26 setembro 2012

Situação do Espírito durante a Gestação

O mundo espiritual, o verdadeiro mundo, é onde se encontram os Espíritos quando não estão no mundo físico. Lá, eles fazem uma reflexão de sua vida material e programam, quando for a ocasião, uma próxima encarnação. De acordo com a literatura espírita, há palestras, cursos e orientações dos mentores espirituais. Depois de refeitos e bem esclarecidos, são convidados para uma nova etapa de progresso no mundo material. 

Allan Kardec, em O livro dos Espíritos, instrui-nos sobre os dois tipos de perturbação (mudança de um plano existencial para outro) que o Espírito sofre: quando desencarna e vai para a erraticidade; e quando encarna e vem para este mundo. Para reencarnar, há a miniaturização do perispírito e o começo do esquecimento do passado, a fim de possa entrar no mundo material sem os problemas que afligiam a sua consciência. 

Resumindo o processo: através da concepção, um corpo é oferecido ao Espírito. Uma vez oferecido, outro Espírito não poderá habitá-lo em seu lugar. Como o Espírito está ligado e não unido, ele tem liberdade para usar as suas faculdades como lhe apeteça. Essa liberdade, contudo, depende da distância entre o momento da concepção e sua encarnação propriamente dita. Quanto mais perto, menos liberdade, pois o processo de esquecimento do passado se agiliza. 

Na gestação, devemos considerar o auxílio que os protetores do espaço oferecem ao Espírito reencarnante, à futura mãe e ao futuro pai. Nos capítulos 11 e 12 de Missionários da Luz, o Espírito André Luís relata todo o processo da reencarnação de Segismundo, um Espírito bastante endividado com relação às leis naturais. Há apelos e palavras de ânimo, a fim de fortalecer a família diante da justiça divina. 

Há uma troca incessante de impressões entre a mãe e o filho que está sendo gerado. Quando o futuro filho é um Espírito inferior ele não traz sensações muito agradáveis. O Dr. Ricardo Di Bernardi diz-nos que a sintonia depauperada dos campos vibratórios pode gerar os enjoos e os desejos extravagantes da futura mãe. Pede, contudo, para não se generalizar, porque o sintoma pode ser meramente físico. 

Um lar equilibrado fornece o ambiente propício para um reencarne tranquilo. Quando este é desarmonizado, tanto a mãe quanto o novo rebento sofrem, inclusive com a influência nefasta de Espíritos imperfeitos.
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20 setembro 2012

Despedindo-se do Cargo de Presidente do Centro Espírita Ismael


Na despedida do cargo de Presidente do Centro Espírita Ismael, ocorrida em 15/09/2012, tomamos a liberdade de resumir os 36 anos de nossa atuação nesta Casa de Espírita. Começamos em 1976, quando ouvíamos o final das aulas do Curso de Aprendizes do Evangelho (1.ª Turma), ministrado pela Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP). Como tínhamos um problema de saúde, pediram-nos para passar no Depoe (Entrevista). Depois de algumas assistências espirituais, inscrevemo-nos no Curso de Médiuns e no Curso de Aprendizes do Evangelho, ainda ministrado pela FEESP. Logo em seguida, fomos convidados para integrar a Diretoria Executiva do CEI.

Assim: na gestão 1979/1982 (Sr. Nascimento), exercemos o cargo de 2.º Tesoureiro; na gestão 1982/1985 (Sr. Gomes), Secretário Geral e diretor do Departamento de Ensino; na gestão 1985/1988 (Sr. Gomes), Vice-Presidente e diretor do Departamento de Ensino; nas gestões 1988/1991 e 1991/1994, Presidente; na gestão 1994/1997 (Sr. Agenor), diretor do Departamento de Ensino; na gestão 1997/2000 (Sr. Agenor), Vice-Presidente e diretor do Departamento de Ensino; nas gestões 2000/2003 e 2003/2006 (Sr. Gomes), Vice-Presidente e diretor do Departamento de Ensino; nas gestões 2006/2009 e 2009/2012, Presidente.  

Neste resumo, lembramos que ainda não tínhamos concluído o 4.º ano do Curso de Médiuns (denominação antiga) e já nos escalaram para dar aula no 2.º do respectivo curso. Ao participarmos do ensino, e seguindo o exemplo do Sr. Bismael, que havia montado a apostila do Curso Básico, começamos a elaborar as apostilas do 2.º, do 3.º e do 4.º ano do Curso de Educação Mediúnica. Depois, complementamos com as apostilas do Curso de Expositor, do Curso de Introdução à Filosofia Espírita e do Curso de Introdução ao Evangelho.

Em nossas quatro gestões (12 anos) como Presidente, surgiu a oportunidade de compra dos fundos do CEI (1988/1994) e da Unidade II (2006/2009), na Rua Ponta de Pedras, 59, onde pudemos construir quatro boas salas de aula para o estudo da Doutrina Espírita e formação de novos colaboradores. Nada disso seria possível, sem os recursos financeiros arrecadados nas diretorias que nos precederam.

Acompanhando o progresso da Internet, construímos, em 2001, o site do Centro Espírita Ismael (www.ceismael.com.br), onde fomos postando artigos e ensaios, apostilas dos cursos e textos sobre administração, ou seja, todas as experiências que acumulamos no Ismael, o que proporcionou um estoque de conhecimentos muito útil, e que não poderia ficar oculto. Para dimensionar, em um mês de férias escolares (07/07/2012 a 06/08/2012), tivemos 78.662 visualizações de páginas.

Tendo esse banco de dados, postado na Internet, ocorreu-nos juntar todas essas informações em um livro, “50 Anos do Centro Espírita Ismael: Breve Histórico (1962-2012)”, cujo lançamento deu-se no dia 19 de agosto de 2012, durante as festividades de aniversário dos nossos 50 anos.

Por último, só nos resta agradecer a todos (encarnados e desencarnados) que nos auxiliaram nesta longa empreitada. Parabéns Ismael! Que os fundamentos doutrinários do Espiritismo possam ser multiplicados cada vez mais.  
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Simbolismo da Luz


O simbolismo da luz é ponto central da religião. É uma experiência registrada tanto pelos religiosos antigos como os atuais. A luz possui a capacidade mágica de transformar a noite em dia, as trevas em luminosidade, o mal em bem.

A primeira ação de Deus, na Bíblia, foi separar a luz das trevas, o dia da noite. No relato bíblico, Deus é como o autor da luz, e até as próprias trevas reconhecem o seu poder. Deus tem algo a mais: é a própria luz.  

Na profecias dos antigos, Jesus Cristo é tido como a luz do mundo, e Zacarias o proclama como o sol que ilumina do alto. João, em seu evangelho, diz que Jesus é a luz que ilumina todos os homens. Segundo João, Cristo diz: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não anda em trevas”.

Os apóstolos procuraram expandir a luz de Jesus. Paulo apoderou-se da luz de Cristo no caminho de Damasco. Primeiramente, teve um enceguecimento; depois, curado dessa cegueira momentânea, transformou-se no principal divulgador do cristianismo no mundo. 

A mensagem cristã nada mais é do que a expansão da luz de Cristo para todos os povos, sem preconceitos de cor ou raça.  
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19 setembro 2012

Mecânica e Teoria Quântica


1. Mecânica é a ciência que estuda os efeitos das forças sobre corpos ou fluidos em repouso ou em movimento. Mecânica quântica é a área da física que estuda a estrutura do átomo e o movimento das partículas atômicas. A mecânica quântica refere-se aos estudos mais amplos da quântica. A teoria quântica, proveniente dos estudos de Niels Bohr, é um termo mais estreito do que a mecânica quântica e demonstra como os átomos irradiam luz. (1)

2. A mecânica quântica pode ser assim compreendida: 1) no interior do átomo, os elétrons – minúsculas partículas de carga elétrica negativa – movem-se descrevendo órbitas em torno de um núcleo de carga positiva; 2) cada órbita quantificada tem um valor particular de energia; 3) esta órbita só pode modificar-se quando o átomo é perturbado. Quando uma força age sobre o átomo, o elétron pode saltar de uma órbita mais alta para uma mais baixa, liberando energia sob a forma de luz; 4) esta luz é liberada sob a forma de um pequeno feixe de energia denominado quantum ou fóton. A energia de um fóton corresponde à diferença de energia das duas órbitas entre as quais ocorreu o salto. (1)

3. Em épocas passadas, os cientistas acreditavam que a luz era uma onda, emitida como um fluxo contínuo. Na mecânica quântica, a luz é um jato de fótons separados, que têm, ao mesmo tempo, características de ondas e partículas.

4. O princípio da incerteza, estabelecido por Heisenberg, tem muita importância para o estudo da mecânica quântica. De acordo com este princípio, a posição e a velocidade de uma partícula não podem ser simultaneamente medidas com precisão.

5. O princípio da sobreposição é outro elemento capital para o entendimento da teoria quântica. Façamo-lo através de um exemplo: pegue um pedaço de giz e quebre-o em dois. Para a física clássica, um pedaço estaria “aqui”; o outro, “lá”. Substituamos o giz por um elétron. No mundo quântico, não há apenas estados de “aqui” e “lá”, mas uma vasta quantidade de outros estados que são misturas dessas possibilidades – um pouco “aqui” e outro tanto “lá”, todos juntos. (2, p. 35)

6. Não nos esqueçamos do experimento da fenda dupla. Este experimento se resume em se ter um bombardeador de elétrons que dispara um feixe contínuo de partículas. Essas partículas colidem com uma tela em que há duas fendas. Depois da tela com fendas, há uma tela de detecção que pode registrar a chegada dos elétrons. Este fenômeno é um exemplo da dualidade onda/partícula do elétron. Os elétrons que chegam um a um têm comportamento corpuscular; o padrão de interferência coletivo resultante é comportamento ondulatório. (2, p. 36)

7. Os estudos da física quântica podem ser aplicados em outros campos de interesse: 1lógica quântica. Na lógica clássica, havia a suposição do terceiro excluído. Se dissermos que João é ruivo e que ele se encontra em casa ou no bar, esperamos encontrá-lo num desses dois lugares. Não há meio termo entre “casa” e “não em casa”. Com a teoria quântica, que admite a sobreposição, podemos falar em lógica dos três valores: “verdadeiro”, “falso” e, ainda, a resposta probabilística do “talvez” (2, p. 51 e 52); 2) a computação quântica. A computação quântica leva em conta o princípio da sobreposição. A computação convencional está assentada na combinação de operações binárias (zero e um). Uma chave está ligada ou desligada. No mundo quântico, a chave poderia estar em um estado que é uma sobreposição dessas duas possibilidades clássicas. (2, p. 91 e 92)

8. Para complementarmos este assunto, valhamo-nos das explicações dadas pelo Espírito Emmanuel, em O Consolador (perguntas 15 a 26), em que afirma que a ciência poderá estabelecer as bases convencionais da matéria, mas não a base legítima, em sua origem divina. Acrescenta: “Sob a diretriz divina, a matéria produz força, a força gera o movimento, o movimento faz surgir o equilíbrio da  atração e a atração se transforma em amor, identificando-se todos os planos da vida na mesma lei de unidade estabelecida no Universo pela sabedoria divina”. (3, pergunta 21)

(1) Enciclopédia Delta Universal
(2) POLKINGHORNE, John. Teoria Quântica. Tradução de Iuri Abreu. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011. (Coleção L&PM POCKET Encyclopaedia, v. 985)
3) XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977. 
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12 setembro 2012

Funeral e Enterro


Funeral e enterro dizem respeito às cerimônias e ritos que os seres humanos prestam aos entes que desencarnaram. É uma forma de render-lhes culto e agradecer-lhes pela oportunidade do convívio neste mundo. No fundo dos funerais e dos enterros, há a obediência aos costumes religiosos, como, por exemplo, vestir-se de preto, acender velas, jogar terra nos túmulos etc.

A inumação (enterrar) e a cremação (queimar, reduzindo a cinzas) são os tipos mais comuns de sepultamento. Há, também, o costume de se colocar o cadáver num barco e deixá-lo no mar ou, ainda, de levá-lo para um lugar alto. Além  desses, que procuram descartar o morto, há outros que procuram guardá-lo como se estivessem ainda vivos. É o caso do embalsamento egípcio (múmias).

Os israelitas tinham grande apreço em enterrar os mortos. Não era por medo da intervenção deles, pois quem morreu não vive mais. Não era por causa da celebração funerária, pois Israel não praticava o culto aos mortos. Tratava-se de uma honra devida a todo homem, mesmo aos inimigos. Os ritos praticados pelos judeus eram os seguintes: fechamento dos olhos, lavar o cadáver e, pelo menos em certas épocas posteriores, envolver o morto em um lençol. Somente por punição é que se podia queimar o cadáver.

No cristianismo, a fé na ressurreição se fez viva. O túmulo vazio em que Jesus fora enterrado indica a ausência do enterrado, que havia passado à presença de Deus. O Novo Testamento pouco fala da preocupação dos cristãos com o enterro. Jesus repele o costume de chorar ao caixão. Pedro manda os que choravam embora pois a morte é uma mensagem de esperança. A  sobrevivência dos mortos até a ressurreição é uma das crenças mais arraigadas na Igreja. 

Em nota à pergunta 329 de O Livro dos Espíritos, J. H. Pires diz: “O respeito pelos mortos não é apenas um costume, como se vê, é um dever de fraternidade, que a consciência conserva e para o qual nos alerta. Por pior que tenha sido o morto, não temos o direito de aumentar-lhe o suplício com as nossas vibrações agressivas. A caridade nos manda esquecer o mal e lembrar o bem, pois só assim ajudaremos o Espírito desencarnado a superar as suas falhas e esforçar-se para evoluir. Pensando e falando mal dele, só podemos prejudicá-lo, irritá-lo e até mesmo voltá-lo contra nós”

Respeitemos todas as cerimônias e ritos religiosos. O importante é o apreço que todos dão aos seus entes queridos, que se foram para o além-túmulo. 

Fonte de Consulta: IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.
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Cremação e Espiritismo


Os seres humanos sempre pensaram em devolver à natureza o que da natureza é, pois na Bíblia está escrito que voltaremos ao pó da terra. O mais comum é devolver o cadáver ao solo, enterrando-o. Contudo, há a cremação, a colocação do cadáver nos rios ou nos mares e, também, levando-o ao alto de uma montanha. É como devolvermos o defunto aos quatro elementos dos antigos: terra, fogo, água e ar.

A morte tem relação com o funeral, o enterro e o cemitério. No funeral, procuramos homenagear os mortos, obter favores dos deuses e prover os mortos com atos considerados necessários para a vida no outro mundo. No enterro, procuramos pôr o cadáver em algum tipo de recipiente, geralmente chamado de esquife ou caixão. No cemitério, alojamos o cadáver em alguma sepultura.

A cremação é a ação de queimar, de reduzir a cinzas. Em se tratando do ser humano, destruir, pelo fogo, os seus restos mortais. Isto é feito em fornos especiais, cuja temperatura deve oscilar entre 1.100 a 1370 graus centigrados. Como símbolo, é a destruição do inferior para que advenha o superior, a salvação do e pelo espírito.

Inumação é o mesmo que sepultamento ou enterro. Defendida pela Igreja, atende à combustão lenta. Para que seja higiênica, deve obedecer às normas técnicas, como, por exemplo, terras bem porosas e sem rochas. 

Estudos médicos mostram que a suposta higiene da cremação não tem sentido quando se sabe que os terrenos para inumação podem ser bem tratados. Segundo esses médicos, as doenças não são transmitidas pelos mortos ou mesmo pelo ar, mas pelo ser vivente.

Espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos? Na resposta à pergunta 151, de O Consolador, o Espírito Emmanuel faz-nos entender que a espera por mais tempo é preferível, porque nas primeiras horas, ainda não foram desfeitos todos os laços sutis que prendiam o Espírito ao corpo físico. Fala-se em esperar pelo menos 72 horas.

Para o Léon Denis, em nota de rodapé, a inumação deve ser preferida à cremação, devido ainda à inferioridade dos seres habitantes no planeta Terra, porque a cremação provoca um desprendimento mais rápido, mais brusco e violento, doloroso mesmo para a alma apegada à Terra por seus hábitos, gostos e paixões. (Denis, 1995, p. 135)

DENIS, L. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 18. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro:
FEB, 1977.

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