28 junho 2013

Sincretismo e Espiritismo

Sincretismo. Originariamente, união dos cretenses contra o inimigo comum. No século XVII, passou a significar mescla de doutrinas derivadas. A partir daí, o conceito alargou-se a toda a forma de mistura – por justaposição, composição, sobreposição ou fusão – de doutrinas, de ritos, de imagens, de símbolos.

Em se tratando do sincretismo filosófico-religioso, o Helenismo fornece subsídios para a edificação do Judaísmo e do Cristianismo, na medida em que estes passam a interpretar as revelações com base na filosofia grega, dogmatizando-as na forma de raciocínio concreto. Santo Agostinho, por exemplo, reinterpreta o platonismo para conciliá-lo com os dogmas do cristianismo; Santo Tomás de Aquino, por outro lado, utiliza a filosofia de Aristóteles para explicar a relação entre fé na revelação e razão.

No estudo do sincretismo, cabe ressaltar a formação da Umbanda, uma religião tipicamente brasileira, que mistura crenças indígenas, católicas e africanas.  

O Espiritismo não se integrou no sincretismo religioso. O Espiritismo é uma doutrina codificada por Allan Kardec: há diversos princípios subjacentes. O sincretismo pode existir nas pessoas que adotam o Espiritismo, não em sua doutrina. Ao passarmos de uma religião para outra, levamos conosco o baú. As palavras “chakra” e “carma”, tão exaustivamente utilizadas no meio espírita, foram extraídas do Esoterismo. O corpo fluídico de Cristo foi extraído das teorias de Roustang, um contemporâneo de Allan Kardec.

O Espiritismo não se fez dono das máximas de Cristo: com o auxílio dos Espíritos desencarnados, apenas esclareceu os pontos obscuros. No caso dos "milagres", deu uma versão racional, apoiada na experiência e na lógica. Cabe lembrar que a força do Espiritismo está em sua filosofia, no apelo que dirige à razão e ao bom-senso. 
ver mais

26 junho 2013

Curso de Teologia - 24 Horas

Cronograma

Unidade 1 – Contextualização Histórica

1.1 – História de Israel
1.2 – Palestina em tempos de Jesus
1.3 – História da Igreja
1.4 – História da igreja medieval
1.5 – História da igreja no Brasil

Unidade 2 – Introdução aos Estudos Religiosos

2.1 – A igreja contemporânea
2.2 – Introdução à teologia
2.3 – Teologia nas religiões
2.4 – Bíblia
2.5 – Idiomas da bíblia
2.6 – Antigo testamento
2.7 – Novo testamento
2.8 – Dogmas

Unidade 3 – Deus e a Criação

3.1 – Teologia da Santíssima Trindade
3.2 – Teologia do batismo e da confirmação
3.3 – Direito canônico
3.4 – Teologia e espiritualidade

Unidade 4 – Conhecendo as Religiões

4.1 – Religiões ocidentais
4.2 – Religiões orientais
4.3 – Paganismo

Unidade 5 – Complementação Filosófica

5.1 – Teoria do conhecimento
5.2 – Antropologia teológica
5.3 – Antropologia filosófica
5.4 – Metafísica

Frases Extraídas da Apostila do Curso

"Um dos maiores problemas do assunto formação espiritual tem sido o divórcio entre teologia e espiritualidade. Pensadores modernos lamentam que os nossos santos costumavam ser teólogos e nossos teólogos costumavam ser santos, ao contrário de hoje".

"A teologia sem espiritualidade é vazia, espiritualidade sem teologia é cega. Albert Einstein já parafraseava essa máxima, ele dizia: “A religião sem a ciência é cega, e a ciência sem religião é manca”".

"No final, a espiritualidade reside no "Eu" interior, é a transformação em um ser humano bom, que almeja uma vida baseada no Grande Mandamento, amar o outro e no outro, como a si mesmo".

Para mais informações entre em Curso de Teologia 
ver mais

02 junho 2013

Dívida

Dívida. Do latim debitum, “aquilo que é devido”, do verbo debere, “dever”. Em direito, é todo dever jurídico de cunho patrimonial. Em economia e finanças públicas, implica uma problemática específica dentro da Economia Política. O sentido translato de dívida diz respeito aos favores que recebemos dos outros, mesmo que graciosamente, e a respeito dos quais contraímos uma dívida de gratidão.  

Os princípios da lei de Deus estão gravados em nossa consciência. Quando desobedecemos estes princípios, contraímos uma dívida para com a Lei Natural. Mais cedo ou mais tarde, devemos quitá-la. Nesse sentido, a reencarnação não deve ser vista como um castigo, uma punição de Deus por uma dívida contraída. Ela é uma oportunidade de acerto, de quitação. É o processo inerente à evolução material, moral e espiritual do Espírito.

O Espírito André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, ao comentar mandamento “honrar pai e mãe”, diz: “Lembra-te de que a dívida para com teus pais terrestres é sempre insolvável por sua natureza sublime”. Em se tratando do mandamento "não roubar", afirma: “Evitemos a apropriação indébita para que não agravemos as nossas próprias dívidas”.

A "Parábola dos Devedores e Credores" está posta nos seguintes termos: “Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicastes. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.”  (Mateus, 18, 32 a 35). Depreende-se que devemos sempre retribuir a compaixão que recebemos de nossos credores, quais sejam Deus, o nosso pai terrestre, entre outros.

A dificuldade de quitação de uma dívida pode ser retratada da seguinte forma:

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 15 (“O Compromisso”), do livro Estante da Vida, psicografado por Francisco Cândido Xavier, relata a história de Alberto Nogueira, que reencarnou com muita dívida do passado. Alberto Nogueira, prestes a reencarnar neste Planeta, diante de seu quadro de deslizes morais e espirituais, pede uma existência com inúmeras deficiências físicas e dificuldades de toda a sorte. Os amigos do espaço, diante desse pedido, oferecem-lhe um outro modo de resgatar o seu passado delituoso: MEDIUNIDADE. 

Passados mais de 30 anos, os benfeitores do espaço, precisando de alguém para tratar de um caso de obsessão, não o acham em serviço. 

Conclusão: “Aquele espírito valoroso que pedira lepra, cegueira, loucura, idiotia, fogo, lágrimas, penúria e abandono, a fim de desagravar a própria consciência, no plano físico, depois de acomodar-se nas concessões do Senhor, esquecera todas as necessidades que lhe caracterizavam a obra de reajuste e preferia a ociosidade, enquadrado em pijama, com medo de trabalhar”. 

Recebido um conhecimento espiritual, contraímos uma dívida, ou seja, a responsabilidade de o passar para os outros irmãos de jornada. Guardá-lo somente para nós é puro egoísmo. Lembremo-nos de que deveremos prestar contas das dádivas divinas (conhecimento, riqueza e talento) postas em nossas mãos. Elas nos foram emprestadas para ajudar o progresso da humanidade e não para servir aos nossos prazeres mundanos. 
ver mais