24 agosto 2016

A Caminho da Luz (Livro)

O livro, “A Caminho da Luz: História da Civilização à Luz do Espiritismo”, foi psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo Espírito Emmanuel (de 17 de agosto a 21 de setembro de 1938). Ele trata da história da civilização, mas com ênfase à tese religiosa, ou seja, à influência da fé e ao ascendente espiritual no curso dos tempos. 

A Comunidade de espíritos puros já realizaram duas reuniões para tratar da administração e prosperidade do planeta Terra. A primeira reunião ocorreu quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar; a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da terra. Há, também, a possibilidade de uma terceira reunião, desde que Jesus Cristo veio para redimir a nossa Humanidade, decidindo novamente sobre os destinos do nosso mundo. 

Há vários capítulos sobre os degredados de Capela, uma estrela na Constelação do Cocheiro, que vieram para reparar o passado delituoso e, ao mesmo tempo, ajudar na evolução dos terráqueos. Dos quatro grupos que se formaram — os árias, a civilização egípcia, o povo de Israel e as castas da índia —, os hebreus constituíram a raça mais forte e mais homogênea, mantendo inalterados os seus caracteres através de todas as mutações. 

Passando os olhos pela história da Humanidade, Esparta e Atenas nos ensinam muitas coisas do que vemos hoje no cenário econômico e político. Esparta, personifica o mal, em que o povo de soldados espalhava destruição e morte. Atenas, exalta o bem, sendo o berço da verdadeira democracia. Essas duas forças fazem girar todo o progresso dos seres humanos. 

O Espírito Emmanuel tece comentários valiosos sobre o problema da maioridade espiritual dos terráqueos. Segundo o seu ponto de vista, Sócrates dá início à maioridade, ao ensinar na praça pública o ideal da fraternidade e da prática do bem. A maioridade definitiva encontra-se na vinda do Cristo, em que Jesus entregaria o código da fraternidade divina e do amor a todos os corações.

Para que o Cristianismo tivesse um alcance universal, Jesus precisava de um adepto valoroso. Como não havia alguém com esses requisitos, ele procura Paulo que, depois da queda no caminho de Damasco, torna-se, com as suas epístolas, o elemento-chave na universalização da doutrina de Cristo.

Idade Média e o Feudalismo trouxeram-nos grandes ensinamentos. Na época, a humanidade estava se perdendo nos interesses apenas materiais da existência. Esse período histórico proporcionou as penosas aquisições espirituais, onde a reflexão e a sensibilidade iam surgir para a construção do edifício milenar da civilização do Ocidente. 

Para o Espírito Emmanuel, o Papado representa um desvirtuamento das bases simples da fé religiosa. O Papado era a obra do orgulho e da iniquidade. Jesus, porém, não desampara os mais infelizes e os mais desgraçados: no seio mesmo da Igreja surgiram grandes mestres de amor e da virtude.

As Cruzadas, não obstante o seu caráter anticristão, sob a égide dos mensageiros de Jesus, este movimento propiciou alguns benefícios de ordem econômica e social para todos os povos. Na Europa, enfraqueceu a tirana dos senhores feudais. Intensificou, também, as relações entre Oriente e Ocidente. 

Dá-se, também, um grande relevância à América, que tinha uma grande missão, ou seja, criar um novo mundo com outro sentido de evolução, isento das influências das lutas europeias. 

A Renascença, que é avivar uma cultura que estava incubada, trouxe grandes possibilidades de progresso, pois milhares de inteligências ávidas de ensino prepararam o porvir. Rogério Bacon, franciscano inglês, foi um dos pontos importantes da renascença espiritual.

A Reforma também deu sua contribuição. Como a Igreja havia se desviado do caminho cristão, o plano invisível determina a vinda de grandes missionários para estimular a renascença da religião. No século XVI, surgem Lutero, Calvino, Erasmo, Melanchton e outros vultos notáveis da Reforma.

A Revolução Francesa, que tinha sido útil à questão da liberdade, tornou-se um mar de sangue e de poder, principalmente pelas ações de Robespierre e Marat, o que gerou uma provação coletiva para o povo francês.  

Napoleão Bonaparte tinha grande tarefa na organização social do século XIX. Não a compreendeu e passou a guerrear outros povos. Os apelos enviados a Jesus tiveram como resposta a vinda de Allan Kardec, que iria fundamentar o edifício do Consolador prometido. A missão de Allan Kardec foi a reorganizar o edifício desmoronado da crença, reconduzindo a civilização às suas profundas bases religiosas. 

O Espiritismo exercerá grande influência na implantação de um novo modo de vida, calcado na elucidação intelectual, na caridade e no amor ao próximo. O Espiritismo, na sua missão de Consolador, é o amparo do mundo submerso em declives morais. Só ele consegue, na sua feição de Cristianismo redivivo, salvar as religiões dominadas pelo egoísmo e pela ambição. 


XAVIER, Francisco Cândido. A Caminho da Luz: História da Civilização à Luz do Espiritismo. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1972.

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