03 julho 2008

O Subconsciente e os Condicionamentos

O subconsciente é um termo usado para descrever processos mentais, como pensamentos, idéias e sentimentos, que ocorrem na mente das pessoas sem que estas delas tenham consciência. Na Psicanálise, fala-se de um mecanismo de recalque, o qual faz com que muitas impressões e desejos fiquem recalcados, os quais em determinadas condições são trazidos à consciência. Há também quem dê o nome de subconsciente àquilo que é fracamente consciente e vivido de um modo mais ou menos obscuro.

O consciente é pensante. O subconsciente é incapaz de raciocinar, portanto aceitará todos os nossos pensamentos, idéias e sentimentos, quer sejam bons ou maus. Para que o consciente se torne realmente pensante, é necessário que exercitemos o pensamento reflexivo, ou seja, aquele que é penoso e não nos deixa aceitar as sugestões pelo seu valor superficial. O pensamento reflexivo implica suportar, de boa vontade, um estado de inquietação e de conturbação mental. Ele exige que triunfemos sobre a nossa inércia mental.

Há, em cada um de nós, uma série de automatismos, alicerçados ao longo de várias encarnações. O esforço para eliminá-los pode acarretar a incompreensão dos nossos semelhantes. Pergunta-se: o que é pior, parecer absurdo a outrem ou a nós próprios? Desta forma, não nos deixemos influenciar por pensamentos negativos, não permitamos que os outros pensem por nós e tracem os limites do nosso progresso. Sejamos, sim, honestos conosco mesmos e atendamos aos deveres impostos pela nossa própria consciência.

Lembretes para eliminar os condicionamentos do nosso subconsciente: 1) não digamos vou tentar conseguir isso, mas se não conseguir, poderei fazer assim ou assado. O erro: o segundo plano vira o primeiro; 2) não imponhamos limite ao tempo; não pensemos: "daqui a um ano terei isso ou aquilo", esse pensamento fará com que o nosso subconsciente pense que nós só precisamos disto daqui um ano e, agindo assim, estaremos retardando a solução dos nossos problemas; 3) lembremo-nos de que é possível resolver cada problema ao surgir, sem lhe proporcionar a oportunidade de se enraizar na mente.

A tendência para fugir das dificuldades, em lugar de enfrentá-las, é uma das primeiras ciladas na solução de problemas. Em se tratando de remover condicionamentos, nem se fala. Na extirpação dos condicionamentos, convém verificar que um dos resultados mais felizes e libertadores de uma boa análise é a descoberta gradual de que ninguém se importa conosco tanto quanto um dia acreditamos. Pensar o que os outros podem pensar de nós é um erro grave: ninguém tem capacidade de penetrar na intimidade de ninguém. O que o outro pode pensar de nós é mais fruto de nossa imaginação do que o seu verdadeiro pensamento.

Libertemo-nos dos automatismos do passado: os maus prejudicam a nossa evolução espiritual; os bons, robotizam-nos. Enfrentemos o presente com o frescor da alma humilde, isto é, aquela que nos ensina a "sermos bons" e não nos "tornarmos bons".

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