23 agosto 2011

Palavra do Presidente: Agosto de 2011

O centro Espírita Ismael, fundado em 15 de agosto de 1962, completa, neste ano de 2011, 49 anos de existência. Façamos um retrospecto e verifiquemos o seu progresso.
Em termos físicos, começamos com uma pequena casa, depois fomos paulatinamente ampliando, para chegarmos aos dois pavimentos, que estão localizados na Av. Henri Janor, 141. Nesse meio tempo, compramos o terreno dos fundos, que dá saída para a Rua Ponta de Pedras. Mais recentemente, compramos mais um terreno, na própria Rua Ponta de Pedras, onde pudemos construir quatro boas salas de aula.
Nesse retrospecto, há muitos nomes a serem lembrados, alguns já alçados ao mundo espiritual. Para efeito de registro, anotemos todos os seus presidentes: Antonio Teixeira (1962/64); Antonio Grillo (1964/65); José Moreira da Costa (1965/66); José Ferreira de Oliveira Filho (1966/68): Antônio Francisco Rasga (duas gestões: 1968/70 e 1973/76); João Lourenço (1970/73); Wanderlon da Cunha Resende (1976/79); José Vitorino do Nascimento (1979/82); José Antenor Gomes Filho (quatro gestões: 1982/85, 1985/88, 2000/03 e 2003/06); Sérgio Biagi Gregório (4 gestões: 1988/91, 1991/94, 2006/09 e 2009/2012); Agenor Mikio Honma (duas gestões: 1994/97 e 1997/2000).
Desde sua fundação, percebemos a sua robustez: o foco da atenção foi sempre dado ao estudo e à relação ensino-aprendizagem. Para se ter uma ideia, hoje temos aproximadamente 30 reuniões de estudo por semana. Somente os Cursos de Educação Mediúnica ocupam 20 delas, ou seja, há quatro salas de aula na segunda-feira, oito na sexta-feira e oito no sábado.
Esperamos que os Espíritos protetores desta Casa Espírita estejam sempre prontos a inspirar os seus dirigentes e colaboradores, para que estes não se desviem da nobre tarefa: iluminar a alma através da divulgação e vivência dos princípios codificados por Allan Kardec.
Ismael, parabéns pelos seus 49 anos.
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21 agosto 2011

Aniversário (49º) do Centro Espírita Ismael


Estamos comemorando 49 anos de existência. Quantas não são as histórias registradas nas paredes desta Casa Espírita? Quantos Espíritos não vieram até aqui para nos dar orientações, avisos e consolos? Desde o início, em 1962, até hoje, 2011, podemos rememorar muitas coisas: as dificuldades com a compra deste imóvel, com a reforma, com a compra da partes dos fundos e com a compra de um novo imóvel, na Rua Ponta de Pedras, 59, em que funciona os Cursos de Educação Mediúnica.
Com o surgimento da Internet, o Centro Espírita Ismael está sendo conhecido no mundo todo. Basta vermos as estatísticas de visita à página www.ceismael.com.br: Japão, Estados Unidos, França e Portugal (pela facilidade da língua). Estamos na aldeia global de que nos falava Mcluhan.
Nesta comemoração, contamos entre 100 e 150 pessoas. A nossa influência, porém, é muito maior, pois estamos mundialmente conectados. Na verdade, o Centro Espírita Ismael é um foco de luz em que os Espíritos superiores se aproveitam para propagar os ensinamentos de Cristo à luz do Espiritismo.
Nesse ponto da reflexão, urge rendermos graças a todos os que nos precederam desde sua fundação. Eis os presidentes: Antonio Teixeira, Antonio Grillo, José Moreira da Costa, José Ferreira, Sr. Rasga, João Lourenço, Sr. Wanderlon, Nascimento, Gomes, Agenor e eu (Sérgio)
Presentemente, estamos funcionando em três espaços distintos, ou seja, na Av. Henri Janor, 141, na Rua Ponta de Pedras, 37, que é o fundo da Av. Henri Janor, e na Rua Ponta de Pedras, 59. Há, aproximadamente, 60 reuniões por semana, incluindo os passes e os cursos. Lembremo-nos também dos trabalhos externos: Casa de David e Samaritano.
Não é sem razão que o Espírito Emmanuel definiu o Centro Espírita como a universidade da alma. Como entender? Na Universidade, buscamos o conhecimento técnico de uma profissão, útil à nossa sobrevivência material; no Centro Espírita, buscamos o consolo, a compreensão e o aprendizado das coisas espirituais.
Parabéns, Ismael, por mais um ano de existência. Que esta data se repita por muitos e muitos anos.
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17 agosto 2011

Vida e Morte

A vida é o conjunto dos fenômenos de toda a espécie (particularmente de nutrição e de reprodução), que, para os seres que têm um grau de organização, se estende do nascimento (ou produção do germe) até a morte. A morte é a cessação da vida e manifesta-se pela extinção das atividades vitais: crescimento, assimilação e reprodução no domínio vegetativo; apetites sensoriais no domínio sensitivo.

Qual a essência da vida? A esta pergunta filosófica a Ciência só pode responder através de hipóteses: uma delas é a cadeia evolutiva do germe trazido de outros planetas. A Filosofia tenta penetrar no âmago da questão. Platão, em seu "Mito da Reminiscência das Ideias", informa-nos que a alma preexiste ao corpo. Ela, antes de encarnar, pertence ao mundo das essências - o “topus uranus”. Depois de sua passagem aqui na Terra voltaria ao lugar de origem.

A morte pode ser vista sob vários ângulos: 1.º) como ciclo de uma nova vida - tese de Platão: a alma, mesmo separada do corpo, continua a sua existência; 2.º) como fim do ciclo - tese existencialista: tudo acaba com a morte física; 3.º) como possibilidade existencial - a morte está presente em todos os instantes de nossa vida.

Segundo a Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, fazemos parte de uma única população, denominada espiritual. A diferença é que ora estamos encarnados e ora desencarnados. A morte é a mudança do estado de encarnado para o de desencarnado. Contudo, a essência inteligente é indestrutível e continua a existir além-túmulo. Perceber-se vivo é a grande surpresa daqueles que cometem suicídio.

As alternativas da humanidade com relação à vida futura variam de acordo com a concepção de vida adotada. Se materialistas, o nada aguarda-nos; se panteístas, a absorção no todo universal; se dogmáticos, a ida para o Céu ou para o Inferno. O Espiritismo fornece-nos uma expectativa racional: somos uma individualidade e continuaremos a sê-la, no mundo dos Espíritos. E lá estaremos, inexoravelmente, sujeitos à lei do progresso.

A vida e a morte fazem parte do processo evolutivo do ser. Encaremo-las de forma natural, a fim de vivermos intensamente os instantes de nossa existência terrena.

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Verdadeira Desgraça

Desgraça significa desdita, infortúnio, infelicidade, caso triste, lastimável. O tema – "A Verdadeira Desgraça" – foi extraído do item 24 do capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, em que são tratados os problemas da aflição humana e suas consequências, tanto nesta como em outras existências.

Se existe a verdadeira desgraça haverá também a falsa. Sobre esta sentença, o Espírito Delphine de Girardin tece alguns comentários. Acha ele que os homens de uma maneira geral enganam-se acerca da infelicidade, pois a vêm no fogão sem lume, no credor ameaçador, no berço vazio do anjo que sorria, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e de coração partido, na angústia da traição, na nudez do orgulhoso que gostaria de se cobrir de púrpura etc. Eles se esquecem de que toda a ação humana deve ser vista pela sua consequência e não por ela em si mesma.

Geralmente, vemos a desgraça: 1) na miséria, que é um estado habitual de privação de bens supérfluos, de bens necessários à condição social e de bens necessários à vida; 2) nos furacões e terremotos; 3) nos atentados à vida. São as guerras, as investidas terroristas, o fundamentalismo belicoso. 

Os Espíritos superiores orientam-nos para que não olhemos os fatos em si mesmos, mas pelas suas consequências. Se a consequência for boa é porque o ato também o foi, embora no principio não o pareça. Observe as tempestades que assolam as cidades e os campos. Enquanto elas estão se processando, estamos reclamando e nos rebelando contra a vontade divina. Depois que ela passa, verificamos que estamos respirando melhor, que houve um saneamento no planeta. Somente aí é que começamos ver o lado bom daquela destruição transitória. Se bom, teremos as recompensa do bem; se mal, as recompensas do mal.

Os Espíritos de luz afirmam que a verdadeira desgraça é a alegria, a fama, o prazer e a vã agitação. Como entender? É que essas ações fazem calar a consciência, roubando-nos o tempo que poderia estar sendo mais bem aproveitado no incremento de nossa evolução espiritual. A infelicidade é o ópio do esquecimento que reclamamos diariamente. É preciso, pois, olhar tudo de uma forma invertida, a fim de que possamos captar a verdade por detrás dos fatos.

Saibamos agradecer as injunções de nosso caminho. Se julgarmos que a nossa desgraça é maior que a dos nossos vizinhos, façamos um visita a um hospital, a uma prisão e veremos que a nossa dor não é tão grande quanto parece.



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Três Reinos

Concebeu-se dividir a natureza em: 1) seres orgânicos e seres inorgânicos; 2) reino mineral, reino vegetal e reino animal; 3) reino mineral, reino vegetal, reino animal e reino hominal. Que subsídios a Doutrina Espírita oferece-nos para enfrentarmos esta questão? O capítulo XI do Livro Segundo de O Livro dos Espíritos, que trata dos três reinos, oferece-nos alguns ensinamentos bastante importantes.

De acordo com os pressupostos espíritas, Deus criou os Espíritos - simples e ignorantes -, com a determinação de se tornarem perfeitos. Assim, o progresso do Espírito é sempre compulsório: podemos estacionar por algum tempo, mas os acicates da vida nos impulsionarão para o desenvolvimento ulterior. 


Ainda que haja controvérsias, diz-se que o princípio inteligente ou mônada celeste estagia nesses reinos, começando no mineral e indo até o hominal, extraindo de cada um deles os subsídios necessários para a sua evolução. É por isso que tudo se encadeia na natureza, desde o átomo ao arcanjo. 

Reino Mineral. Allan Kardec escreve pouco sobre esse reino. Diz-nos que ele é constituído de matéria inerte, e não possui mais do que uma força mecânica. Os minerais não têm vitalidade e nem movimentos próprios, sendo formado apenas pela agregação da matéria. 

Reino Vegetal. As plantas, compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade. Elas não pensam, não têm mais do que a vida orgânica. Podem ser afetadas por ações sobre a matéria, mas não têm percepções; por conseguinte, não têm a sensação de dor. 

Reino Animal. Os animais, constituídos de matéria inerte e dotados de vitalidade, têm uma espécie de inteligência instintiva, limitada, com a consciência de sua existência e de sua individualidade. 

Reino hominal. O homem, tendo tudo o que existe nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, ilimitada, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extra materiais e o conhecimento de Deus.

Três reinos e o homem encerram todo o processo de evolução alcançado pelo desenvolvimento do princípio inteligente. O próximo passo é transformar-se no reino angélico, em que estaria livre de todas as influências da matéria.

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Toxicomania e Espiritismo

Toxicomania - do gr. tocsicon = veneno + mania = loucura, demência. É a escravização ao uso de entorpecentes. 

Há entorpecentes naturais, retirados de vegetais, e sintéticos, produzidos pela Química moderna. Os mais conhecidos são: o ópio, resultante da coagulação do suco de algumas espécies de papoulas; a coca, extraída de plantas eritrofiláceas; a maconha, neconha, diamba ou liamba, que é retirada da resina produzida pela floração e frutos do cânhamo "cannabis satura". 

O problema da toxicomania não está só na droga. A ideia de que, eliminando o psicotrópico, a toxicomania ficaria consequentemente eliminada tem a sua origem na ideia de que ela (a toxicomania) explica-se através do tripé: agente, hospedeiro e ambiente. Quer dizer, não devemos atribuir somente às drogas toda a culpa da toxicomania. Esta representa uma gama enorme de problemas econômicos, sociais, psicológicos e espirituais.

O vício do fumo e do álcool, do ponto de vista espiritual, é uma responsabilidade do próprio Espírito. Muitas vezes culpamos o meio ambiente, a televisão, o rádio e o cinema, mas esquecemo-nos de que temos o livre-arbítrio e a vontade de o evitar. O espírita tem outras razões para serem analisadas: uma delas, é o fato de poder ter sido um viciado numa encarnação anterior. Quando reencarna, reencarna com tendência ao alcoolismo ou ao tabagismo; a outra, não menos importante, é a influência dos Espíritos obsessores que nos induzem a consumir esta ou aquela droga com a intenção de usufruírem das substâncias que delas são emanadas.

A prece, a boa leitura e os bons conselhos ajudam. Mas, somente conseguiremos bom êxito, quando nos conscientizarmos de envidar todos os esforços necessários para nos libertarmos da escravidão que tais vícios nos engendram.



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Tédio e Espiritismo

O tédio é um sentimento humano, um estado de falta de estímulo. Aborrecimento, fastio, nojo, desgosto. Ter muito ou pouco tempo pode ocasionar o tédio. De acordo com a Doutrina Espírita, o tédio é um insulto à fraternidade humana, porque a dor e a necessidade, a tristeza e a doença, a pobreza e a morte não se acham longe de ti.

Desde a Antiguidade até a Idade Média o termo correspondente ao tédio é acédia. Os pensadores cristãos do fim da Antiguidade e começo da Idade Média tinham o termo como indiferença e ociosidade. Esta concepção fez Heidegger dizer que o tédio é "a raiz de todos os males". Há, porém, uma diferença entre os termos acédia e tédio. O primeiro refere-se à alma, à moral; o segundo, ao estado psicológico.

Por que deveríamos considerar o tédio como um problema filosófico e não apenas psicológico, religioso e sociológico? O problema filosófico mostra uma certa desorientação, algo que não temos uma resposta de imediato. Observe que para Wittegenstein, um problema filosófico tem a forma: "Não sei por onde ir". Nesta mesma linha de pensamento, Martin Heidegger diz que "Um conhecimento não completo" transforma-se em um problema filosófico. O tédio se encaixa bem a essas observações, por isso pode ser considerado como uma das grandes questões de filosofia.

Kierkegaard descreveu o tédio como "a raiz de todo o mal". Rochefoucauld, referindo-se à corte francesa, disse: "Quase sempre somos entediados por pessoas para as quais nós mesmos somos entediantes". Para Pascal, "o homem sem Deus está condenado à diversão". Para Nietzsche, o tédio é "a 'desagradável calma' da alma" que precede os atos criativos, e enquanto os espíritos criativos o suportam, "natureza menores" fogem dele. No romance Lucinde (1799), no capítulo "O Idílio do Lazer", Friedrich Schlegel escreve: "Toda atividade vazia, agitada, não produz qualquer coisa senão tédio – o dos outros e o nosso".

Para nós, que somos adeptos do Espiritismo, o tédio deveria ser considerado uma espécie de alarme. Denota que algo não anda bem conosco. É possível que não estejamos praticando os princípios fundamentais da Doutrina Espírita. Talvez estejamos menosprezando as sábias instruções dos benfeitores espirituais. 

O Espírito François de Genève esclarece-nos que a vaga tristeza que o Espírito sente, quando está jungido a um corpo físico, é porque aspira à felicidade e à liberdade, a qual não encontra neste mundo. Consequentemente surge o desânimo, o cansaço, a descrença, gerando pensamentos sombrios e impelindo-nos ao tédio.

O espírito Emmanuel, em Vida e sexo, tece alguns comentários sobre a presença do tédio entre os casais. No relacionamento entre os casais, muitas arestas devem ser aparadas, pois cada qual, em sua posição, deve consertar erros do passado e preparar-se para um futuro mais promissor.

O tédio pode ser positivo e negativo. É positivo, quando esse sentimento nos leva a criar, a sair do nosso mundo interior e progredir. É negativo, quando nos faz abaixar a cabeça e chafurdarmo-nos em nossas desgraças.



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Violência e Espiritismo

Violência vem do latim violentia, que significa violência, caráter violento ou bravio, força. O verbo violare significa trotar com violência, profanar, transgredir. O sociólogo H. L. Nieburg define a violência como "uma ação direta ou indireta, destinada a limitar, ferir ou destruir as pessoas ou os bens". O Oxford English Dicitonary define a violência como o "uso ilegítimo da força".

Há a violência manifesta e a violência oculta. O ato da criação narrado na Bíblia é um ato de violência, embora não seja um ato manifesto. Observe que Adão e Eva são expulsos do paraíso por desobedecerem a Lei de Deus; não houve, por parte do Criador, nenhum perdão. Além do mais, tanto Adão quanto Eva tiveram que provar o mal para conhecer o bem.

Segundo Krishnamurti, "a fonte da violência é o "eu", o "ego", que se expressa de muitos e vários modos — dividindo, lutando para tornar-se ou ser importante etc.; que se divide em "eu" e "não eu", em consciente e inconsciente; que se identifica, ou não, com a família, a comunidade etc. 

"Haveis aprendido o que foi dito aos Antigos: Vós não matareis, e todo aquele que matar merecerá ser condenado pelo julgamento. Mas eu vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão merecerá ser condenado pelo julgamento; que aquele que disser a seu irmão Racca, merecerá ser condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: Vós sois louco, merecerá ser condenado ao fogo do inferno".(Mateus, 21 e 22). Por essas máximas, Jesus faz da doçura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência uma lei: condena, por conseguinte, a violência, a cólera e mesmo toda expressão descortês com respeito ao semelhante. 

Saibamos ponderar os esforços para a erradicação da violência. Quem sabe não estamos nos violentando a pretexto de eliminar a violência que há dentro de nós?



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Sede Perfeitos

Perfeição – de perfectio, designa o estado de um ser cujas virtualidades se encontram plenamente atualizadas ou realizadas. Em teologia, plena realização, sob o ponto de vista moral, consumação no bem que compete a cada um possuir e atuar. Assim: "Todo o homem é chamado à perfeição ou santidade". Sede – imperativo do verbo ser. Implica a ideia de ordem, de comando.

Deus, quando nos criou, criou-nos simples e ignorantes, ou seja, potencialmente perfeitos. Os Espíritos superiores, no início de nossa caminhada espiritual, guiaram os nossos passos como um pai segura as mãos de seu filho. Com o passar do tempo, eles nos deixaram entregues ao nosso livre-arbítrio, com a responsabilidade pelas ações realizadas. Assim sendo, em cada encarnação nós vamos atualizando a potência de perfeição que existe em cada um de nós.

Há, na natureza, uma lei de causalidade, que nos mostra uma relação de causa e efeito. A causa é ato anterior que tinha uma possibilidade de se atualizar. Para que a causa se atualize, ela precisa de fatores emergentes e de fatores predisponentes. Os fatores emergentes dizem respeito à ordem interna da causa; os fatores predisponentes, à ordem externa.

A frase "Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito" mostra uma ordem, uma ordenação dada por Jesus a todos os habitantes do Planeta Terra, independente da seita ou da religião que professe. Pergunta-se: não sabia Jesus que somos fracos e imperfeitos? Como pode Ele dar essa ordem peremptória? Lógico que Ele sabia e sabe ainda, mas o problema é que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. 

Diante desta verdade, devemos prestar contas ao Pai dentro do melhor nível de evolução que pudermos alcançar. O modelo para chegarmos ao Pai é Jesus, porque, dentre os encarnados, ele foi o Espírito mais evoluído que desceu neste Planeta. A sua missão foi a de nos mostrar o caminho da salvação. Qual o exemplo que nos deu? Sofreu perseguições, sarcasmos, blasfêmias e morreu na cruz. Tudo isso para nos ensinar que o reino de Deus está dentro de nós e que só o alcançaremos se seguirmos as suas pegadas.

O progresso material, pelas suas facilidades, tem nos distanciado de nós mesmos, de nossa interioridade. Convém, para o nosso próprio bem, que saibamos nos isolar do corre-corre e do diz-que-diz, a fim de acharmos tempo para o cultivo de nossa alma imortal.

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Salvação da Alma

Salvação. Ser salvo é ser tirado dum perigo onde se corria risco de perecer. Na linguagem religiosa, salvação é a realização do destino eterno do homem na vista e posse de Deus. Salvar-se é libertar-se dos erros, das paixões insanas e da ignorância. Ensinar para o bem, através do pensamento, da palavra e do exemplo, é salvar.

A palavra "salvação" é um “termo técnico” que tem origem na tradição judeu-cristã e recebe aplicação geral. Religião de “salvação” é a que oferece um diagnóstico da condição humana e oferece um caminho para a saúde ou integridade.

No Antigo Testamento, fica claro que o plano salvador de Deus é um plano universal. É Abraão quem recebe a promessa salvadora. Ao longo dos evangelhos, Jesus é apresentado como o Salvador por antonomásia: o seu nome é Salvador.

As alternativas da humanidade com relação à vida futura podem ser resumidas: niilismo (espera do nada); panteísmo (absorção no todo); individualidade da alma. Para o dogmatismo religioso, a sorte da alma está selada. Para o Espiritismo, o Espírito, independente da matéria, foi criado simples e ignorante. 

O Espiritismo, ensinando-nos a lei de evolução, é o que melhor explica a salvação da alma. Diz-nos que todos os seres humanos partiram do mesmo ponto, sujeitos à lei do progresso. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente e fazem parte da legião dos "anjos", dos "arcanjos" e dos "querubins". Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria, através das inúmeras encarnações.

Substituamos a palavra salvação por evolução. Somente assim nos livraremos da crença de que estamos sendo salvos simplesmente por aderirmos a uma doutrina ou por termos sido submetidos a algum sacramento religioso.

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Sagrado ante o Espiritismo

O conceito de sagrado deve ser visto, levando-se em conta a Lei de Adoração. A palavra adorar vem do latim ad e orare que significa orar para alguém. É render homenagem através de palavras, gestos, atitudes e cultos. Subentende um sentimento de admiração. Para Mircea Eliade, sagrado é a manifestação de uma realidade de ordem inteiramente diferente da das realidades "naturais". Tem como contrapartida a noção de profano.

Em termos históricos, o totemismo é a base dos estudos do sagrado. Na época havia o totem - tudo o que se considerava sagrado, mana e orenda - força impessoal comum aos símbolos sagrado e o tabu - a instituição em virtude da qual determinadas coisas, certos atos são proibidos. A religião, nesse contexto, é a separação do profano e do sagrado.

Além da religião, o direito, a ética, a estética, a política, o casamento, a família, o sexo, a morte, a arte, a arquitetura e muitos outros aspectos da vida são igualmente envolvidos pelo sagrado.

O sagrado, em muitas religiões, vem pela revelação. Todas as religiões tiveram seus reveladores. Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Quer dizer, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.

O Espiritismo funciona à semelhança das ciências naturais, utilizando a observação, a formulação de hipóteses, a experiência e as conclusões. É uma doutrina científica filosófica, que se utiliza do método teórico-experimental, como o faz a maioria da ciências. O Espiritismo não é questão de forma, mas de fundo. Devemos evitar a idolatria de Espíritos, de médiuns e de divulgadores da Doutrina Espírita.

Há necessidade de irmos ao Espiritismo isentos de ideias preconcebidas. Paulatinamente, sem correrias, buscar a identificação com os princípios básicos codificados por Allan Kardec. Aplicar o bom senso e a razão em tudo que empreendermos no campo do sagrado.



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Resumo Histórico do Espiritismo

O objetivo deste estudo é mostrar que a ideia espírita sempre existiu. Embora Allan Kardec tenha criado os termos Espiritismo e Espírita, no sentido de estabelecer uma terminologia própria, ele nada inventou. Quem consultar os livros básicos da Doutrina Espírita verá que ele apenas organizou, com o auxílio dos Espíritos e dos médiuns, os princípios fundamentais que consubstanciam o relacionamento entre os encarnados e os desencarnados.

Desde que o homem veio à Terra o seu relacionamento com os Espíritos jamais cessou. No começo de sua evolução, as comunicações davam-se pelo sono, através dos sonhos. O homem da caverna já assistia às materializações dos seus antepassados. 

J. H. Pires, no livro O Espírito e o Tempo, traça-nos um roteiro histórico da evolução do Espírito. Começa no horizonte tribal (mediunismo primitivo), passa pelo horizonte agrícola (animismo e culto dos ancestrais), pelo horizonte civilizado (mediunismo oracular), pelo horizonte profético (mediunismo bíblico) e termina no horizonte espiritual (mediunidade positiva).

No horizonte espiritual, pondo por terra ideias errôneas, o indivíduo descobre que Deus e o Homem se assemelham, pois a caminhada evolutiva do ser humano vai até a divindade. O homem, como Espírito, pode chegar à condição de anjo, pelo seu esforço no bem. A codificação do Espiritismo, por Allan Kardec, dá base para esse entendimento. 

O Espiritismo é uma doutrina fundada sobre a crença de existência de Espíritos e nas suas manifestações. A doutrina pressupõe um conjunto de princípios. Os princípios são as molas propulsoras de qualquer Filosofia, Ciência ou Religião. Os princípios espíritas diferem sobremaneira de outros princípios, principalmente das doutrinas espiritualistas. Nesse sentido, o Espiritismo difere das religiões pela ausência total de misticismo, não invocando revelações nem o sobrenatural. O espiritismo só admite fatos experimentais, com as deduções que deles se desprendem. Também se distingue da Metafísica ao repelir todo o raciocínio a priori e toda a solução puramente imaginativa.

O Espiritismo é a síntese de todo o processo cognitivo. Fornecendo-nos uma dimensão mais acurada do mundo espiritual e do seu relacionamento com o mundo físico, renova-nos a visão do "eu", do "nós" e do "mundo" que nos rodeia. Baseando-se nos fatos experimentais, os Espíritas têm mais facilidade de estabelecer um vínculo racional entre o materialismo e o espiritualismo. 

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Religião e Vivência Religiosa


Religião é a crença na existência de uma força superior considerada como criadora do Universo. Trata-se de uma experiência universal da humanidade, através da qual tenta-se compreender os mistérios que envolve o homem e o seu relacionamento com o Criador. 

As ideias religiosas estão presentes em todos os povos e em todos os estádios culturais. Certas religiões recrutam seus adeptos apenas dentro de um grupo determinado, p. ex., uma tribo ou aldeia: são as chamadas religiões tribais e nacionais. Denominam-se religiões universais as que recrutam seus adeptos por todo o mundo. As principais são o cristianismo, o islamismo e o budismo, que, através de missionários, difundiram-se longe de seus países de origem.

O Cristianismo, religião dos cristãos, está centrado na vida e obra de Jesus Cristo. À semelhança de Sócrates, Cristo não nos deixou nada escrito. Seus ensinamentos são anotados pelos apóstolos e passam, mais tarde, a constituir os Evangelhos. A palavra Evangelho, no singular, representa a unidade do pensamento de Jesus, ou seja, o alegre anúncio; no plural, a diversidade de interpretação dos evangelistas. Por isso, dizemos o Evangelho segundo Mateus, o Evangelho segundo Lucas, o Evangelho segundo Marcos e o Evangelho segundo João.

Vivência religiosa é caracterizada pelo sentimento de dependência do crente em relação ao Ser Supremo. Desde a Antiguidade até os nossos dias, manifesta-se sob vários matizes: ora menos racional, ora mais. Contudo, sempre imerso num mundo sobrenatural, estigmatizado pelo amor e pelo temor.

A diferença fundamental entre as diversas crenças reside no caráter da vivência religiosa básica. O budista considera todo o tipo de vida como um sofrimento absoluto. Na essência do cristianismo está o amor de Deus, que nos impõe condições e estende-se inclusive aos pecadores. A palavra árabe "islam" significa submissão. A vontade de Alá marca toda a existência, e o primeiro dever do bom crente é submeter-se a ela inteiramente. 

Do estudo ora encetado, cabe-nos distinguir o ser religioso do ser que tem uma religião. Podemos frequentar uma Igreja, atender à sua ortodoxia e nem por isso sermos religiosos. O verdadeiro religioso é aquele que pratica a lei da Justiça, do Amor e da Caridade na sua maior pureza. 

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Lavagem Cerebral e Religião


Pavlov (1849-1936), fisiologista, cujos experimentos mais famosos começaram em 1889, demonstrando os reflexos condicionados e incondicionados nos cães. Ele faz as suas experiências dentro de rigoroso controle das condições: amarra um cão, isola-o de todos os barulhos externos, e dá-lhe uma substância sialogênica para produzir ensalivação; ao mesmo tempo, faz retinir um som, por exemplo, o de uma campainha. Depois de várias repetições, suspende a substância sialogênica, permanecendo tão somente com o som da campainha. Resultado: o cão, sem o estímulo inicial, emite suco gástrico, associando-o apenas ao som da campainha. Pronto. Está posto o reflexo condicionado.

Os mecanismos do reflexo condicionado passaram rapidamente para o campo da política e, também, da propaganda. Quando temos algum slogan, que se repete constantemente, temos a teoria de Pavlov colocada em prática. Geralmente, na propaganda política, há uma palavra-chave, uma ideia-força, que é repetida muitas e muitas vezes, a fim de penetrar no subconsciente dos ouvintes. O mesmo se dá com a propaganda comercial: quando querem vender um produto, ficam lançando estímulos de vários matizes: cor, som, artista famoso etc.

A religião é pródiga nesse mister. Há o jejum, o castigo da carne por flagelação ou desconforto físico, a regulação da respiração, a revelação de mistérios terríveis, os toques de tambor, as danças, os cantos, o pânico, o incenso e as drogas. Em meio a essas posturas, há diversos slogans, no sentido de atingir mais a emoção do que a razão. Observe a conversão do religioso Wesley. Seus esforços para vencer a depressão mental eram ineficazes, até que surgiu Peter Böhler, outro religioso, que o fez mudar repentinamente, via lavagem cerebral: da salvação pela execução das obras, passou para a salvação pela fé somente. Em termos práticos, é passar de católico a protestante, uma mudança radical.

Wesley, depois de sua conversão à fé, passou a utilizar o mesmo método de lavagem cerebral usada por Böhler. Hinos eram dirigidos à emoção religiosa e não à inteligência. Wesley criava alta tensão emocional em seus prosélitos potenciais. Quem deixasse a reunião "sem mudar" e sofresse um acidente repentino iria direto para a fornalha fervente. Para ele, "O medo do fogo eterno afetava o cérebro tal qual o medo de morrer afogado dos cães de Pavlov na inundação de Leningrado".

Da mesma forma que hoje se visita uma cartomante, um psiquiatra ou um padre católico, os gregos da antiguidade consultavam os oráculos. Vários escritores gregos descrevem com pormenores os efeitos emocionais da iniciação mística. Consistiam em calafrio, tremor, suor, confusão mental, aflição, consternação e alegria misturados com alarma e agitação. Timarco, por exemplo, querendo saber o que poderia ser o demônio de Sócrates, desceu à caverna de Trofônio e executou todas as cerimônias que eram exigidas para obter um oráculo. Depois de passar lá duas noites e um dia, voltou completamente mudado, pronto a fazer lavagem cerebral nos outros seres humanos.

O mundo está cheio de slogans: comerciais, políticos e religiosos. Saibamos nos colocar um pouco a parte deles, para não sermos levados pelo turbilhão das ideias-forças vigentes.



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Religião de Jesus


Religião é a crença na existência de uma força superior considerada como criadora do Universo. Trata-se de uma experiência universal da humanidade, através da qual tenta-se compreender os mistérios que envolve o homem e o seu relacionamento com o Criador.

Embora o cristianismo seja uma religião revelada, diferente da judaica, apareceu historicamente como continuação e aperfeiçoamento da revelação dada por Deus ao povo de Israel. Jesus era um judeu, que nasceu e viveu na Palestina. Os apóstolos eram todos da sua gente e da sua religião.

A ideia de um messias geralmente atribuída ao Judaísmo, é historicamente anterior e encontra-se em outras crenças, entre vários povos. Ela é explicada, porém, com base na concepção de um passado remoto em que os homens teriam vivido situação melhor e que voltaria a existir pela mediação entre os homens e a divindade, de um Salvador.

Em que se funda a religião de Jesus? Onde podemos encontrar argumentos para fundamentar a sua existência?

O Evangelho é a única fonte fidedigna da vida e missão de Jesus Cristo. Esta palavra vem do grego euangelion e significa "boa notícia", "boa nova". Buscando o conteúdo narrado por Mateus, Marcos, Lucas e João, teremos os subsídios necessários para a compreensão da religião de Jesus, ou seja, da boa nova que ele quis nos passar. Observe que Allan Kardec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo escolhe, dentre as 5 divisões, o ensino moral, o único que não está afeito a controvérsias, podendo, inclusive, unir todas as crenças em torno da sua mensagem universalista.

Jesus não teve uma religião no sentido ortodoxo do termo, mas deixou-nos todos os fundamentos para a verdadeira religião, aquela que une todas as almas crentes num vínculo comum, em que o amor se expressa como o alimento de todas as almas.


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Que Fazeis de Especial?

Como nos colocar diante da pergunta: ―Que fazeis de especial?

Nos primórdios do cristianismo, os publicanos e os fariseus comiam, bebiam e cumpriam os seus deveres, e, mesmo assim, eram repreendidos por Jesus, pois não cogitavam sobre a vida futura. Como servir além dos deveres familiares e sociais? Eis a questão que devemos analisar em conjunto.

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Progressão dos Espíritos

O Espírito progride somente no mundo dos encarnados? O que acontece quando deixa este mundo? Cessa tudo o que aprendeu? Fica estacionado?

No âmbito da Doutrina Espírita, progressão equivale à evolução e significa o somatório dos acréscimos graduais de perfeição adquiridos pelo Espírito em cada uma de suas diversas encarnações.

Nosso objetivo é mostrar que há uma inexorabilidade na Lei Divina. Ela sempre nos impele para o progresso, quer queiramos, quer não.

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Perfeição Moral

O que é perfeição? E perfeição moral? Deveríamos ser perfeitos ou perfectíveis?

O Espírito, quando é criado por Deus, traz em seu bojo o germe (potência) da perfeição. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, ao estudar a Lei do Progresso — lei natural —, informa-nos que todos os Espíritos, conscientes ou inconscientes, encarnados ou desencarnados, tendem para a perfeição.

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Pensamento

O que é o pensamento? Ele depende da imaginação? Como adquirir um pensamento robusto?

Para o Espiritismo, o pensamento é o elemento nobre, modelador das ações dos Espíritos, através de fluidos etéreos. Allan Kardec, em A Gênese, diz que o pensamento “é a grande oficina ou o laboratório da vida espiritual”. “O pensamento e a vontade são para os Espíritos aquilo que a mão é para o homem”.

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Obras Póstumas, um Resumo

Obras Póstumas, de Allan Kardec, veio a lume em 1890, três anos após a morte do autor. Faz parte das obras complementares da codificação espírita.

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Motivos de Resignação

Motivo. Significa causa, razão, fim, intuito, escopo. Resignação. Tornar-se animoso no sofrimento. Paciência diante da ingratidão, da adversidade, do infortúnio. Este tema – "Motivos de Resignação" – encontra-se no capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo (Bem-Aventurados os Aflitos).

As bem-aventuranças é um termo técnico para indicar uma forma literária de ministrar conhecimentos. Pode-se dizer que é uma declaração de bênção em virtude duma boa sorte. Com Jesus toma a forma de um paradoxo: a bem-aventurança não é proclamada em virtude de uma boa sorte, mas de uma má sorte. Jesus dizia: bem-aventurados os que sofrem... os que sentem frio... os que são perseguidos.

De acordo com a Doutrina Espírita, o ser humano está sujeito a três tipos de dor: 1) DOR-EXPIAÇÃO - refere-se à consequência de uma ação passada; 2) DOR-EVOLUÇÃO - enquanto na dor-expiação somos obrigados a sofrer porque merecemos, nesta ocorre o contrário: sofremos porque temos o anelo da perfeição, a purificação de nossa alma; 3) DOR-AUXÍLIO - tem sentido corretivo, pois os nossos desequilíbrios são tantos que precisamos ficar muitos anos num leito. 

Segundo os pressupostos espíritas, devemos sofrer de modo feliz. Por quê? Temos muitas dívidas do passado. De acordo com nossa resignação, na contabilidade divina surge a seguinte operação: se me pagares apenas R$ 1,00, eu quitarei a dívida toda (R$ 100,00). O pagamento é sempre menor do que aquilo que deveríamos realmente pagar. Nas grandes crises pelas quais passamos, quando colocamos a vontade de Deus acima da nossa, o sofrimento torna-se mais leve, mais suave, enaltecendo os ensinamentos de Jesus que diz que o seu jugo é suave e o seu fardo leve.

Quando olhamos os nossos problemas terráqueos de um ponto de vista espiritual, eles começam a perder a sua intensidade, o seu valor relativo. Esta observação equivale a subirmos a uma montanha e de lá olharmos para baixo: tudo parece em tamanho diminuto. Procede assim aquele que dá mais valor ao Espírito do que à carne. Esse indivíduo pode passar por todos o tipos de dificuldade, que continua calmo, paciente, inclusive, agradecendo a Deus pelo sofrimento, pois o vê como uma forma de ativar a sua evolução espiritual.

Lembremo-nos da oração da serenidade em que pedimos a Deus serenidade para aceitarmos as coisas que não podemos modificar, coragem para modificarmos aquelas que podemos e sabedoria para distinguir uma da outra.




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Mente Humana

Mente. Embora a Psicologia tenha sido tradicionalmente definida como a ciência que lida com as atividades mentais, não existe uma definição da mente aceite por todos. Uma mão-cheia de auscultações de opiniões de vários psicólogos dará como resultado o mesmo número de diferentes definições. Apesar disso, um grande número — a maioria — associará a mente aos processos de percepção, pensamento, recordação e comportamento inteligente.

A mente (mind em inglês), no processo histórico, pode ser analisada em termos da relação entre o Espírito e a Matéria. Assim, temos a mente como matéria (nada existe além da matéria), a mente como imaterial (sem as definições das propriedades da matéria), o imaterialismo (tudo o que existe é mental) e a teoria neutra (nem mental nem física).

No âmbito da Doutrina Espírita, o cérebro é o centro das ondulações da mente. Ele funciona como um intermediário das oscilações da vontade, da perseverança, das emoções e das inspirações. Há, contudo, uma dificuldade, ou seja, de achar a fronteira em que termina o cérebro material e entra o espírito.

Os estados mentais, a curto prazo, nada mais são do que os diversos tipos de humor pelos quais passamos num mesmo dia. Se nos observarmos com atenção, distinguiremos os momentos de tristeza e de alegria, de receio e de coragem, de dor e de prazer, de queda e de júbilo.

Estejamos constantemente enviando à nossa mente pensamentos de paz, de serenidade e de tranquilidade. No tempo oportuno, eles nos servirão de anteparo aos influxos das idéias menos edificantes.


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Misticismo: Algumas Anotações

A iluminação súbita pode ser verificada pesquisando a biografia dos grandes pensadores. O filósofo Sócrates que viveu no século V a. C. teve seu insight depois de uma visita que fizera ao Oráculo de Delfos, quando, a partir daí, passou a ensinar o conteúdo da autoconsciência do homem. René Descartes (1596-1650) teve sonhos que lhe indicaram sua missão divina: construir o método para a nova ciência. O íntimo da maioria dos grandes pensadores mostra essa relação com o divino.

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Médium Curador

O objetivo deste trabalho é estudar os diversos matizes da mediunidade curativa. Pergunta-se: há diferença entre magnetizador e médium curador? O que são médiuns curadores? Por que o poder de cura é classificado como mediunidade?

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Maquiavelismo e Espiritismo

Nicolau Maquiavel, Nicollò Machiavelli (1469-1527), foi político, historiador e escritor italiano. Nasceu e morreu em Florença. Foi chanceler e secretário das Relações Exteriores da República de Florença. Famoso pelo livro "O Príncipe". Maquiavelismo. Vem de Maquiavel. Tomou, contudo, outro significado, principalmente por causa da máxima que lhe foi atribuída – "os fins justificam os meios" –, em que a eficácia da ação é privilegiada em detrimento da conduta moral.

Antes de Maquiavel, o governante de um país era comparado ao piloto de um navio, que tinha por objetivo conduzi-lo ao porto, sem que afundasse. Analogamente, o governante de uma República deveria conduzir o povo, sem dispersá-lo, para a prática da virtude. Maquiavel, em O Príncipe, aceita conduzir o povo sem avarias, porém faz silêncio sobre a condução do povo à virtude. Tem dúvidas quanto ao realizar a justiça. O Príncipe retrata o descontentamento do seu autor por ter sido banido da vida pública. O que está por detrás do livro é a aparência do bom e do virtuoso que o condutor do povo deve ter. Não importa se o ser humano é virtuoso, mais vale parecer virtuoso.

Maquiavel procura entender a lógica da força. Para tanto, inspira-se na paixão do Estado o que faz com que o Príncipe, investido de responsabilidades excepcionais, se encontre situado fora do comum e deva saber entrar na via do mal tão necessário, mas igualmente "não se afastar do bem que pode". Para Maquiavel, o Príncipe, mesmo dando poucos exemplos, será mais benéfico do que o piedoso, que deixa reinar e penetrar a desordem na esfera governamental.

Maquiavel distingue uma moral do indivíduo, que visa a obtenção de virtudes, e outra para o estado, que visa obter o bem comum, nem que para isso seja necessário o emprego do constrangimento, da coação e da persuasão. Sob o ponto de vista espírita, Allan Kardec encaminha-nos para outro tipo de reflexão, pois em toda a sua obra ressalta a importância de combater o orgulho e o egoísmo, os dois principais cancros da sociedade.

Os fins justificam os meios? Para Maquiavel, sim. Em termos doutrinários espíritas, não. O verdadeiro espírita deve se pautar por um principio único, aquele que propicia a paz de sua consciência. Nesse caso, quer esteja à frente ou na retaguarda de qualquer empreendimento, procurará tratar todos de igual modo, pois assim também deseja ser tratado. Prestemos atenção para não nos deixarmos confundir os meios com os fins específicos de cada uma de nossas ações.

Embora seja louvável a contribuição de Maquiavel para o pensamento político, os princípios espíritas fundamentam-se em outra ordem de valores, ou seja, nos valores morais trazidos por Jesus Cristo.
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