22 março 2012

Economia e Religião

A religião, principalmente aquela baseada nos textos evangélicos, parece condenar o dinheiro e a riqueza. Tem-se a impressão que o cristianismo subestima a dimensão econômica do homem. Do lado oposto, o marxismo cognomina o cristianismo como o ópio do povo, acusando-o de escapismo e alienação. O ser humano situa-se entre essas duas vertentes.

A economia, que é a transformação dos bens naturais em bens úteis, representa a subsistência do homem. Este fato, básico e fundamental, estimula-nos a absolutilizá-la, no sentido de que todas as nossas ações ficam a ela subordinadas. Sendo assim, ela se torna inimiga do homem, pois cria no ser humano o desejo de posse, tornando-o opressor de outras pessoas. Investido de um cargo público, chega a escravizar outros povos, colocando-se acima da justiça.

Num primeiro momento, a Bíblia assume uma posição otimista da riqueza (ainda não tinha adquirido grandes proporções), quando esta é uma bênção de Deus aos seus eleitos. A única recomendação é que seja moderada. Quando a economia se desenvolve, o otimismo inicial dá lugar aos perigos e riscos do dinheiro, pois os seres humanos acabam usando o dinheiro para oprimir os seus semelhantes.

O Evangelho não estimula nem condena a posse de riquezas. Do ponto de vista moral e religioso, alerta os homens para os males de uma obsessão pelo dinheiro e pelos bens econômicos.


Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

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