao egoísmo. Cada um de nós acha que está sempre com a razão; esquecemo-nos de ouvir razões alheias. Há também a fofoca, que pode se transformar em maledicência e até em ofensa. De acordo com a teoria das fofocas, se, a cada minuto, uma pessoa conta para duas, em pouco tempo são milhares de pessoas a tomar conhecimento da matéria. É necessário, pois, que passemos cada fofoca pelos três crivos, propostos por Sócrates: verdade, bondade e utilidade. Vejamos.

Certa feita, uma pessoa chega a Sócrates e diz-lhe que tem uma coisa muito grave para lhe falar em particular. Sócrates pergunta-lhe se ele já tinha passado o assunto pelos três crivos: verdade, bondade e utilidade. O crivo da verdade: — Guarda absoluta certeza, quanto àquilo que pretende comunicar? — Assegurar mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e... então... O crivo da bondade: — Será pelo menos bom o que pretende me contar? — Isso não... Muito pelo contrário... O crivo da utilidade: — Há proveito naquilo que o aflige? — Útil não é... — Se o que você tem a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema.

Observe a quantidade de fofocas e mal-entendidos que têm circulado em nossa Casa Espírita nesses últimos tempos. De onde surgiram? Por que perduram? Lembremo-nos de as fofocas e as maledicências vão contaminando as pessoas, deixando-as desanimadas quanto ao dever a ser cumprido. E se fôssemos nós os causadores? Como estaríamos nos sentindo? E se as tivéssemos passado pelos três crivos, quais seriam os resultados?

Para mais esclarecimentos, relacionemos a parte e o todo. Primeiramente, o que é verdade à luz da vela nem sempre o é diante da luz do Sol. Quando analisamos as coisas pelo interesse pessoal, podemos agir segundo o sentimento carregado nas seguintes frases: “meu departamento”, “minha sala de aula”, “meu evento”, “meu chá”. A ênfase ao “meu” pode ofuscar a compreensão do “todo”. O Centro Espírita é um todo, que deve funcionar interdependentemente, ou seja, cada pessoa deve trabalhar para a harmonia do grupo, contribuindo para a formação de uma verdadeira sinergia, em que o todo é maior do que a soma das partes.

Numa Casa Espírita, há que se considerar a influência constante que podemos receber dos Espíritos menos felizes. Eles aproveitam-se de nossas brechas e enviam-nos pensamentos de mágoa, de ressentimento, de desgosto e de melindre, que acabam tumultuando o ambiente e desestabilizando todo o grupo. Não resta dúvida que o orar e vigiar é de suma importância. Uma prece fervorosa, enviada aos bons Espíritos, pode encaminhar para a solução de muitas dificuldades.

Que esta “Confraternização de Final de Ano” possa ser um verdadeiro estímulo à união entre todos os colaboradores, alunos e freqüentadores desta Casa Espírita.

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