01 janeiro 2010

Ano Novo, Vida Nova

Problema: que vida nova queremos? Como passarmos do conhecido para o desconhecido, se continuamos a fazer o que sempre fizemos?

Apesar das dificuldades de 2009, entramos em 2010. Em toda a parte – radialistas, apresentadores de televisão, amigos e familiares –, a tônica é a mesma: mensagens de paz, de realizações e de conquistas para o ano que se inicia. Na maioria das vezes, os desejos estão centrados nas conquistas materiais, como é o caso de subir na hierarquia da empresa e ganhar um salário maior.

Neste ritual de renovação, gostaríamos de enfatizar o esforço de engrandecimento espiritual que deve nortear a conduta do ser humano. Há muitos pregadores religiosos que, recitando e comentando os versículos do Evangelho, conseguem tirar lágrimas de seus ouvintes. As palavras são necessárias, não resta dúvida. Contudo, é preciso ver a relação das palavras proferidas com nossa conduta diária, pois já se disse que há muitos que proclamam Jesus na cruz, mas poucos dispostos a levar a cruz.

O conhecido é o palpável, o mundo material. E o mundo espiritual, o que é que sabemos dele? De acordo com as instruções dos Espíritos superiores, há uma distância muito grande entre as nossas projeções de perfeição espiritual e aquelas aferidas por eles. Freqüentamos uma Igreja ou um Centro Espírita e já nos dizemos religiosos, com lugar reservado no “Céu” ou na colônia “Nosso Lar”. 

A vida nova deve se fundamentar no perfeito conhecimento de nós mesmos, como nos ensinava Sócrates na Grécia antiga. É pelo sentimento de humildade e de obediência a Deus que podemos nos colocar em sintonia com as novas instruções. Estas novas instruções, para se tornarem patrimônio da alma, têm que encontrar receptividade em nosso âmago. Observe um vaso com água contaminada. Qualquer água limpa que ali for colocada, ficará contaminada. Do mesmo modo é o novo ensinamento; a mente poluída torna-o poluído também.

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