14 outubro 2015

Código Penal da Vida Futura

A Doutrina Espírita não é uma teoria preconcebida: baseia-se em observações e experimentações, tal como as ciências naturais. É essa postura que lhe dá autoridade. Em se tratando da vida futura, não é diferente. O Espiritismo não tem uma teoria pronta, fruto da especulação sobre o além-túmulo. A teoria é formada segundo as informações dadas pelos próprios Espíritos.

Para melhor compreender todas as particularidades do além-túmulo, Allan Kardec traça um roteiro com 33 itens, intitulado Código Penal da Vida Futura. Este código fundamenta-se essencialmente na relação entre o bem e o mal. Diz que não há uma única ação boa ou má que não tenha a sua consequência. Se for má a consequência é o sofrimento; se for boa, as benesses da felicidade. 

Neste mundo de provas e expiações, a ignorância e a imperfeição ainda permeiam a maioria de nossas ações. Se fôssemos Espíritos evoluídos não cometeríamos tantos erros grosseiros; estes decorrem do nosso estado inferior de aprendizado. É a ignorância da lei, a principal delas, ou seja, da Lei Natural, gravada por Deus em nossa consciência.

Dentre os trinta e três códigos, o 16º é de suma importância. Ele trata do arrependimento. Contudo, só o arrependimento não basta; há necessidade da expiação e da reparação. Somente assim o culpado ficará livre de sua falta. Por essa razão, o Espírito Emmanuel, em uma de suas mensagens diz que se soubéssemos o que viria depois não cometeríamos tantos desatinos. 




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