28 agosto 2009

Espera do Cônjuge para Reencarnar

É possível alguém esperar o seu cônjuge, no mundo espiritual, para reencarnarem juntos? Podemos defender a idéia de que, o nosso parceiro ou parceira, desencarnando antes de nós, irá nos esperar para uma nova reencarnação?

A aceitação desta tese leva-nos à seguinte pergunta: com que direito podemos prejulgar os desígnios de Deus a nosso respeito? Há muitas comunicações mediúnicas sobre a mudança que opera na mente dos Espíritos, depois que estes adentram o mundo dos desencarnados. Enquanto encarnados, tinham uma percepção de vida, avaliavam as coisas segundo a influência da matéria grosseira. Quantos, depois que passaram para a outra dimensão da vida, não mudaram completamente o seu modo de pensar. Sem as limitações da matéria, ampliaram a sua visão de mundo.

Como prever o futuro, como prejulgar o que está fora do nosso controle? Baseado em quê? Em opiniões, em interesses pessoais? No Espiritismo, aprendemos que não devemos pensar segundo o nosso ponto de vista, segundo as nossas opiniões, segundo o ouvir dizer, mas segundo o conteúdo doutrinal, trazido pelos Espíritos superiores, e codificado por Allan Kardec.

Crer que uma pessoa decidiu não reencarnar e esperar por seu grande amor, que ainda se encontra na carne, para futuramente, reencarnarem juntos, é apenas uma opinião. Não tem cunho doutrinário. Não pode ser, assim, uma premissa espírita.

Além do mais, a Doutrina Espírita nos ensina que os Espíritos mais evoluídos têm algum poder sobre a escolha da sua reencarnação. Mesmo assim, há diversas instruções acerca do que é melhor para eles. Os menos evoluídos têm que aceitar as determinações do Alto, porque devem refazer o passado, na maioria das vezes, delituoso.

Paulo dizia-nos que deveríamos ler de tudo, pensar em tudo, mas recomendava-nos ficar com o que fosse bom. Escolhamos, assim, o substancioso e deixemos de lado o supérfluo, o conhecimento baseado apenas em nossas opiniões.
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17 agosto 2009

47º Aniversário do Centro Espírita Ismael

O Centro Espírita Ismael, fundado em 15/08/2009, completou, em 15/08/2009, 47 anos de existência. Para comemorar esta data, anotamos:
1. Local. O evento realizou-se nas dependências do CEI, ou seja, na sala 25, da Av. Henri Janor, 141.
2. Abertura. Iniciou-se às 15h do dia 16/08/2009 (domingo). Coube à família David, especialmente André, Luciana, Carolina e Mariana, a abertura das solenidades.
3. Palavra do Presidente. O Sr. Sérgio Biagi Gregório (atual presidente e reeleito por mais três anos) apresentou os integrantes da nova diretoria, eleita em 15/08/2009, os quais serão responsáveis pelo destino do Centro até 15/08/2012. Os componentes são:
Presidente: Sérgio Biagi Gregório
Vice-Presidente: Terezinha de Fátima Sgulmar
Secretário Geral: Bismael Batista de Moraes
1.ª Secretária: Marli Dlugosz
2.ª Secretária: Ione Dias Rocha
1.º Tesoureiro: Norberto Paulino da Silva
2.º Tesoureiro: Edgar Lázaro Gonçalves
Apresentou, também, os membros do Conselho Fiscal e dos Departamentos.
Prestou contas dos pagamentos e recebimentos, realizados durante os seus três anos de mandato. Lembrou da compra de um imóvel de 300m2, intitulado Unidade 2, que serviu para a construção de 4 boas salas de aula.
Agradeceu aos que o antecederam e incentivou todos os que estão vindo para dar continuidade ao trabalho de divulgação doutrinária.
Salientou, também, a necessidade de sempre pautarmos a nossa conduta segundo os ditames da Doutrina Espírita, fio condutor do Espiritismo. Disse que a Doutrina deve estar na base, no fundo de qualquer ação, seja ela de que espécie for. Qualquer desvio, leva a outro desvio, este a outro e, quando menos percebermos, já estaremos muito distantes da própria essência espírita.
4. Música. Ivam Ricardo Rogério e sua família brindaram-nos com diversas músicas (a maioria já fez história).
5. Sorteios. André e Luciana comandaram os sorteios de livros, CDs e flores.
6. Teatro: “O Céu Pode Errar?” O ponto central do evento foi esta peça teatral. É a história de dois indivíduos que, ao passarem pelo portão do paraíso, tiveram as suas fichas trocadas: o que deveria ir para o inferno foi para o céu; o que deveria ir para o céu, foi para o inferno. As encenações se concentraram mais no inferno, visto que a pessoa que foi lá por engano, acabou doutrinando o diabo e o diabão, convencendo-os a retornarem ao céu.
A tese de que o céu não erra mostra que o mal, por mais que cresça, ele não poderá suplantar o bem. Este, no longo prazo, é o vencedor. Por isso, todos somos factíveis de retornar ao caminho do bem, pois este é o único e verdadeiro caminho. É a salvação de que nos fala o Evangelho.
7. Vídeo. Apresentação de um pequeno filme com as fotos dos atuais colaboradores do Centro Espírita Ismael.
8. Bolo. Maria Zanino, Edvanir, Eunice e Fátima cortaram e serviram pedaços de bolo para as pessoas presentes
9. Parabéns Ismael. Esteja sempre nos secundando e orientando os nossos passos. Que esta Casa possa, a cada ano, crescer em conhecimento e caridade ao próximo.
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14 agosto 2009

Cursos Gratuitos no Centro Espírita

Tese: mais respeito, compromisso, dedicação e constância aos ensinamentos gratuitos.

As informações da Internet estão se tornando cada vez mais gratuitas. Gratuito não quer dizer sem custo. Para os usuários é gratuito, mas não para os detentores dos sites. Estes se valem das propagandas, aquelas que aparecem nos sites, para cobrir o referido custo. O mesmo podemos dizer dos cursos em Centro Espírita. Eles são gratuitos para quem os assiste, mas não para o Centro, que tem os custos de manutenção do imóvel, tais como, água, luz, material de limpeza etc.

Quando nos inscrevemos num curso não temos consciência desses custos. Simplesmente nos inscrevemos e o freqüentamos ou não. Dependendo de nossa vontade, hoje eu vou, mas amanhã aparece outro compromisso e já deixo de ir. A qualquer pretexto, deixamos o curso em segundo plano. E se estivéssemos pagando pelo referido curso, será que procederíamos dessa forma? Será que não haveria mais constância em sala de aula?

O Espírito Scheilla, no capítulo 17, “Cultura de Graça”, de Ideal Espírita, esclarece-nos que se quisermos explicadores dessa ou daquela matéria, teremos de pagar as matrículas, as taxas, os honorários e os emolumentos diversos, nas casas de ensino superior. Entretanto, para as nossas aquisições sublimes, permite o Senhor que a Doutrina Espírita abra atualmente na Terra preciosos cursos de elevação, em que a cultura da alma nada pede à bolsa dos aprendizes.

A sua mensagem segue nos seguintes termos:

"Cada templo do Espiritismo é uma escola aberta às nossas mais altas aspirações e cada reunião doutrinária é uma aula, suscetível de habilitar-nos às mais amplas conquistas para o caminho terrestre e para a Vida Maior. Pela administração desses valores eternos não há preço amoedado. Cada aluno da organização redentora pode comparecer de mãos vazias, trazendo simplesmente o sinal de respeito e o vaso da atenção. Jesus, o Mestre dos Mestres, passou entre os homens sem nada cobrar por Seus Divinos Ensinamentos. E o Espiritismo, que Lhe revive agora as bênçãos de amor, pode ser comparado a instituto mundial de educação gratuita, conduzindo-nos a todos, sem exigência e sem paga, do vale escuro da ignorância para os montes da luz".

Vejamos as mesmas coisas com outros olhos. Não é porque é gratuito que não tem valor. É possível que o seu valor seja tão grande que não tenhamos capacidade de percebê-lo. De qualquer forma, percebendo ou não, conscientizemo-nos de que ao nos inscrevermos num determinado curso, deveríamos manter certa constância, a fim de absorver todos os ensinamentos ali veiculados.

Reflexão de maio de 2010

Gratuito não quer dizer sem custo. Alguém está pagando por ele, pois há consumo de água, de energia elétrica, de material de limpeza etc. O aluno, que se matricula num curso, geralmente não gasta nada. Por isso, inconscientemente, não dá tanto valor quanto a um que ele porventura pague. Daí, frequentá-lo quando bem entender, sem se importar com os esforços despendidos pelo instrutor no preparo da aula.
Um grupo coeso exige que seus componentes estejam ligados entre si. Eles devem formar uma espécie de sinergia, em que o todo é maior do que a soma das partes. E quando isso não acontece? E quando os alunos mais faltam do que assistem às aulas? O que acontece com o ambiente da classe? Será que conseguem formar um elo harmonioso entre eles? Como aproveitar integralmente um curso, sem a presença constante?
Suponha o lado do professor (orientador, expositor). Ele se vê diante dessa situação. Qual pode ser a sua reação? Desistir, largar tudo e partir para outra tarefa. Seria esta a opção correta? Nesse momento de desilusão, convém pesar os prós e os contras. Poder-se-ia pensar: os amigos espirituais fizeram todos os esforços para a realização desta tarefa e eu vou largá-la ao meio? Não seria um melindre? Como contornar o problema?
É possível que estejamos realmente passando por essa situação hipotética. Nesse caso, convém consultarmos a nossa consciência, para verificar qual o melhor decisão a tomar. Se a nossa consciência indicar que esta é a nossa tarefa, devemos segui-la, pois é para o nosso próprio bem. Talvez este sentimento de desprezo, de desilusão sirva para educar o nosso orgulho e a nossa vaidade.
Lembremo-nos da orientação de Padre Antonio Vieira: “A prova da verdadeira fé e a fineza do verdadeiro amor não é seguir o sol quando ele se deixa ver claro e formoso com toda a pompa dos seus raios, senão quando se nega aos olhos, escondido e encoberto de nuvens”. Quer dizer, não basta andar apenas na claridade; é preciso persistir também quando a adversidade nos bate à porta.
Observe a vida dos grandes líderes da humanidade. Sócrates, Jesus e Paulo, por exemplo, tiveram morte trágica. E nós? Queremos ter uma vida sem contratempos, com tudo correndo a mil maravilhas? Mas essa não é a estrada do progresso espiritual. Thomas A. Kempis dizia: “É muitas vezes pela fraqueza do espírito que esse miserável corpo se queixa tão facilmente”. Posteriormente, estimulava-nos a pedir ao Senhor o espírito de compunção.
Caminhos há muitos; a porta larga oferece-os a todo o momento. Refletir, porém, sobre nossa pequena missão e continuar nela, apesar dos percalços do caminho, é o que robustece a nossa fé.
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Furto no Centro Espírita

Em que se fundamenta o furto no Centro Espírita? Onde estavam os protetores espirituais? Eles não nos ensinam que há uma barreira vibratória em torno do Centro? É possível que seja reflexo das vibrações menos felizes dos freqüentadores do Centro? Se o acaso não existe, onde está a causa? Seriam os vícios da sociedade penetrando o recinto sagrado? Como analisar este assunto sob a ótica espírita?
O furto e o roubo são atos corriqueiros para muitas pessoas em nossa sociedade. A mídia, todos os dias, relata casos e mais casos, muitos acabando em morte. Dizem que as pessoas roubam para comprar drogas. Nesse caso, as drogas estão acabando com os jovens, pessoas que deveriam viver mais tempo que os mais velhos. Mas, muitos deles já estão mortos aos 18 anos de idade.
O que fazer? Em vez de nos lamentarmos com o ocorrido, devemos meter mãos à obra, ou seja, trabalhar mais e mais na divulgação da Doutrina Espírita e dos princípios morais trazidos por Jesus há mais 2000 anos. A proteção espiritual existe e sempre existirá. Cabe-nos ver que não estamos imunes aos hábitos nocivos da sociedade. É possível que o prejuízo tivesse sido maior. Quem sabe eles, os protetores do espaço, não auxiliaram nesse sentido, deixar que o ocorrido tivesse o mínimo de prejuízo material?
Entendemos, também, que devemos reforçar a proteção espiritual do imóvel. Para tanto, irradiemos muita energia espiritual ao derredor do Centro, para que as mentes menos avisadas passem de largo e não sintam vontade de penetrar no recinto, no sentido de furtar este ou aquele objeto, tais como, computador, máquina fotográfica e aparelhos de som.
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Aniversário e Posse de Diretoria

Hoje é um dia festivo. Estamos comemorando 47 anos de existência desta Casa Espírita. O Centro Espírita, como bem definiu o Espírito Emmanuel, é a universidade da alma. Na escola profana, procuramos obter conhecimentos para atender à satisfação de nossas necessidades físicas, como alimentação, vestuário, e moradia. No Centro Espírita, a tônica é a necessidade espiritual de nossa alma imortal.
Queremos agradecer a todos os participantes desta Casa, tanto encarnados como desencarnados. Entre os desencarnados, citamos: Humberto Bury, Henriqueta Bury, Antonio Francisco Rasga, Mamede Cyrino Filho, Augusto de Silva Cayres e outros. Entre os encarnados, João Zillio Grillo, Gomes, Terezinha, Bismael, Anízio, Zanino, Margarida, Cida Costa e outros. Os que já se foram deram o início, nós outros estamos respondendo pelos destinos do Centro e, aqueles que virão depois de nós, darão prosseguimento.
Nesta atual Diretoria Executiva – agosto de 2006 a agosto de 2009 – não foram criados novos trabalhos. Dedicamos os nossos esforços para a ampliação do espaço físico. Compramos um imóvel de 300m2, na Rua Ponta de Pedras, 59 (Unidade II), onde pudemos construir 4 salas de aula. O dinheiro poupado durante vários anos extinguiu-se; o nosso caixa ficou zerado. Temos, porém, mais liberdade de criar novos cursos e novos trabalhos.
Esperamos que os novos integrantes desta Diretoria possam dar continuidade às atividades espirituais e filantrópicas, iniciadas em 15 de agosto de 1962. O mais importante é sempre pautarmos nossa conduta de acordo com os princípios codificados por Allan Kardec. A nossa opinião tem pouco valor diante da obra monumental que os Espíritos superiores nos trouxeram, e que Allan Kardec organizou.
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07 agosto 2009

Lei de Liberdade

Liberdade. Em sentido geral, estado do ser que não sofre constrangimento, que age conforme a sua vontade, a sua natureza. Em sentido político, é a faculdade de fazer o que se queira dentro dos limites do direito (lei). Em sentido psicológico e moral, aquele que fazendo o bem ou o mal age conforme a razão, que aprova.

A palavra liberdade presta-se a  muitos significados. Falamos de liberdade  política, de liberdade econômica e de liberdade de consciência. A liberdade em Cuba é diferente da liberdade nos Estados Unidos. O termo comporta, também, limitações psicológicas, legais e  econômicas. Suponhamos a seguinte situação: ir aos Estados Unidos. Sentido psicológico: estou disposto a me deslocar para aquele país?; sentido legal: o governo  americano  permite a minha estada?;  sentido  econômico: conseguido  o visto de entrada, tenho recursos  financeiros  para tal empreendimento?

"A liberdade de uma pessoa não termina quando começa a liberdade da outra". Esta é a frase com que Eduardo Prado de Mendonça  começa o capítulo II do seu livro A Construção da Liberdade. Afirma o autor que não existe uma geometria da liberdade nem uma liberdade no espaço. Acha ele que quando dizemos que "a liberdade de um acaba quando começa a liberdade do outro", estamos assumindo um preconceito, do qual não temos consciência. Que significa dizer que a liberdade de um acaba quando começa a liberdade do outro?

De acordo com Allan Kardec, na pergunta 851 de O Livro dos Espíritos, a fatalidade não existe senão para a escolha feita pelo Espírito, ao encarnar-se, de sofrer esta ou aquela prova física; ao escolhê-la, ele traça para si uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra. No tocante às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o seu livre-arbítrio sobre o bem e o mal, é sempre senhor de ceder ou resistir. Observe que a palavra fatalidade aqui usada tem mais o sentido de determinismo do que de fatalidade propriamente dita. 

Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, pergunta: Há homens naturalmente destinados a serem propriedade de outros homens? Resposta: a lei humana que estabelece a escravidão é uma lei contra a Natureza, pois assemelha o homem ao bruto e o degrada moral e fisicamente. Devem-se levar em conta os costumes e a desigualdade natural de aptidões.

Escolhendo o vício haverá um tolhimento da  vontade, pois esta  estará submetida à necessidade de supri-lo, impedindo a continuidade  de outros atos livres. Sendo assim, concentremo-nos na prática das virtudes, pois somente elas têm a capacidade de ampliar a nossa liberdade de ação.

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Lei de Justiça, Amor e Caridade

Justiça – do lat. justitia – significa, de modo restrito, a constante e perpétua vontade de conceder o direito a si próprio e aos outros, segundo a igualdade. Amor– do lat. amore –, sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa. Caridade – do lat. caritate –, no vocabulário cristão, o amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus.

Kant, na Doutrina do Direito, define a ação justa como qualquer ação que permite a livre vontade de cada um coexistir com a liberdade de qualquer outro segundo uma lei universal. Santo Agostinho, por seu lado, diz que a justiça é a virtude que dá a cada um aquilo que lhe é devido. Em realidade, a justiça visa estabelecer certa igualdade entre o forte e o fraco, o que tem poder e o que está despossuído dele.

A justiça pertence às virtudes cardeais e a caridade às virtudes teologais. As virtudes cardeais, princípio de todas as virtudes, dizem respeito à temperança, àfortaleza, à prudência e à própria justiça. Entre essas, a justiça ocupa lugar de destaque, pois dá equilíbrio às demais. As virtudes teologais, consideradas como dons infusos por Deus, dizem respeito à fé, à esperança e à própria caridade. Dentre elas, a caridade é a mais perfeita. Se à justiça e à caridade acrescentarmos o amor, teremos os fundamentos básicos da conduta humana em sociedade.

Os gregos usavam diferentes vocábulos para designar o amor. Philia referia-se à amizade, ao amor ternura; eros, ao amor carnal, sexual; agapé, ao amor divino, sem contrapartida, incondicional. Aristóteles, em Ética a Nicômaco, comparando o amor amizade à justiça, não hesita em afirmar que a amizade é mais necessária e importante, pois os inimigos podem ser justos entre si, mas a concórdia e a comunhão só podem coexistir com a amizade e o amor. Dizia que ser justo é bom, mas amar é ainda melhor. "Se somos amigos, não precisamos de justiça; justos, precisamos ainda da amizade".

A justiça, sendo fria e calculista, necessita do amor e da caridade que lhe complementam, porque amar o próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos nos fosse feito. A caridade é, primariamente, o amor a Deus e, sem mudar a direção, secundariamente, é o amor ao próximo e a si mesmo. Ela não se restringe à filantropia, mas abrange todas as nossas relações com os nossos semelhantes, quer sejam inferiores, iguais ou superiores.

Allan Kardec, na pergunta 648 de O Livro dos Espíritos, esclarece-nos que a divisão da lei de Deus em dez partes é a mesma da de Moisés e pode abranger todas as circunstâncias da vida. Dentre tais leis, a Lei de Justiça, Amor e Caridade é a mais importante; é por ela que o homem pode avançar mais na vida espiritual, porque ela resume todas as outras.

O justo dá a cada coisa o lugar que lhe compete. Ordena na medida certa. Situando-se além das oposições e dos contrários, realiza em si a unidade, que éuna e total. O verdadeiro justo simboliza o homem perfeito, que põe ordem, primeiro em si, depois em torno de si. Seu papel é o de uma verdadeira potência cósmica.

A justiça dá base ao amor, para que este se transforme na caridade, que é o amor em ação.



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06 agosto 2009

Lei de Conservação

Conservação. Conjunto de medidas permanentes para impedir que se deteriorem com o tempo objetos de valor, como monumentos, livros, obras de arte. Em se tratando do ser humano, a manutenção da espécie. 

Em todos os seres vivos, o instinto de conservação é o mais importante. A finalidade primordial do animal é comer e esforçar-se para não ser comido pelos outros. Essa é a razão pela qual os órgãos sensoriais, que investigam se existe alimento em volta ou que, ao pressentir perigo, ordena ao corpo que se proteja ou fuja, encontram-se perto do orifício de introdução dos alimentos.

Depois do instinto de conservação, o mais importante é o instinto de reprodução, ou tendência procriadora, que faz o macho procurar a fêmea para fecundá-la. Ambos os instintos requerem a contribuição coordenadora de diversos sistemas de órgãos. Na fuga, o coração bate mais depressa e os músculos ficam tensos.

O instinto de conservação é uma lei natural, porque a vida num corpo físico é necessária ao aperfeiçoamento dos seres, e sua destruição antecipada entrava o desenvolvimento do princípio inteligente.

O limite entre o necessário e o supérfluo nada tem de absoluto. A civilização criou necessidades que não existem no estado de selvageria, e os Espíritos que ditaram esses preceitos não querem que o homem civilizado viva com selvagem.

No que tange às privações, lembremo-nos somente das que são meritórias: sacrificarmo-nos em favor do próximo, renunciarmos às festas para atender alguém que esteja doente, retirarmos do necessário para auxiliar alguém em dificuldade etc. 

Escutemos a nossa voz interior, pois ela possui poderes ilimitados para nortear nossa vida. Tendo-a por escudo, usaremos de tudo e não abusarmos de nada. Ouvindo-a constantemente desenvolveremos o nosso senso moral e o sentimento de caridade que nos eleva acima de todos os sofrimentos presentes.



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Lei de Igualdade

Igualdade. Em sentido geral, é a qualidade do que é igual, do que não tem diferença. Na matemática, a igualdade é simbolizada pelo sinal =, daí a=b. Na ética e na Política, o princípio segundo o qual as prescrições, proibições e penas legais são as mesmas para todos os cidadãos, sem acepção de nascimento, situação ou riqueza.

A ideia de igualdade fundamental de todos os homens, penosamente adquirida ao longo da história, repousa sobre a igualdade metafísica ou identidade essencial. A declaração dos Direitos Humanos, advindos da Revolução Francesa, foi um marco sem precedentes na busca pela igualdade entre os seres humanos. 

Deus criou todos os Espíritos iguais, mas cada um viveu mais ou menos tempo e por conseguinte realizou mais ou menos aquisições; a diferença está no grau de experiência e na vontade, que é o livre-arbítrio: daí decorre que uns se aperfeiçoam mais rapidamente, o que lhe dá aptidões diversas. Como os mundos são solidários, a mistura de aptidões é necessária para a evolução da Humanidade: o que um não faz, o outro faz, e é assim que cada um tem a sua função útil.

A desigualdade das riquezas é um desses problemas que se procura em vão resolver, se não se considera senão a vida atual. O princípio da reencarnação, adotado pelo Espiritismo, é a base para entendermos as questões das desigualdades de riqueza e sociais. A reencarnação mostra a justiça divina. No que tange à riqueza, todos passaremos por ela, quer seja nesta vida ou em outras. 

Uma visão ampla do amor induzirá o homem a repartir do seu excesso com aquele que tem menos; da abundância de um país, para os que tiverem dificuldade de produzir. Ao Espiritismo cabe uma grande responsabilidade, ou seja, a de auxiliar o pensamento do homem a fim de que se liberte das paixões materiais e o conduza à conquista dos bens espirituais, os únicos que poderá levar ao partir para a vida dos Espíritos.


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Lei do Progresso

Progresso é o movimento ou marcha para frente. Para J. B. Bury, "A idéia de progresso é a síntese do passado e a profecia do futuro".

As etapas do progresso técnico podem ser resumidas da seguinte forma: Até 1700, o sistema produtivo, na Europa, era baseado no artesanato; entre 1700 e 1910, com a Revolução Industrial, na Inglaterra, passa a ser mecanizado; entre 1910 e 1973, com o sistema Ford, nos Estados Unidos, prevaleceu a produção em série; depois de 1973, surgiu o sistema Toyota, no Japão, caracterizando os inventários minimizados e o sistema de produção baseado no just in time.

O progresso é uma lei natural. Ele faz parte de uma das dez leis naturais, dispostas em O Livro dos Espíritos. Parte-se de um estado natural, que é a infância da Humanidade, para se chegar a um aprimoramento moral e intelectual. Enfatiza-se que o progresso moral e o progresso intelectual não caminham juntos. Na realidade, o progresso moral é a consequência do progresso intelectual, visto o progresso intelectual fornecer meios para o desenvolvimento do livre-arbítrio, o que aumenta a responsabilidade do homem pelos seus atos.

O ser humano não pode impedir a marcha do progresso. Os que tentam impedir o progresso agem como a pedra sob uma roda; retardam o seu andamento, mas acabam esmagados por ela. Quando, entretanto, um povo não caminha com a pressa desejável na evolução natural, Deus, através de suas leis, lhe suscita o progresso com um grande abalo físico ou moral.

A destruição do materialismo é a maior contribuição que Espiritismo pode oferecer ao progresso, pois esta é a chaga número um da sociedade.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. São Paulo: FEESP, 1999 (perguntas 776 a 800).

Apresentação em PowerPoint

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Lei de Reprodução


Reprodução - dá-se este nome à série de processos pelos quais os seres vivos transmitem a vida a novos indivíduos e asseguram a continuação das espécies. A reprodução dos seres vivos se faz através de outro preexistente. Pode ser assexuada ou agâmica e sexuada ou singâmica. 

Conta-nos o Espírito André Luiz que a vida no Planeta Terra começou a partir da geleia cósmica, de onde verteu o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações. Depois, este princípio foi trabalhado pelos operários espirituais que lhe magnetizam os valores, permutando-os entre si, sob a ação do calor interno e do frio exterior.

De acordo com os postulados espíritas, Deus criou os Espíritos simples e ignorantes; logo, há necessidade da reprodução de formas físicas, a fim de atingirem a perfeição. Como é impossível atualizar todas as virtudes em uma única encarnação, os Espíritos voltam ao plano da matéria quantas vezes forem necessárias.

É no lar que, salvo raras exceções, as formas físicas são procriadas. A importância da família prende-se ao fato que é ali, no cadinho das quatro paredes, que o novo ser receberá apoio para a sua jornada terrena. Não basta apenas procriar; é preciso que a forma física, animada por um Espírito, receba a influência educativa dos seus progenitores, no sentido de avivar a fraternidade e a solidariedade. 

A separação dos cônjuges não deve ser facilitada, pois o regime monogâmico é o que melhor se presta para a evolução do ser encarnado. No casamento, o que é de Natureza Divina é a união dos sexos e a Lei do Amor para operar a renovação dos seres que morrem; mas as condições que regulam essa união são de ordem humana, sujeita aos costumes de cada povo.

Vimos que a produção de novas formas físicas é de fundamental importância para a renovação da espécie humana. É preciso, pois, que essa reprodução seja responsável e não comprometa o processo evolutivo do nosso Planeta. 


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Lei de Sociedade

Sociedade. Em sentido amplo, conjunto de indivíduos entre os quais há relações organizadas de serviços recíprocos. Diz-se, também, que é o estado dos homens ou dos animais que vivem sob a ação de leis comuns: as abelhas vivem em sociedade; cada família forma uma sociedade natural. Para Gabriel Tarde, o grupo social é um conjunto de indivíduos que se imitam entre si.

Cada período da História da Sociedade, desde os tempos mais primitivos até a moderna sociedade industrializada, revela os seus característicos especiais: a época das caças, o período da agricultura primitiva, o período feudal. Para K. E. Boulding, o século XX marca o período médio de uma grande transição no estado da raça humana. Pode-se designá-la com propriedade como a segunda grande transição na história da humanidade. 

O instinto de sociabilidade, inato no ser humano, leva-o a participar da sociedade. Aristóteles no século IV a.C. dizia que “o homem é naturalmente um animal político”. Na Idade Média, Santo Tomás de Aquino o mais expressivo seguidor de Aristóteles, afirma que “o homem é por natureza, animal social e político, vivendo em multidão”. A necessidade da vida social prende-se ao fato de que nenhum homem dispõe de todas as faculdades humanas.

A família ocupa lugar de destaque na sociedade. Observe que Herbert Spencer considerou a família entre as instituições que dão forma à vida social; Marx e Engels, como o primeiro grupo histórico, a primeira forma de interação humana; Augusto Comte, como célula básica da sociedade, o embrião e o modelo desta, de maneira que a sociedade perfeita é a que funciona como a família. 

As duas grandes sociedades da terra são a família, como semente formadora da sociedade, e o estado, como instituição política organizadora da sociedade. De logo se verifica, que, por um processo natural, o próprio homem sente ser imprescindível manter e conservar a sociedade para, dentro dela, progredir, individual e coletivamente. Para o espiritismo, a sociedade existe para a elevação moral do homem, para o seu crescimento interior, para que aprenda a ser fraterno e indulgente, em seu benefício e no do todo.

Tenhamos plena consciência de nossos deveres e direitos junto à nossa família e ao estado em que estivermos inseridos. Somente responsabilizando-nos pela coisa pública poderemos formar uma sociedade mais justa e mais fraterna. 



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Princípos Energéticos

"O fluido universal é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: o da eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal, e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira consecutivo àquele. O ponto intermediário é o da transformação do fluido em matéria tangível". (livro A Gênese, de Allan Kardec)


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05 agosto 2009

Ondas e percepções

Onda é uma partícula que se desloca com movimento oscilatório. Acontece, porém, que ao deslocar-se provoca um “campo magnético”. O Espírito André Luiz, em Mecanismos da Mediunidade, diz: “À falta de terminologia mais clara, diremos que uma onda é determinada forma de ressurreição de energia, por intermédio do elemento particular que a veicula ou estabelece”.

A sensação é teoricamente a matéria-prima e a condição necessária de qualquer percepção. Há nela a tonalidade afetiva e representativa. As sensações representativas com vocação cognitiva são: cores, formas, sons e impressões táteis; as sensações afetivas mais subjetivas são: cenestesia, sensações de dor, sensações de prazer. Da sensação chegamos à percepção que, para a Psicologia, é o ato pelo qual o espírito organiza suas sensações e reconhece um objeto exterior. Designa também o resultado desse ato.

Para a compreensão das ondas, devemos ter em mente os seguintes elementos: 

Período – É o tempo de uma oscilação, medida em segundos.
Freqüência – Número de oscilações executadas durante UM segundo. Quanto maior a freqüência, mais ALTA é ela; quanto menor, mais BAIXA.
Amplitude – É medida pela distância maior ou menor de subida e descida numa linha média.
Comprimento da onda – É a distância que medeia entre duas oscilações.
Crista – É o ponto máximo de uma oscilação.

As ondas podem ser classificadas da seguinte forma: 1) ondas longas (superiores a 600 metros de comprimento); 2) ondas médias (variam entre 150 e 600 metros); 3) ondas curtas (variam entre 10 e 150 metros); 4) ultra-curtas (todas as que forem menores do que 10 metros). Observação: quanto mais curtas maior é o alcance.

Em física, diz-se das ondas que atingem e deixam rapidamente um valor máximo de amplitude (não se firmando em determinado setor vibratório). No homem, são as produzidas por cérebros não acostumados à elevação espiritual, mas que em momentos de aflição, proferem preces fervorosas. Não conseguem sustentar-se em alto nível. Geralmente, falam que “suas preces não são atendidas”.

Esta analogia entre ondas e percepções leva-nos à reflexão de nossa percepção mediúnica, ou seja, o modo como estamos nos comunicando com os Espíritos. A percepção mediúnica, diferentemente da percepção extra-sensorial, é a visão, audição e comunicação com um mundo que não é percebido pelas vias sensoriais do encarnado. Daí, a necessidade do estudo constante e da aplicação prática da moral do Cristo para que, tornando as nossas ondas mentais mais curtas, possamos nos comunicar melhor com os Espíritos de alta hierarquia espiritual.



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