27 julho 2011

Ansiedade, Psicologia e Espiritismo

Ansiedade é um intenso mal-estar físico e psíquico, acompanhado de aflição e agonia. Figuradamente, desejo veemente e impaciente. Na Psicologia, a ansiedade pode variar de simples apreensão aos ataques de fobias, melancolia e síndrome de pânico. Pode-se dizer que é um estado de agitação motora e excitação intelectual, provocado por sentimentos de natureza penosa, que se revela por movimentos desordenados, mas pouco variados, indicando medo, angústia, desespero, pavor etc.

O transtorno de ansiedade é um estado de ansiedade e apreensão contínua e irracional, algumas vezes desencadeando um medo agudo que chega ao pânico. As suas causas são todas as nossas apreensões do dia a dia. De uma lista de aproximadamente 40 itens (com pontuação de 0 a 100), a morte do cônjuge recebeu 100 pontos, o divórcio, 73, a separação conjugal, 65, a aposentadoria, 45.

Na concepção de Freud, a ansiedade é uma espécie de “sistema de alarme”, que nos previne do perigo quando certas ideias estão a ponto de alcançar a expressão consciente. Freud estabeleceu três tipos de ansiedade: moral, real e neurótica. A ansiedade moral decorre da censura do superego; a ansiedade real, pela percepção de um perigo que de fato existe; a ansiedade neurótica, expressa-se pelas fobias, medo persistente e irracional.

Os psicólogos desenvolveram alguns métodos com o propósito de ajudar os indivíduos a manterem a ansiedade sob controle, uma vez que ela, em pequenas doses, é bastante útil. Para tanto, falam-nos do relaxamento, das visualizações criativas, da reeducação do pensamento, da programação Neurolinguística, da hipnose etc.

O Espírito Emmanuel, no capitulo 8, de Pão Nosso, diz-nos que as ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra. Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão. Muitas ocasiões incitam-nos à ansiedade, porém pensemos com Pedro: “Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós”.

O Centro Espírita é a Universidade da alma. Nele, podemos encontrar auxílio para qualquer tipo de dor. Suponha que a ansiedade seja acompanhada por influência de Espíritos imperfeitos. Nesse caso, o diálogo com essas entidades pode afastá-la do nosso convívio e nos dar calma para o nosso dia a dia. As palestras evangélicas, os passes e os cursos de Espiritismo são outros tantos alimentos para modificar os nossos reflexos condicionados infelizes.

Os estímulos psicológicos e as orientações dos Espíritos superiores ajudam sobremaneira o controle da ansiedade. Contudo, o trabalho maior compete a nós mesmos, pois temos de “lutar-ou-fugir”.

Fonte de Consulta

GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.].
SHEEHAN, Elaine. Ansiedade, Fobias e Síndrome do Pânico: Esclarecendo as suas Dúvidas. Tradução de ZLF Assessoria Editorial. São Paulo: Ágora, 2000. (Guias Ágora)

SOUZA, Irene Sales de (org.). Dicionário de Psicologia Prática. Rio de Janeiro:Esparsa, s.d.p.
XAVIER, F. C. Pão Nosso, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977.

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22 julho 2011

Angústia e Espiritismo

A angústia, proveniente do latim angustia, significa estreiteza, espaço reduzido, carência, falta. Ela não é fenômeno dos nossos dias. Platão, em sua “Alegoria da Caverna”, mesmo que indiretamente, já vislumbrava o problema da angústia, principalmente na sua distinção entre o mundo sensível e o mundo verdadeiro, localizado no topos uranus. O passaporte para o mundo espiritual requeria que o indivíduo passasse das trevas da caverna à luz do dia.

Filosoficamente, a angústia é o sentimento do nada. Ela domina toda a temática da filosofia existencialista, nomeadamente Kierkegaard, Heidegger e Sartre. Todos eles dão à angústia um valor exagerado, principalmente pelo enfrentamento do nada que se nos espera além-túmulo.

Psicologicamente, a angústia diz respeito ao futuro, à expectativa. É isso o que torna difícil vencê-la: como se precaver contra o que ainda não é, contra o que pode ser? Quer dizer, enquanto vivemos na expectativa, tanto o futuro quanto a serenidade estão fora de alcance. (1)

Para a medicina, a angústia, juntamente com a depressão, é a resposta do homem frente às diversas pressões do mundo contemporâneo. Os meios de comunicação, para expressá-la, usam os seguintes temos: estresse, tensão, síndrome do pânico, transtorno bipolar etc. (2)

Para o Cristianismo, o ser humano vive no meio das trevas, do mal, o que gera angústia. Nesse caso, é pela fé cristã que o ser humano poderá se livrar das aflições da carne. Na Bíblia, fala-se da angústia máxima vivida por Jesus, em que precisou orar três vezes.

Para o Espiritismo, podemos relacionar a angústia com a salvação, a vida futura, a evolução dos espíritos e a influência de Espíritos menos felizes.

Salvação. Salvar-se é aperfeiçoar-se, a fim de não cairmos em estados de angústia e depressão após o transe da morte. Para isso, temos que nos libertar dos erros, das paixões insanas e da ignorância.

Vida futura. Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a criança que nada mais vê além de seus brinquedos. E não há o que não faça para conseguir os únicos bens que se lhe afiguram reais. A perda do menor deles lhe ocasiona uma tremenda angústia. (3)

Evolução dos Espíritos. Como em mundos mais evoluídos, os Espíritos pensam mais no bem do que no mal, a angústia é mínima ou quase inexistente, porque já compenetrados dos ensinamentos do Cristo, darão maior valor à vida espiritual do que à vida material. (3)

Influência de Espíritos menos felizes. Para vencer a angústia advinda da influência de Espíritos menos felizes, tenhamos em mente: 1) a prece é a primeira das armas; 2) depois, vem a fé, pois ela é o remédio seguro do sofrimento; 3) estejamos sempre em estudo, em comunicação constante com os Espíritos de luz.

Se permanecêssemos constantemente em contato com os Espíritos de luz, não eliminaríamos a angústia, mas a diminuiríamos enormemente, pois a influência desses Espíritos nos livraria de muitos males.

(1) COMTE-SPONVILLE, André, André. Dicionário de Filosofia. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
(2) LEITE, Sonia. Angústia. Rio de Janeiro: Zahar, 2011 (Passo-a-passo, 92)
(3) KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.


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Igreja: Um Bom Lugar para a Inspiração?

A calma e a tranquilidade que o ambiente de uma Igreja proporciona é uma dádiva do Alto para este mundo conturbado em que vivemos. Debaixo do seu teto, podemos meditar, rogar e pedir: forças para vencer as nossas dificuldades, energia para suplantar a nossa fraqueza material e espiritual, iluminação para ver com mais clareza o mundo e as pessoas que nos rodeiam.

O silêncio no interior da Igreja pode, conforme a nossa conduta, inspirar-nos bons pensamentos, pois dentro dela estamos distantes do burburinho do dia a dia. Fazendo um pequeno relaxamento, respirações profundas, desanuviando a nossa mente, podemos ir paulatinamente entrando em contato com Espíritos mais evoluídos, no sentido de receber deles avisos e orientações importantes para a nossa existência terrena.

Os Espíritos benfeitores estão em toda a parte. Não há necessidade de um local apropriado. Este pode ser útil para determinados fins, como por exemplo, para fazer um trabalho de desobsessão, mas para a nossa quietude, a nossa intuição, a nossa inspiração, não. Basta que o lugar seja tranquilo, pois essa situação facilita o seu contato conosco. Na realidade, somos nós que, com a tranquilidade do ambiente, estamos mais aptos a receber as suas divinas orientações.

Entremos na Igreja, sentemo-nos em seu banco e elevemos o nosso pensamento a Deus. Depois, esperemos pacientemente as orientações dos Espíritos de luz sobre a nossa dor, o nosso sofrimento, a nossa angústia, a nossa ansiedade.


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21 julho 2011

Palavra do Presidente: Julho de 2011

Em julho, nossos cursos entram em férias, mas os trabalhos continuam normalmente. Quem por acaso quiser tomar o seu "passe", pode vir no mesmo dia e horário. Além disso, há também as palestras públicas, aos sábados à noite, que estão sendo proferidas sobre o tema mediunidade.

Nesta edição de julho, destacaremos os trabalhos externos do Centro Espírita Ismael, que são: Samaritano, Samaritano Social — ou Visita Fraterna - e Casa de David.

Na Casa de David, que acontece todos os sábados à tarde, uma equipe de colaboradores realiza os passes, a palestra evangélica, denominada A2 , e, duas vezes por mês, o trabalho de desobsessão.

O Samaritano - mais de uma vez por semana - é indicado somente para as pessoas, que em estado grave de saúde, não podem se locomover até as dependências do Centro Espírita Ismael.

A Visita Fraterna, que se realiza às 6.ª feiras à tarde, é uma forma de estar em contato com trabalhadores que deixaram de vir ao centro, principalmente por impossibilidade de locomoção.

Sérgio Biagi Gregório
presidente

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20 julho 2011

Manifestação e Revelação

Manifestação. Em Espiritismo, é o ato ou efeito de um ou mais Espíritos demonstrarem a sua presença por meio de aparição, fatos ou palavras. As manifestações espíritas são a base sobre a qual o Espiritismo foi codificado. As manifestações podem ser físicas ou inteligentes. As manifestações físicas referem-se aos efeitos sensíveis, tais como ruídos, movimentos e deslocação de objetos; as manifestações inteligentes referem-se a um ato livre e voluntário, que exprime uma intenção ou responde a um pensamento.

Revelar. Do latim revelare, cuja raiz velum, véu, significa literalmente sair de sob o véu – e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa que estava secreta ou desconhecida. Num sentido mais geral, refere-se a qualquer coisa ignota que venha a público. Pode ser também qualquer ideia nova que nos ponha em contato com algo que não sabíamos. Em termos religiosos e espirituais, são as formas de auxílio e despertamento das criaturas para o seu progresso moral.

Suponha que os Espíritos queiram nos transmitir novas verdades. Como eles o fariam? Escolheriam um médium ou vários médiuns capacitados para tal trabalho. Depois, transmitiriam, através desses médiuns, os novos ensinamentos para a humanidade refletir. Em se tratando do Espiritismo, Allan Kardec foi apenas o codificador. Junto dele estavam os médiuns, que serviram de intermediários para as ditas manifestações.

Poderíamos indagar: qual a finalidade da revelação? Todos nós, seres mortais, progredimos pelo nosso esforço, pela nossa pesquisa, pela nossa dedicação ao estudo. Porém, entregues à nossa própria força, esse progresso seria muito lento. É como o aluno que é auxiliado pelo professor. Há necessidade de os Espíritos mais evoluídos, os chamados gênios, virem nos dar uma mão, um pequeno empurrão.

Allan Kardec, no capítulo I, de A Gênese, diz-nos que "A revelação espírita é divina (proveniente dos Espíritos de Deus) e científica, pois resultou, também, da experimentação, da observação e do trabalho do homem e se baseia em fatos, ou seja, na Ciência cujos métodos adota. É também universal, pois o ensino do Cristo se destina a todos os povos, progressiva porque não teme a Ciência e suas descobertas, mas nelas se alicerça complementando-as com esclarecimentos de outra ordem, nem por isso menos importantes".

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16 julho 2011

Nossa Cruz de Cada Dia

A cruz é um objeto formado por duas partes que se cortam. Como objeto, ela é neutra, é apenas a junção de dois pedaços de madeira, por exemplo. O seu sentido metafórico, contudo, suplantou muito o sentido físico. É tido como um instrumento de suplício ao qual os padecentes eram fixados com os braços abertos. Presentemente, serve até para esconjurar os demônios nos trabalhos de exorcismo.

Em se tratando da perspectiva interior, é a nossa dor, o nosso sofrimento. Nesse sentido, ninguém dela está livre, pois ela permeia todos os atos do ser humano. Quer dizer, a dor, a cruz é sempre processo, é meio, mas o que importa é o fim, que é a evolução do ser humano. Assim, a cruz aparece em nosso dia a dia nas menores como nas maiores ocorrências. Pode ser o parente difícil, a luta para romper um hábito infeliz, a possibilidade de êxito ou de fracasso...

Não sem razão, Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. “Negar a si mesmo” implica deixar o egoísmo de lado, o maior cancro da humanidade. Seguir Jesus é apagar-se para que o mestre resplandeça, é humilhar-se para que Deus seja engrandecido, é calar-se para que o outro fale, é morrer para a vida presente, a fim de se preparar para a vida futura, a verdadeira vida do Espírito.

Os Espíritos de luz estão sempre nos aconselhando. O Espírito Emmanuel, no capítulo 74 de Palavras de Vida Eterna, diz: "Caminheiros da evolução ou da redenção têm, cada qual, a sua cruz. Esse almeja, aquele deve. E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço. Ninguém conquista algo sem esforçar-se de algum modo, e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento. Enquanto a criatura não adquire consciência da própria responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semi-racional, amontoando problemas sobre a própria cabeça".

Saibamos carregar a nossa cruz. Não a despejemos nos ombros alheios. Confiemos na Divina Providência, pois todo o sofrimento tem sua razão de ser.

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10 julho 2011

Posse e Espiritismo

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” — Jesus (Marcos, 8,36)

Os tempos modernos incitam-nos à posse. As propagandas de roupas, comidas, bebidas e utensílios domésticos estimulam o nosso desejo de possuir, de ter mais bens, mais coisas para cuidar. A propaganda é neutra; ela apenas oferece bens para serem consumidos. O problema está na posse desses bens.

Vejamos alguns detalhes referentes à posse: disputamos remunerações e vantagens de que não necessitamos? Temos uma grande quantidade de roupas guardada sem uso algum? Quantos recursos externos de que não carecemos estamos retendo? Estamos nos apegando ao supérfluo?

Paulo, em I Timóteo, 6,10, diz-nos que “A paixão pelo dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”.

O Espiritismo alerta-nos que:
  • Amanhã teremos que restituir à vida o que a vida nos emprestou;
  • Patrimônio sem uso é campo vasto para a inveja e a discórdia;
  • Alimentos guardados podem se transformar em podridão;
  • Dinheiro guardado, em demasia, pode ser tentação para os descendentes.

Os ensinamentos evangélicos nos advertem: não é a moeda, a riqueza e o poder que envilecem o homem, mas o seu uso no desvario das paixões; quando nos agarramos ao efêmero, prendemo-nos à ilusão; a paixão da posse, nos territórios do sentimento, gera enormes infortúnios. Em vista disso, recordemos que não somos donos de ninguém; o nosso próprio corpo é um empréstimo de Deus.

Não é somente com o ouro que podemos praticar a caridade. Jesus enriqueceu o Planeta Terra sem ter onde repousar a cabeça. Ensinou os discípulos, deixou-nos a boa nova, deu-nos o exemplo da verdadeira caridade, para que todos os que viessem depois pudessem seguir as suas pegadas.

Em síntese: todos os bens espirituais que juntarmos serão o refúgio, não só para esta vida, como também para a vida além-túmulo.

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08 julho 2011

Além da Vida na Band

Histórias extraordinárias que desafiam a lógica e a ciência. A nova série do Jornal da Band traz a história de pessoas que perderam os sinais vitais por algum tempo e garantem ter visto e ouvido coisas que jamais esquecerão.

Mesmo em coma, uma empresária se lembra de tudo o que aconteceu no hospital. O medalhista olímpico Lars Grael também afirma ter passado pela mesma experiência. Depois do acidente que levou à amputação de sua perna, o atleta afirma ter visto o atendimento médico fora do seu corpo.


Parte 1 (Quarta-feira, 6 de julho de 2011): http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000442851

O grupo de especialistas quer descobrir se existe uma razão clínica para histórias tão impressionantes que desafiam a ciência no mundo todo. No Brasil, uma médica disse que teve a sensação de que morreu e passou a viver por duas vezes e relata sua experiência na série “Além da Vida”, do Jornal da Band.

Parte 2 (Quinta-feira, 7 de julho de 2011): http://videos.band.com.br/Exibir/Medicos-estudam-experiencias-de-quase-morte-/2c9f94b43101cf43013107630f20078d?channel=709

Os relatos precisos são feitos de momentos em que estavam sem os sinais vitais. Mesmo sem explicação lógica, essas experiências estão humanizando atendimento nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

Parte 3 (Sexta-feira, 8 de julho de 2011): http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000443257

Durante a semana do dia 4 ao dia 08 de julho, o Jornal da Band apresentou reportagens especiais sobre o fenômeno relatado e estudado no mundo todo, as experiências de quase morte. Acompanhe um resumo da série “Além da Vida” sobre histórias extraordinárias que desafiam a ciência.

Parte 4 (Sábado, 9 de julho de 2011): http://videos.band.com.br/Exibir/Resumo-da-serie-Alem-da-Vida/2c9f94b6310a1e
920131117002a406d9?channel=709



Após a série de reportagens apresentada pelo Jornal da Band de experiências pós-morte, telespectadores relataram situações parecidas. As histórias são tão surpreendentes que muitas pessoas preferem não contar.

Enquanto os relatos desafiam a lógica e a ciência, algumas pessoas veem a experiência com os olhos da fé.


Parte 5 (Segunda-feira, 11 de julho de 2011): http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000443667
Nota do nosso companheiro Maurício Benassatto: http://www.bloggravatv24horas.com.br/2011/07/o-que-temos-depois-da-morte.html

Mais informações: http://www.band.com.br/

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Ceticismo e Espiritismo

Ceticismo. Do grego skeptikos, aquele que investiga. Concepção segundo a qual algum ou todo conhecimento é duvidoso ou mesmo falso. O ceticismo pode ser sistemático ou moderado. O ceticismo sistemático, total ou radical, é duvidar de tudo; o ceticismo moderado utiliza a dúvida como modo de propor novas ideias. O ceticismo sistemático é impossível porque toda ideia é avaliada contra outras ideias. O ceticismo moderado deveria ser a norma de todo o aprendiz. Ele é sinônimo de mente aberta, que é a disposição para aprender novos itens e revisar crenças.

Em se tratando do ceticismo, há o paradoxo cético e os argumentos da ilusão. No paradoxo cético, o cético radical duvida de tudo igualmente. Ele coloca todas as hipóteses científicas ou não científicas no mesmo nível. É possível que ele peça tolerância ou até apoios para especulações não cientificas, o que, na prática, pode encorajar a credulidade(1). Para os que defendem os argumentos da ilusão, os sentidos às vezes nos enganam e podem fazê-lo em todas as ocasiões. Pode-se, assim, argumentar que talvez os sentidos nos enganem sempre. Este argumento não deixa de ser um erro, pois não é porque às vezes nos enganem que podem nos enganar sempre. Uma moeda pode estar viciada, mas não podemos inferir que todas estejam viciadas(2).

O ceticismo pode ser comparado ao dogmatismo. O ceticismo radical nega que podemos chegar à verdade absoluta. O dogmatismo é o seu oposto, ou seja, é a atitude que consiste em admitir a possibilidade, para a razão humana, de chegar a verdades absolutamente certas e seguras.

Em se tratando da Doutrina Espírita, poder-se-ia dizer que Allan Kardec foi um cético moderado. Em todas as suas obras, o codificador tinha por base uma premissa muito importante: “É preferível rejeitar nove verdades a aceitar uma única como erro”. Além do mais, o Espiritismo foi codificado segundo uma metodologia científica. Ele não se fiou em um único médium, nem em uma única mensagem. Pegava várias respostas, de diferentes médiuns, para, depois, publicá-las de acordo com os princípios da razão.

Embora Allan Kardec tenha fundamentado os princípios espíritas sobre as leis da natureza, deixava sempre uma porta aberta à dúvida, pois se uma nova lei fosse descoberta, o Espiritismo teria de se pôr de acordo com essa lei. Acrescenta: “Não lhe cabe fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suicidar. Assimilando todas as ideias reconhecidamente justas, de qualquer ordem que sejam, físicas ou metafísicas, ela jamais será ultrapassada, constituindo isso uma das principais garantias da sua perpetuidade”.(3)

(1) BUNGE, M. Dicionário de Filosofia. Tradução de Gita K. Guinsburg. São Paulo: Perspectivas, 2002. (Coleção Big Bang)
(2) BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de Filosofia. Consultoria da edição brasileira, Danilo Marcondes. Tradução de Desidério Murcho... et al. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.
(3) KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975, p. 349.

Texto em Forma de Palestra (PDF)
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O Poder da Dúvida (Varanasi II) (*)

Há dois tipos de perguntas: as que são fruto da reação e as que são fruto da não reação. As primeiras provocam respostas superficiais, e nada contribuem para a mudança radical do ser humano. As segundas geralmente não têm respostas, e são mais significativas.
Geralmente, as perguntas que fazemos sofrem a influência de algum tipo de autoridade: família, governo, tradição, técnica, religião, etc. É possível construir pensamentos, livres dessa influência?
Perguntas superficiais deformam os pensamentos, porque a mente só funciona mecanicamente, dentro dos limites do conhecimento. Ela se torna incapaz de transcender a si própria.
É possível ficar livre do passado? O passado está sempre moldando a nossa mente. Pode o passado (memória) ser apagado? Se não o apagarmos, nunca experimentaremos algo novo, o imprevisto, o desconhecido. A memória nos impele a obedecer, a seguir.
Para uma mudança completa, cumpre duvidar a fundo da autoridade. Duvidar é mais importante do que investigar. Duvidar é desvendar a natureza da autoridade. Como ver algo novo, partindo de um dogma, de uma ideia já aceita?
(*) KRISHNAMURTI, J. A Mutação Interior. Tradução de Hugo Veloso. São Paulo: Cultrix, 1976.
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07 julho 2011

Ensinando e Aprendendo com o “Não”

“Diga não à primeira vez e terá descanso”.

Há, em nossa vida, muitas ocasiões que devemos dizer "não". Porém, com medo de desagradar, acabamos dizendo sim.

Quando alguém nos pede alguma coisa, pensemos: o que está sendo solicitado vai ao encontro do meu projeto de vida? Que tipo de instrução isso vai me proporcionar? Perderei tempo? Não há outra pessoa que possa atendê-lo? Isso contribui para a minha evolução moral e intelectual?

Suponha que, sopesando os prós e os contras, optemos por dizer “não”. Uma vez decidido, não nos importemos se a pessoa vai ficar magoada. Lembremo-nos da seguinte frase: “É melhor ter todo mundo contrário do que ver Jesus ofendido”.

Se dissermos "não" ao primeiro pedido, outros de mesmo teor não se sucederão. Por quê? Porque a pessoa vai tomar consciência de que aquele pedido, aquela solicitação não nos diz respeito. Nós lhe sinalizamos o nosso propósito, a nossa vontade, a nossa maneira de conduzir na vida.

Este "não", contudo, não deve ser fruto do comodismo. Para o "não" ser instrutivo, ele deve ser necessário, deve provir do imo do nosso ser, como um projeto de nossa vida pessoal e social.

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06 julho 2011

Animismo e Espiritismo

O termo animismo foi criado pelo etnólogo inglês Tylor (E. B. Tylor), na segunda metade do século XIX. Comporta muitas interpretações. Em sentido restrito, explica-se a vida pela presença, em cada organismo, de uma alma. Opõe-se ao materialismo, que a explica pela matéria inanimada. Em sentido mais amplo, é imaginar uma alma (anima) em todos os seres, inclusive naqueles privados de sensibilidade, tais como, florestas, rios e estrelas.

Tanto o animismo quanto o vitalismo pressupõem que a alma é o princípio ou causa de todos os fenômenos vitais. Para os vitalistas, há dois princípios explicativos da vida, formando um duplo dinamismo. Os animistas atribuem a uma causa única, a alma, os fenômenos vitais e os de ordem intelectual e moral.

Para o Espiritismo, o animismo é o estado em que opera o Espírito do médium, e não o do desencarnado. O médium, sob a influência da própria faculdade ou da assistência, fala e obra por si mesmo sem interferência de Espírito desencarnado. Diz-se, assim, que o animismo nada mais é do que a influência do médium na comunicação mediúnica. Isto porque, sempre que houver uma comunicação mediúnica, haverá a influência do médium, que empresta o seu veículo físico para a manifestação do Espírito desencarnado.

Allan Kardec não utilizou o termo animismo. Contudo, um estudo apurado do capítulo 19 de O Livro dos Médiuns esclarece-nos que nas comunicações... “O Espírito do médium é interprete e exerce influência sobre as comunicações que deve transmitir. Nunca é completamente passivo. É passivo quando não mistura suas próprias idéias à do Espírito estranho, porém, jamais é absolutamente nulo, seu concurso é sempre necessário como intermediário, mesmo nos que vocês chamam de médiuns mecânicos”.

A coexistência entre animismo e mediunidade é, também, explicada pelo Espírito André Luiz, no capítulo 23 de Mecanismos da Mediunidade. Diz-nos: “Se os vivos da terra e os vivos do além respirassem climas evolutivos fundamentalmente diversos, a comunicação entre eles resultaria de todo impossível, pela impraticabilidade do ajuste mental”.

Não depreciemos e nem menosprezemos o animismo. Ele é fundamental em todas os nossos contatos com os Espíritos desencarnados.

Complemento:

ATÉ UMA ROCHA TEM ALMA: Animismo nas sociedades primitivas 

Tudo no mundo tem uma alma. ==>
Mesmos os seres humanos são apenas recipientes para a alma. ==>
As almas são imortais. ==>
As almas mais importantes são os deuses. ==>
Cerimônias, músicas e oferendas dão aos deuses status no outro mundo. ==>
Se tratarmos bem os deuses, eles nos darão comida. (1)

(1) O Livro das Religiões. Tradução de Bruno Alexander. São Paulo: Globo Livros, 2014.




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