29 junho 2008

Anjos de Guarda

Não faz muito tempo, veiculou-se um comercial televisivo em que de um lado havia a sugestão do diabo e, do outro, a do anjo da guarda. No meio desse tiroteio, a pessoa tinha que tomar uma decisão: seguir um dos dois conselhos. É mais ou menos o que acontece com a influência dos Espíritos em nossa vida: há os apelos dos Espíritos protetores e os dos Espíritos menos felizes. A nossa tarefa é rechaçar as influências que nos incitam ao mal e aderir àquelas que nos encaminham para o bem.

Na Antiguidade tínhamos o daemon socrático, um guia espiritual que o impedia de praticar certas ações. A Bíblia não faz nenhuma alusão aos anjos da guarda. Todavia, segundo Enoc (100,5), os santos e os justos possuem seus protetores. Cada fiel é assistido por um anjo, dirá Basílio; este anjo guia-lhe a vida, sendo ao mesmo tempo seu pedagogo e protetor. Joana d’Arc, Jung, Winston Churchill, Abrão Lincoln e outros confirmaram sua convicção de que um poder misterioso os vigiava, agindo como guia, aguilhão ou instigador.

A missão do Espírito protetor é a de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida. O Espírito protetor é ligado ao individuo desde o nascimento até a morte, e frequentemente o segue depois da morte, na vida espiritual, e mesmo através de numerosas existências corpóreas, porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.

Não é um grande consolo para a nossa alma enfermiça saber que há seres superiores ao nosso lado, que estão ali para nos aconselhar, nos sustentar e nos ajudar a escalar a montanha escarpada do bem? Esses Espíritos se colocam à nossa disposição por ordem de Deus, Assim, há os protetores familiares, os espíritos simpatizantes e um que toma propriamente a responsabilidade de nos conduzir, do nascimento à morte: o anjo da guarda. Basta apenas que tenhamos a humildade de pedir-lhes para nos auxiliar em todas as nossas dificuldades terrestres.

Os bons Espíritos estão sempre nos secundando; eles não precisam de trombetas para se fazer notar. Basta apenas nos colocarmos em sintonia com eles, para recebermos os seus avisos salutares. Os avisos, contudo, não vêm como uma ordem, porque se assim fosse delimitaria a nossa própria ação, o uso do nosso livre-arbítrio. Esta doutrina deveria converter os mais incrédulos, por seu encanto por sua doçura. Mas como a maioria das pessoas tem se tornada muito materialistas, elas acabam se esquecendo das verdades mais simples: a existência dos anjos da guarda é uma delas.

Humilhemo-nos ante os desígnios do Alto. Valhamo-nos das sugestões dos nossos mentores espirituais. Muitas vezes o que nos parece um mal é um bem ulterior que ainda não somos capazes de perceber.

São Paulo, 6/6/2006

Na página 12, da Revista Ser Espírita (edição 15), de 2011, cujo título é "Eles São Como Nós", e se refere aos "anjos", há a seguinte referência:
Para o presidente do Centro Espírita Ismael, de São Paulo (SP), Sérgio Biagi Gregório, por mais que as pessoas tenham seus espíritos protetores específicos, nada impede que outros espíritos venham auxiliá-las nos momentos difíceis, sejam encarnados ou não, e que estes encarnados também podem ser considerados “protetores”. “Por exemplo, os pais deixam uma criança ir para a escola sozinha. Para chegar lá, ela precisa atravessar a rua e um estranho a ajuda. Fazendo uma analogia, este estranho funcionou como um ‘anjo da guarda’ naquele momento”. Ou seja: pessoas extremamente boas, que vivem na Terra no caminho do bem seriam “anjos” encarnados. Sendo assim, chega-se à conclusão de que a bondade que caracteriza os anjos é um atributo de todos os espíritos, sendo por estes revelada através do processo evolutivo.(Ver Contextualização - Anjos (Leia trechos da ... - Revista SER Espírita)

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