01 janeiro 2012

Caminho de Damasco: Reflexão

O Espírito Emmanuel, no livro Paulo e Estêvão, psicografado por Francisco Cândido Xavier, no capítulo X, da primeira parte, narra a mudança drástica ocorrida com Paulo, então Saulo, quando ficou cego, diante da presença de Jesus.

Nos capítulos anteriores, há o episódio da morte de Estêvão, irmão de Abigail, sua amada, que também havia falecido. Neste capítulo, ele enseja encontrar Ananias, que, segundo ele, era o pivô das ideias disseminadas por Jesus Cristo.

Depois de torturar um prisioneiro, consegue descobrir que Ananias fora para Damasco. Segue para lá, a fim de prendê-lo.

No caminho de Damasco, tem uma queda. Na queda, vislumbra a figura de Jesus. "O doutor de Tarso contemplava-o com aspecto profundo, e foi quando, numa inflexão de voz inesquecível, o desconhecido se fez ouvir:

— Saulo!... Saulo!... Porque me persegues?
— Quem sois vós, Senhor?
— Eu sou Jesus!..."

Após essa visão, disse aos guardas que o seguiam: “Até agora vocês eram meus servos, mas de ora em diante, eu também sou escravo, não mais me pertenço a mim mesmo”.

A partir desse momento, vislumbrou um caminho totalmente oposto ao que até então seguia. De perseguidor, passou a perseguido; de chefe, a subalterno; de eminente estadista, a um anônimo qualquer.

Parece-nos que esta é a mudança que a obtenção dos conhecimentos superiores nos obriga a fazer. Pode ser que haja diversidade de circunstâncias, mas a essência é a mesma para todos. Sem esforço na renúncia de nós mesmos, não há evolução satisfatória. É essa renúncia que o exemplo de Paulo nos exorta a realizar em cada instante de nossas vidas.

Que o mestre Jesus nos dê as forças necessárias para empreendermos esse trabalho hercúleo de reformulação de nossos pensamentos, palavras e atos.

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