17 março 2010

Imperativo da Lei

A nossa reação automática, depois de ter recebido uma ofensa, é culpar o ofensor. Pensamos: ele me ofendeu, ele me maltratou, ele me desonrou etc. Em realidade, a pessoa não nos ofendeu, mas agiu erroneamente em relação à Lei de Deus. O “não julgueis para não serdes julgado” pode ser entendido da seguinte forma: É com a lei de Deus que esta pessoa deverá se reconciliar e não diretamente conosco.

Há muitas pessoas ludibriando o próximo. Na esfera política, a corrupção é corriqueira. Nos movimentos sociais, há encenação de greves por direitos absurdos. No tráfico de drogas, há imposição de ordem nas favelas. Não os julguemos, porque, mais tempo ou menos tempo, a justiça divina se estabelecerá entre eles.

Se a lei Deus, mesmo tardiamente, acaba punindo o culpado, por que nós deveríamos puni-lo com o nosso julgamento? É muito mais correto deixar o caso para os imperativos da Lei, que tem um senso de justiça muito mais apurado do que o nosso.

Jesus disse: “Ao que muito foi dado, muito lhe será pedido, mas mais lhe será acrescentado”. Ou seja, conforme formos avançando na senda do progresso, vamos também penetrando com mais profundidade na lei de Deus. O que para nós parece um “erro grave”, para os outros não é nada.
Meditar sobre as leis divinas é o primeiro passo para bem agir em sociedade.
Em tempo: a justiça humana deve ser aplicada com todo o seu rigor.

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