21 outubro 2011

Palavra do Presidente: Outubro de 2011

Todos os anos, a partir de setembro, o Departamento de Assistência Social do Centro Espírita Ismael, começa a dispor na secretaria e nas salas de aula, as Sacolinhas de Natal. São aproximadamente 1.500 sacolas, que deverão retornar com os itens requeridos, até 20 de novembro. Escolha a sua na Secretaria e colabore na ajuda às famílias carentes, cadastradas na Assistência Social.

Parabenizamos e agradecemos a todos os que contribuíram para a "Noite da Pizza". Foi um evento fraterno, com muito trabalho e dedicação, principalmente na doação de prendas e ingredientes para a confecção das suas deliciosas fatias.
Não podemos deixar de enfatizar que, paralelamente às palestras públicas, realizadas semanalmente, o Sr. Bismael B. Moraes criou, a partir de 1989, outra modalidade de estudo e aprendizado, o Simpósio Espírita do C.E.I., realizado, num domingo, das 9 às 17h, uma vez por ano. Neste ano de 2011, o tema central foi ― “O Perispírito e as Verdades da Alma".

Lembremo-nos de que não existe maior bem do que aquele que nos incentiva ao estudo e ao aprendizado real da Doutrina Espírita.

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19 outubro 2011

Realidade e Irrealidade da Vida Espiritual

“Quando nossa vida se nutre da irrealidade, morremos de fome”.

A irrealidade pode ser entendida como as ilusões que temos da vida espiritual. Muitas vezes pensamos que estamos praticando o bem, quando, na verdade, estamos imersos no mal. Se não estivermos curados da promiscuidade, poderemos substituí-la pelos desmandos religiosos.

Como detectar a irrealidade, a ilusão? A tecnologia pode se tornar uma irrealidade, quando as suas descobertas implicam que o ser humano possa viver sem Deus. Riqueza, poder, e fama são outros tantos atrativos para estimular o ser humano a evadir-se do real. Uma vida puramente mental também pode nos levar à ilusão.

Thomas Merton, Na Liberdade da Solidão, diz: “Uma vida puramente mental pode ser causa de ruína, se nos leva a substituir a vida pelo pensamento e as ações pelas ideias. Somente tornando aquilo que conhecemos parte de nós mesmos pela ação é que penetramos na realidade significada por nossos conceitos”.

Acrescenta que: “Viver não é pensar. O pensamento é formado e guiado pela realidade objetiva que existe fora de nós. Viver é o constante ajustar-se do pensamento à vida e da vida ao pensamento, de tal modo que estejamos sempre em crescimento, sempre tendo a experiência de coisas novas nas antigas, e de antigas nas novas. Assim, a vida é sempre coisa nova”.

São Tomás, por sua vez, diz: “Um homem é bom quando sua vontade se alegra com o que é bom, é mau quando a vontade se alegra com o que é mau. É virtuoso quando encontra felicidade numa vida virtuosa, pecaminoso quando se compraz numa vida pecaminosa. Assim sendo, as coisas que amamos nos dizem o que somos”.

Do exposto, depreende-se que ideias e palavras servem para a comunicação entre os seres humanos. Elas podem simplesmente expressar uma verdade abstrata, muitas vezes irreal. Contudo, para o homem espiritual o que vale é a verdade total, a realidade, algo que possa ser abraçado, amado e posto em prática no dia a dia.

Para nos compenetrarmos da realidade espiritual, a humildade é de substancial importância. Ela mostra as nossas ilusões e desvia a nossa vontade daquilo que era apenas um bem aparente.

Fonte de Consulta 

MERTON, Thomas. Na Liberdade da Solidão. Tradução Religiosas da Companhia da Virgem. Rio de Janeiro: Vozes, 1958.
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Dos Vícios Comuns aos Desmandos Religiosos

As pessoas que ainda não estão curadas dos seus vícios comuns – promiscuidade e a ingestão de drogas – poderão, facilmente, substituí-los pelo vício religioso, porque este parece ser “bom”.

Para nos recuperarmos desse vício, precisamos nos afastar de um Deus de idolatria (aquele que está fora de nós).

Lembremo-nos de que Jesus nos ensinava que o Reino de Deus está dentro de cada um de nós.

O que estamos querendo dizer com isso? Que podemos usar a religião como se fosse uma espécie de droga. Nesse caso, empenhamo-nos em que todas as pessoas creiam da mesma maneira que nós cremos.

Santo Inácio, fundador da sociedade dos jesuítas, despedia os diretores espirituais que tentavam impor aos noviços o caminho para Deus.

Para mais informações leia:

LINN, Matthew, LINN, Sheila Fabricant e LINN, Dennis. Abuso Espiritual e Vício Religioso. Tradução de Milene Houseman. Campinas: Verus, 2000.
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18 outubro 2011

Pesquisa sobre os "Passes"

Pesquisa revela que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar. Técnicas como passe espírita, reiki, johrei e outras liberam energia que produzem mudanças no corpo.
Várias pesquisas e estudos foram feitos para comprovar as curas realizadas por meio da imposição de mãos como no caso do reiki, técnica ligada ao budismo, e também de religiões como o espiritismo que pratica o chamado “passe”.
Uma pesquisa recente feita por um pesquisador brasileiro comprovou o resultado em ratos com câncer, separando os animais em três grupos, Ricardo Monezi, mestre em fisiopatologia experimental pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador da unidade de Medicina Comportamental da Unifesp, conseguiu comprovar que a energia liberada pelas mãos tem poder de curar.
Um grupo de ratos não recebeu nenhum tipo de tratamento, outro foi tratado pela técnica reiki, com imposição de mãos e o terceiro grupo de ratos com câncer apenas foi coberto com luvas térmicas. O resultado mostrou que a imposição de mãos fez com que o sistema imunológico dos animais destruísse os tumores.
Com essa pesquisa, Monezi confirmou o que ele experimentou quando era adolescente “Na adolescência o reiki me ajudou a vencer uma depressão”, diz ele para uma reportagem da revista Cláudia (edição setembro/2011).
“Os dados preliminares apontam que a prática gera mudanças fisiológicas e psicológicas, como a diminuição da depressão, da ansiedade e da tensão muscular, além do aumento do bem-estar e da qualidade de vida”, atesta Monezi que agora vai pesquisar os benefícios dessa técnica em idosos.
Jesus também utilizava a imposição de mãos para curar
A técnica de imposição de mãos existe a mais de 6.000 anos de acordo com estudos e são chamadas de “curas prânicas” e de “energias sutis” pelos cientistas que acreditam que a cura acontece pela transmissão de energia eletromagnética de baixa frequência.
Marlene Nobre, presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil) disse à reportagem da Cláudia que “Jesus foi o expoente máximo da cura por imposição de mãos”. Ela afirma também que vem da crença de liberar energia que surgiu o hábito de religiosos estenderem as mãos durante a oração para transmitir bênçãos.
Religiões e técnicas orientais que utilizam a imposição de mãos
Reiki - Utiliza práticas budistas de canalizar a energia universal pela imposição de mãos e é considerada uma terapia alternativa ou holística.
Frequências de Brilho - técnica realizada com toques suaves das mãos em pontos específicos do corpo liberando frequência vibracional que conseguem mudar o estado de saúde gerando o bem-estar. As freqüências de brilho estão desvencilhadas de religiões.
Johrei – A Igreja Messiânica oferece o tratamento de johrei, palavra japonesa que significa purificação (joh) do espírito (rei), pois eles acreditam que as doenças são impurezas acumuladas no espírito.
Oneness Diksha – Utiliza o sétimo chacra para receber a energia divina, é uma técnica indiana onde o doador (diksha giver) toca no receptor com as mãos durante um minuto.
Passe espírita – O espiritismo utiliza a prática de imposição de mãos acreditando que esse ato tem poder de tocar na parte da matéria do corpo que não podemos ver, no caso a alma.
Fonte: Gospel Prime/Com informações Revista Claúdia

Se houver interesse em mais detalhes (e até fotos) pode ser acessado o link da Associação Médico-Espírita do Brasil (AME), com a apresentação na íntegra da tese de doutorado em mais de 90 páginas: http://www.amebrasil.org.br/html/Disserta__o_de_Mestrado___Oliveira_RMJ.pdf

Por Maurício Benassatto, da http://www.bloggravatv24horas.com.br/
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16 outubro 2011

23º Simpósio Espírita do CEI

Realizou-se, neste domingo, das 9 às 17h30min, o 23º Simpósio Espírita do Centro Espírita Ismael, cujo tema central foi: “O Perispírito e as Verdades da Alma”.
Os sub-temas foram:
  • "Da Origem da Matéria Densa ao Raciocínio Espírita", por Ivam Ricardo Rogério (Diretor de Ensino do CEI)
  • "Ação do Duplo Etérico no Processo Reencarnatório", por Cláudio Roberto Palermo (Radialista e produtor de TV)
  • "Conhecimento do Perispírito e as Vias de Cura", por Dra. Ercília Zilli (Psicóloga e participante do programa Novos Rumos)
  • "Sequelas da Atuação Mental e Depuração de Resíduos Mentais", por José Roberto Godoy (Instrutor dos Cursos de Aperfeiçoamento do CEI)
Para saber mais sobre as palestras, veja as apresentações em PowerPoint ou assista aos vídeos, clicando nos links abaixo.


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14 outubro 2011

Ouvir e Praticar

Muitas pessoas, no Centro Espírita, participam da assistência espiritual. Geralmente, nos trabalhos de passe, o palestrante discorre sobre um tema evangélico. Depois, o frequentador vai para sua casa e comenta com um dos seus familiares (marido, esposa, filhos...): o que o orador disse serve exatamente para você. Por que você não quis ir comigo? Isso é muito comum no meio espírita e, talvez, em outros seguimentos religiosos.

O Espírito Emmanuel, porém, comentando o trecho “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago, 1,22), diz-nos que forças ocultas levam-nos a ouvir aquelas palavras, mas é para nós mesmos e não para os nossos familiares. Enfatiza que, depois de ouvi-las, deveríamos tentar colocá-las em prática no nosso dia a dia.

A curiosidade em saber cada vez mais estimula-nos a nos inscrevermos em simpósios, cursos, seminários, etc. Não creiamos que essa atitude seja simplesmente para estarmos bem informados, adquirirmos cultura espírita, estarmos em dia com o movimento espírita. Não. Tudo o que passa pela nossa mente deve ter um fim, ou seja, a evolução do ser. Para que se concretize, urge aliarmos teoria e prática.

Para trabalharmos em medicina, contabilidade, engenharia, etc., fazemos cursos de especialização. Concluídos, devemos pô-los em prática. O que adianta pegar tantas informações para, depois, deixá-las paradas, sem utilidade alguma? O mesmo se aplica ao conhecimento evangélico, que vamos adquirindo ao longo do tempo. Deixá-los estanques é perder muito tempo nesta encarnação.

Exercitemos um dos princípios fundamentais da aprendizagem: aprenda fazendo.
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12 outubro 2011

Revisão de Vida

Tese: passagem do “humano” ao “cristão”.

Teilhard de Chardin já nos ensinava que “Nenhuma coisa é compreensível a não ser por sua história”. A história é composta de fatos, de passagens, de acontecimentos que vão se somando uns aos outros. Em se tratando da nossa vida, são as nossas experiências passadas, que ficaram registradas em nosso subconsciente.

A revisão de vida é um instrumento de evangelização usado pela Igreja católica. Como o próprio nome sugere, revê-se à luz da fé a “vida” dos militantes, considerados no ambiente em que vivem. Em primeiro lugar, colocam-se os elementos pessoais; depois, julga-se o todo à luz do Evangelho, para estimular a ação pessoal; num terceiro momento, discute-se a conversão pessoal.

A revisão de vida não tem o propósito de fazer um exame de consciência, tal qual nos ensinava Sócrates, na Antiguidade. Serve apenas para vermos como estamos nos portando diante dos ensinamentos do Evangelho de Jesus.

A revisão de vida não é um método, não é um procedimento psicológico. Na verdade, é dirigir a atenção aos apelos que o Senhor nos endereça, apelos estes de conversão, de contemplação, de prática de seus ensinamentos.
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07 outubro 2011

O Filme dos Espíritos

Comentário de Astrid Sayegh, do Instituto Espírita de Estudos Filosóficos.
É com alegria que exaltamos a importância desta obra, não somente como sendo mais um filme romanceado sobre o Espiritismo, mas trata-se antes de uma abordagem séria sobre os conceitos fundamentais da Filosofia Espírita, conduzindo portanto a uma reflexão sobre questões existencias que afligem a humanidade , quais sejam: Qual o significado da existência? Como conciliar a concepção de Deus com o sofrimento? Como entendermos a facticidade, segundo termos de Herculano Pires, no contexto em que existimos? Como nos valermos de nossa liberdade para fazermos nossas escolhas perante essa facticidade? Como nos engajarmos na vida em um ideal? Como o homem deve se preparar para a morte? Todos esses são temas, entre outros, que fazem parte da Filosofia Existencialista Contemporânea, na qual a Filosofia Espírita, sempre atual, está plenamente inserida, como uma fase do Existencialismo.

Efetivamente, incitamos a todos a sua divulgação, não com fins proselitistas, mas antes como uma mensagem filosófica séria que pode modificar consciências e o rumo de muitas vidas.
http://www.ieef.com.br/

INSTITUTO ESPÍRITA DE ESTUDOS FILOSÓFICOS
R. Mesquita, 789 - Vila Mariana - São Paulo – SP
Fone: 11 3294-3303 Atendimento das 9h às 12h e 13h às 17:30
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06 outubro 2011

Peregrino e Peregrinação

Peregrinação é o ato de peregrinar, é a viagem em romaria a lugares santos e de devoção. As peregrinações mais antigas são as dos Lugares Santos da Palestina e de Roma. O ritual contém uma oração para a bênção dos peregrinos e o missal uma missa votiva pro peregrinantibus.

São Francisco de Assis tem outra visão: para ele, peregrino é aquele que torna todos os lugares sagrados. Suas palavras santificam o caminho. Segundo o seu ponto de vista, a “senda da peregrinação é o caminho da morte que conduz à vida. Não importa onde se está indo, mas, sim, a caminhada, a aquiescência”.

O ponto de vista de São Francisco é o de alguém cuja viagem o levou a uma nova dimensão, o mundo do Espírito, que completa e torna inteligível tudo que existe. Adquiriu uma visão global e não se impressiona mais com as palavras e as realizações da humanidade.

Para entrar no reino do Espírito, basta que o crente se converta, transforme-se em um novo homem, um ser humano evangelizado.
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Allan Kardec "em Quadrinhos"


Allan Kardec tem biografia “em quadrinhos”.
O livro Kardec (formato 18,5 x 24 cm, 144 páginas, R$ 34,90), que será lançado pela Editora Barba Negra no próximo evento RIO COMICON, que acontece em novembro, transporta o leitor para a França do século XIX, e acompanha Allan Kardec durante a sua busca por respostas sobre a existência humana.
Com prefácio de Marcel Souto Maior, autor do livro As vidas de Chico Xavier, a obra de Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa (ganhadores do HQMix 2011 por Os Sertões), a obra Kardec é uma ficção histórica em quadrinhos.
No livro, o leitor entrará em contato com uma França que se preocupou em entender fenômenos sobrenaturais, vividos nas reuniões de "mesas girantes", em que objetos se moviam inexplicavelmente, e a história do homem que mudou seu nome e dedicou o resto da vida a entender e explicar o conhecimento adquirido sobre esses fenômenos e a continuidade da existência humana aos outros.

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03 outubro 2011

Conduta Espírita

A conduta espírita pode ser entendida como o comportamento do espírita ante as diversas situações do seu dia-a-dia. Em se tratando de uma Casa Espírita, lembremo-nos de que “da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações”.

O Espírito André Luiz, no livro Conduta Espírita, traça-nos um roteiro eficaz para um exímio comportamento nas mais diversas ocasiões, dentro e fora de uma Casa Espírita. Em sua mensagem ao leitor, ele diz: “Rogamos que não se veja em nossos apontamentos esse ou aquele propósito de culto às convenções do mundo exterior, nem teorização de disciplinas superficiais”. Seu objetivo é ajudar o aperfeiçoamento do indivíduo, no caso, o adepto do Espiritismo.

Em nosso Curso de Aprofundamento Doutrinário, escolhemos algumas questões para uma de nossas reuniões.

Para mais informação, entre em:


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Reverenciando Allan Kardec

Hippolyte-Léon Denizard Rivail nasceu em 3 de outubro de 1804. Allan Kardec, seu pseudônimo, surgiu a partir do lançamento de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, um tratado sobre a filosofia espiritualista.
Por que reverenciar Allan Kardec?

Ele foi o codificador do Espiritismo, um marco no progresso moral e espiritual da humanidade.

A Doutrina Espírita, reunindo os princípios fundamentais do Espiritismo, transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para se tornar uma realidade. O que era motivo de especulação e zombaria passa a ter explicações lógicas. E não foram os seres humanos que descobriram através de concepções particulares; foram os próprios habitantes do mundo espiritual que nos vieram descrever essa situação.

Para mais informações:

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02 outubro 2011

E Depois...?

Para todos nós que começamos as boas obras e não as terminamos.

Em nosso dia-a-dia, somos inspirados a realizar uma série de coisas. Entusiasmamo-nos com a prática da caridade. Mas, aos primeiros espinhos e às primeiras dificuldades, afastamo-nos de imediato. Empreendemos uma jornada virtuosa. Todavia, quando a disciplina e o sacrifício cobram os seus devidos esforços para a nossa iluminação espiritual, deixamos tudo de lado.

Começamos com grande arroubo. E depois? Lembremo-nos de que só serão salvos os que perseverarem até o fim. Porém, fugindo ao compromisso assumido, podemos ser vítimas de Espíritos menos felizes, induzindo-nos às perturbações, mentais e espirituais. Se pudéssemos perceber, em cada ação praticada, o que vem depois, mudaríamos radicalmente o nosso comportamento. Se o homicida soubesse de antemão o que o futuro lhe reserva, não perpetraria tal ação.

Francisco Hazzera, assim se expressou: "Tu, meu filho, terás carreira brilhante: serás bom advogado, depois prelado, a seguir cardeal, quem sabe? Talvez papa... mas e depois? E depois?" É sobre "o depois" que devemos posicionar o nosso pensamento. Quais são as consequências de nossas escolhas? Elas servem para a nossa evolução ou para a nossa ruína?

Queremos constituir um casamento: e depois? Queremos ter filhos: e depois? Queremos um cargo de prestígio: e depois? Em tudo o que pensarmos, poderemos acrescentar esta pergunta: e depois? Este procedimento faz-nos refletir sobre o presente, ligando-o ao futuro, pela consequência de tal ação.

Suponha que tivéssemos deixado de lado essa simples pergunta e, em virtude disso, acabamos cometendo muitos delitos com relação à Lei Natural. Como iremos prestar contas aos nossos benfeitores espirituais? Diremos: perdoam-me, pois cometi muitos deslizes. Basta apenas pedir perdão? Eles dirão: mas você não foi advertido do que deveria fazer?

Ajustemo-nos às exigências de nossa consciência (bem formada). Somente assim, conseguiremos o passaporte para mundos mais evoluídos.
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01 outubro 2011

Perdão e Perfectibilidade

“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem...” — Jesus. (Lucas, 23,34)

Todos nós, que estamos encarnados neste Planeta de provas e expiações, somos imperfeitos: uns mais, outros menos. Por esta razão, deveríamos falar muito mais em perfectibilidade do que em perfeição. A perfectibilidade não é o poder de se tornar perfeito, mas de se aperfeiçoar. Nesse caso, somente o imperfeito é perfectível, mas com a condição de se mudar, de se melhorar.

O Espírito Emmanuel, no capítulo 61 (“Perdão – Remédio Santo”), de Palavras da Vida Eterna, compara o procedimento do ser humano quando é ameaçado por uma moléstia qualquer, com o procedimento que deveria adotar ante a sua alma enfermiça. Em se tratando do corpo físico, procuramos agentes calmantes para a dor, sedativos para a ansiedade, analgésicos para as inflamações, etc. E quando somos ameaçados por pensamentos enfermiços de queixa e mágoa, prevenção e antipatia, que remédios tomamos para restaurar o equilíbrio?

Para Emmanuel, “O perdão é, pois, remédio santo para a euforia da mente na luta cotidiana”.

Lembremo-nos de que todos somos ofensores de nossas próprias inibições. O exercício aqui é procurar manter o equilíbrio, apesar do nosso automatismo de valentia, de revide, de querer esganar o nosso ofensor. A recomendação é perdoar a quantos nos aborrecem, a quantos nos firam, a quantos nos causam embaraço, a quantos nos roubam a nossa oportunidade do ganha-pão.

Imperfeição pede perfectibilidade. Quantas enfermidades não nascem da amargura e quantos crimes não são cometidos nos momentos de cólera? Por isso, em qualquer circunstância, pacifiquemos sempre.
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