28 outubro 2014

Eleições, Liberdade e Espiritismo

O Espiritismo, na concepção do Espírito Emmanuel, é um libertador de consciências. Libertador tem relação com liberdade, autonomia, ação livre. Consciência tem relação com qualquer tipo de atividade exercida pelo ser humano: econômica, política, religiosa. Daí, poder-se-ia falar da liberdade econômica, da liberdade politica, da liberdade religiosa. 

A economia - como ciência - possui suas leis. Ignorá-las ou alterá-las por decreto nunca deu certo. Na realidade, é atravancar o progresso, desviar-se do rumo, impor restrições à alocação eficiente dos recursos. A lei econômica não está afeita a mentiras políticas; ela tem o seu desenvolvimento próprio. Não se pode mudar a "lei da gravidade" porque o governo o quer. Tal qual a justiça que não tarda em punir o malfeitor, a conta um dia chegará e alguém terá de pagá-la. 

Nas eleições de 2014, assistimos ao tolhimento da liberdade de algumas pessoas, pois foram submetidas a um terrorismo eleitoral: poderiam perder a bolsa família se o adversário vencesse as eleições. Criam-se vassalos e não pessoas livres para agir e pensar. No fundo, há um desejo de manter os pobres para angariar votos e não a predisposição de libertá-los pelo trabalho digno. A máxima "ensinar a pescar e não dar o peixe" está sendo deixada de lado. 

A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, ensina-nos que é preferível rejeitar nove verdades a aceitar uma única como erro. Em se tratando da fé, diz-nos que ela deve ser racional e não dogmática. O Espiritismo, embora nos dê total liberdade de agir, afirma que toda ação tem a sua reação: ação boa gera liberdade; ação má, escravidão. Nesse sentido, aconselha-nos a pensar pela própria cabeça, procurando fundamentar o nosso comportamento nas lições evangélicas trazidas por Jesus.

Em vista disso, deveríamos ficar indignados com a situação atual, pois a coisa pública está sendo dilapidada pelos aproveitadores de plantão. Se estamos sendo coniventes com isso, também seremos responsabilizados. O Brasil é de todos os brasileiros. O coração do Evangelho deve ser mantido. Não deixemos que as forças negativas o cortem ao meio, mas envidemos todos os esforços para que haja mais justiça nas questões de Estado. 



Nenhum comentário: