25 dezembro 2009

Natal e Palavra

Hoje, 25 de dezembro de 2009, estamos comemorando mais um nascimento de Jesus Cristo. Pensar em Cristo é pensar na palavra, na mensagem, na boa nova. Como estão as nossas palavras? Elas estão sintonizadas com os ensinamentos trazidos por Jesus?

A palavra, sendo um dom divino, não deve ser usada para fins escusos, mas para transmitir a autenticidade de nossa personalidade. Nesse caso, as nossas palavras devem ter conexão com as nossas ações. É muito fácil falar de amor, de justiça, de virtude; o difícil é colocar em prática tais palavras.

A palavra está na boca do político, do professor, do padre, do pastor, do expositor espírita, da dona de casa, da enfermeira, do médico, do artesão, do universitário, do juiz, do réu. Há também a palavra não dita, aquela que se percebe nos gestos, na mímica, na feição do rosto. Percebamos o silêncio, os espaços vazios.

No diálogo, a palavra se alterna. Enquanto o primeiro fala, o segundo deve se dispor a ouvir; enquanto o segundo fala, o primeiro deve se dispor a ouvir. Ouvir o outro é uma virtude que anda esquecida. Lembremo-nos de que todos têm algo a ensinar ao seu próximo.

Ser solidário ao próximo é pensar na “salvação” da humanidade. Somos apenas um elo dessa entidade chamada humanidade. Jesus não queria que nenhuma ovelha se perdesse. Coloquemos em prática as suas palavras, repartindo com o próximo o conhecimento já adquirido. Quem sabe se aquela palavra, dita despretensiosamente, não será um alimento para toda a sua existência?

O cristão verdadeiro não deve se preocupar com as dificuldades do caminho. Deve, antes, conscientizar-se que a sua missão é disseminar a palavra divina. A palavra divina é luz e, geralmente, a luz gasta o pavio.

Que as festividades natalinas possam servir de estímulo à nossa mudança comportamental. Que este dia possa despertar em nós novos arroubos de solidariedade e de amor ao próximo. 


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