10 dezembro 2014

Dar e Receber

“A quem muito foi dado, muito será pedido.” (Lc 12,48)

Embora estejamos presos ao visível, ao concreto, há uma força invisível que tudo conduz. Essa força pode ser denominada de Deus, do Bem, da Consciência Cósmica, do Princípio Único. Aqueles que se preocupam com a Causa, logo percebem o poder dessa força invisível em nossas vidas e nas vidas daqueles que nos rodeiam. Daí dizer-se que o acaso não existe.

O indivíduo que se deixa guiar pela "Circunstância" associa-se à massa passiva. Sem iniciativa e sem perspectiva, deixa-se dominar pelos detentores do poder, dos fabricadores de ídolos, dos propagadores de ideologias baratas. São estes indivíduos que devem receber um upgrade de pensamentos sadios, estimulando-os a pensarem pela própria cabeça e não pela cabeça de terceiros. Dar-lhes também instruções de que, embora limitados, o pensamento não o é, pois pode alçar voos transcendentais. 

A regra básica para viver intensamente é pensar no bem. Basta direcionarmos o nosso olhar para qualquer direção, o defeito, o mal e a impureza aparecem. Não que devamos fechar os nossos olhos para a realidade. Temos que suplantá-la pensando no bem e não repercutindo indefinidamente o mal que nos visita. Lembremo-nos de que uma vela acesa ilumina pouco, mas pode induzir muitas pessoas a acenderem outras velas.

Viver na superfície é viver na mediocridade. Para que possamos dar, temos que ter algo para dar. Do mesmo modo que para ensinar primeiro temos que aprender. Por isso, o esforço, a dedicação e o entusiasmo, independentemente do pagamento monetário, do elogio ou de qualquer outro tipo de recompensa. Dando o melhor de nós, vamos recebendo mais, mais ideias, mais saúde, mais harmonia, mais amigos.

Aquele que recebe deve distribuir, principalmente para aqueles que não tiveram oportunidade de perceber as novas realidades do conhecimento. Jesus, por exemplo, deu a sua vida para nos salvar. Não sejamos como a maioria que prefere receber sem dar nada. Doemos o nosso tempo, o nosso conhecimento, as nossas alegrias. 

Aproveitemos o momento presente, dando o melhor de nós e sem expectativa de recompensa. Não sejamos mercenários dos bens espirituais. 


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