03 julho 2008

O Sucesso e os Objetivos da Vida

O sucesso é a realização satisfatória de um objetivo que se ambiciona alcançar. Diz-se que o bom êxito é fruto de um trabalho persistente. Embora haja a influência dos outros membros da comunidade, o sucesso reflete muito mais a tomada de uma posição pessoal do que as exigências da vontade alheia.

Movimentarmo-nos em nossa própria existência é, essencialmente, uma questão de nos depararmos com problemas e procurarmos ultrapassá-los. Há sempre uma escolha pessoal, ou seja, adotar uma atitude positiva ou negativa com relação à dificuldade. Convém, para o equilíbrio de nosso ser, lembrarmo-nos de que se o obstáculo surgiu em nosso caminho é porque temos condições de vencê-lo. Além disso, conscientizando-nos de que a solução está no próprio problema, teremos mais forças para resolvê-lo.

O sucesso depende da colocação clara de nossos objetivos. Os objetivos, por outro lado, podem ser de curto, médio e longo prazo. Os objetivos de curto prazo referem-se às ações cotidianas, e podem ser vistos como a compra no supermercado, a preparação de um discurso oratório, a visita a um doente. Os objetivos de médio prazo referem-se a um futuro próximo, e podem ser entendidos como um exame que teremos de prestar no final do ano, a compra de um imóvel, a troca de um carro. Os objetivos de longo prazo referem-se a um futuro distante, e podem ser visualizados como a realização profissional, o projeto que traçamos na vida. Enviando-os com presteza ao cérebro, esse processa-os, e, sem o percebermos, retorna-nos como um estímulo à ação.

A esperança, virtude evangélica, tem denotação científica. Observe que ao enviarmos uma ordem ao cérebro, o caminho por ela percorrido não é tão simples. Primeiramente, o cérebro comporta três zonas que se complementam: o consciente, o superconsciente e o subconsciente. Dado um estímulo, consciente e claro, o cérebro vai interpenetrando outras zonas até chegar à essência do ser (Espírito), para trazer a resposta, ou seja, são levados em conta as nossas forças psíquicas, o nosso dever e as propostas divinas ao nosso respeito.

A concretização dos objetivos pressupõe expectativas. Por isso, diz-se que quem espera, desespera. É que há passagem de tempo entre a proposta e a execução. Estando em desespero, convém refletir sobre a resignação. A resignação não pode ser confundida com a preguiça ou a falta de vontade. É um estado de robustez interior que aceita pacientemente o obstáculo, e, mesmo tendo a visão embaçada, confia no porvir.

Tenhamos fé em Deus que não desampara nenhum de seus filhos. Se nossa espera parece ser longa, equilibremos a nossa mente através da prece e da vigilância.

Fonte de Consulta

O’MEARA, P., SHIRLEY, D. e WALSHE, R. D. Como Estudar Melhor. Lisboa, Editorial Presença, 1988.

São Paulo, 06/09/1996

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