11 julho 2014

Dar o que Tem

Nós julgamos ter um corpo, uma casa, um óculos, um iate. Eles, porém, não nos pertencem. O bem material, inclusive o dinheiro, é um empréstimo que a Providência Divina nos concede para auxiliar o nosso progresso moral, intelectual e espiritual. Nesse mister, há uma grande ilusão quando os governos prometem dar isso e aquilo. Rigorosamente, eles só podem dar aquilo que arrecadaram em impostos e taxas. 

ver mais

04 julho 2014

Antagonismo

Antagonismo. Do grego anti, “contrário”, e agone, “luta”, significa luta de uns contra os outros. Pessoas e facções divergem e entram em choque pela defesa de seus interesses. Os antagonismos econômicos e políticos podem levar à guerra, quando não forem bem administrados. Na área médica, é efeito que se observa quando uma substância, atuando sobre o organismo, inibe os efeitos de outra ou quando uma substância medicamentosa produz um efeito contrário ao distúrbio observado. Na vida comum, o antagonismo é sinônimo de rivalidade ou incompatibilidade. Ocorre entre marido e mulher, pais e filhos, sogras e genros etc. 

No reino animal, a agressividade e o medo, o ataque e a fuga raramente são puros. O animal pode passar insensivelmente de uma posição de ataque para o de fuga. E. von Holst, estimulando eletricamente um centro intracerebral de uma galinha, despertou nela, diante de um furão empalhado, uma reação inicialmente de ataque, que se transformou em uma reação de fuga com a persistência da estimulação.

Na filosofia, poder-se-ia dar dois exemplos a respeito do antagonismo. Para Heráclito, o devir se realiza por meio de uma contínua passagem de um contrário ao outro. Daí, parecer que a guerra é o que regula o mundo. Isto é verdade, mas muito superficial. Para Hegel, tudo começa por uma tese (um). Da tese aparece a antítese (dois). O resultado desse antagonismo é a síntese (três). E isso se repete indefinidamente. 

Os conflitos familiares revelam o grau de antagonismo que há entre os membros de uma mesma família. Eles são benéficos? Sim. Desde que saibamos contornar esses antagonismos, pois o Espiritismo nos remete a encarnações passadas, a fim de termos mais condições de compreender as rivalidades que há no seio de uma família. 

De acordo com os pressupostos espíritas, a reconciliação com o adversário enquanto estivermos a caminho, é sumamente importante, porque a morte não nos livra dos nossos inimigos, pois eles continuam vivos além-túmulos. Acontece que a ausência da vestimenta física é um elemento de maior facilidade para o ataque mental, isto é, através das interferências em nossos mais secretos pensamentos.




ver mais

02 julho 2014

Maternidade e Paternidade

Maternidade é o estado ou qualidade de ser mãe. Laço de parentesco que liga a mãe aos filhos. Paternidade é a posição conferida a um homem perante um filho seu, pelo fato de o ter gerado. Segundo o Espiritismo, maternidade é luz divina, o berço da grandeza humana, e a mulher, por isso mesmo, é sacrário maternal; é a escola abençoada do sentimento, a plenitude do coração feminino, que norteia o progresso. 

Quando um filho é legítimo, não há dificuldade jurídica. O relevo jurídico no reconhecimento da filiação surge quando há dúvida acerca da legitimidade. Nesse sentido, “Se o filho é ilegítimo ou, embora legítimo, não beneficia de presunção de legitimidade, e se, em qualquer destes casos, falta o reconhecimento por outro meio legal (perfilhação, designadamente), o filho só pode ser reconhecido mediante investigação judicial”. 

Nas culturas antigas, a maternidade era valorizada. Na época moderna, grande número de mulheres não adota a maternidade. Há, inclusive, a possibilidade de se criar filho in vitro. A função da religião e do cristianismo é dar sustentação à nova dimensão da mulher que, saindo da esfera do lar, apresenta-se na sociedade, assumindo funções nas empresas privadas e nas esferas governamentais. Antes de competir com o homem, ela deve andar junto com ele, para proporcionar a devida humanização da sociedade. 

O Espiritismo proporciona à mãe diversas orientações, alertando-a sobre os riscos de negligenciar a sua verdadeira missão, como genitora e protetora de seus rebentos. “A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe”.

Para que a mãe terrestre cumpra evangelicamente os seus deveres com relação aos seus filhos, deve ter em mente que os filhos por ela gerados são antes filhos de Deus, que a missão materna resume-se em dar sempre o amor de Deus, que pôs no coração das mães a sagrada essência da vida. 

Tanto o pai quanto a mãe, para bem cumprirem as suas missões de paternidade e maternidade, devem desde a infância preparar os seus filhos para o trabalho e para a luta que os esperam.

Fonte de Consulta

ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa: Verbo, [s. d. p.]

XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977. 


ver mais