29 novembro 2016

Breve Mapeamento das Religiões

"A revolução de ontem pode ser a ortodoxia de hoje."

As religiões surgem de diversas maneiras: como modo de vida, o taoísmo; como revelação, o cristianismo; como vivência espiritual de um líder, o budismo. Presentemente, dois terços da população mundial professa algum tipo de religião e, assim, observa-se vivência, ritual, mistério, música, arte, dramas, crenças etc. Dentre os que não seguem nenhuma religião (mais de 10% da população mundial), há os indecisos e aqueles que realmente se intitulam como ateus. 

O aumento do mapa confessional do mundo deveu-se, em grande parte, ao avanço das religiões missionárias e do comércio marítimo. Hoje, o cristianismo é a maior religião do mundo, com mais de mais de 2,1 bilhões de seguidores e mais de 33 mil seitas. Segue-se-lhe o islamismo, com 1,34 bilhão de seguidores, espalhados em 25 países. 

Notas extraídas do livro:

Os 2,1 bilhões de cristãos do mundo doam mais de US$ 297 bilhões por ano a causas cristãs e não-cristãs. 

A Bíblia é o livro mais impresso e mais amplamente distribuído no mundo. Em 2005, havia mais de 1,5 bilhão de exemplares em circulação. 


Quase 2 bilhões de pessoas ouvem ou veem pelo menos uma vez por mês transmissões de temática cristã.


Uma das acusações mais comuns feitas às religiões é que elas causam mais violência do que paz. A violência, contudo, não vem apenas do lado das religiões. 


Em algumas organizações religiosas, as mulheres têm status igual ao dos homens. 


Nos últimos anos, cuidados ambientais e investimento ético no mundo todo, as grandes religiões estão transferindo seus recursos financeiros para investimentos socialmente responsáveis, desde bancos islâmicos até empreendimento éticos. 


Fonte de Consulta

O'BRIEN, Joanne e PALMER, Martin. O Atlas das Religiões: o Mapeamento Completo de Todas as Crenças. Tradução Mário Vilela. São Paulo: Publifolha, 2008. 
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28 novembro 2016

Wicca

A Wicca é um nome alternativo para a bruxaria. É uma religião pagã, ou seja, tem por base o culto aos deuses antigos (antes do cristianismo). O culto à Deusa Tríplice e Seu Consorte fundamenta os princípios basilares do seu arcabouço teórico e doutrinário. Não é uma religião livre onde todos fazem o que querem; a prática da Wicca implica a observância de regras. 

Em linhas gerais, há 11 regras para delinear o sacerdócio ou a pretensão ao sacerdócio: culto à Deusa Tríplice, iniciação, submissão à Lei Tríplice, crença na reencarnação, crença na Grande Teia universal, proibição ao proselitismo etc. Dentre todas essas regras, há uma que implica o respeito aos semelhantes. Ela diz: "Faça o que quiser, se a ninguém prejudicar."

De acordo com a Wicca, todas as pessoas estão, por uma lei universal, sujeitas a receber o retorno energético por seus atos. Em outras palavras, um ato virtuoso recebe um bom retorno; um ato "pecaminoso"; um mau retorno. Acham que, por ter adquirido conhecimento, o praticante da Wicca deve ser triplamente responsável. Além disso, a norma para assumir a vida não pode ser feita com restrições mentais. 

A Wicca proíbe o proselitismo. Uma de suas regras é o respeito a todas as formas de crença. Não é justo convencer alguém, que já é adepto de uma religião, deixá-la para seguir a Wicca. Se alguém pedir informações, deve-se expor com toda a naturalidade, mas não sair por aí caçando seguidores. 

Em se tratando da reencarnação, não fazem um estudo aprofundado como sói acontecer na Doutrina Espírita. Eles aceitam a tese da metempsicose, ou seja, que um espírito humano possa reencarnar em corpo de animal. A tese da reencarnação existe somente para enfatizar que a vida continua depois da morte que, por essa razão, o espírito pode voltar novamente a este mundo. 

Ao proclamarem a Grande Teia universal, aceitam também a metáfora para a crença de que tudo o que existe está interligado e o que fazemos influencia o Todo. Os Deuses antigos são o Todo. 

Fonte de Consulta

CERIDWEN, Mavesper CY. Wicca Brasil: Guia de Rituais das Deusas Brasileiras. São Paulo: Gaia, 2003. (Coleção Gaia Alemdalenda)


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