02 julho 2008

Pensar o Futuro

A ideia de futuro está dentro de cada um de nós. Se não estivesse, como poderíamos vislumbrá-la.

A inovação, o mundo melhor, a geração nova, o fenômeno New Age, a medicina alternativa, a homeopatia, as técnicas de meditação oriental e a psicologia transcendental são, dentre muitos outros fatores, os sustentáculos do mundo futuro. Pergunta: pode uma geração mudar, mantendo os mesmos paradigmas? Como visualizar o futuro, isentos de preconceitos e de ideologias? Há necessidade de se educar o ser humano para o futuro?

O mundo futuro deve se fundamentar numa sociedade em que não haja guerra, nem lutas fratricidas, nem doença, nem ódio. O ser humano viverá essencialmente para amar e potencializar o seu próximo. Quanto tempo será necessário para tal ocorrência? Difícil de se prever. Contudo, o ser humano não perderá nada em ficar mentalmente planejando um mundo mais justo, onde o bem está acima do mal.

Segundo orientação de Espíritos superiores, a Terra está passando por um período de transição: de mundo de provas e expiações, em que o mal predomina sobre o bem, para um mundo de regeneração, em que o bem sobrepujará o mal. O ser humano ainda tem dificuldade de vislumbrar esse novo mundo, porque está chafurdado nos interesses materiais de toda a espécie. Mas, como os Espíritos de luz querem o nosso progresso, eles saberão o momento oportuno de nos chamar a atenção para este novo caminho a ser trilhado.

Há muitos pensadores, inclusive Alvin Toffler, que se preocupam com a educação para o futuro. Se não concebermos o futuro, as nossas decisões ficarão presas ao passado. Einstein dizia: "Os maiores problemas que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que nos encontrávamos quando os criamos". Quer dizer, devemos pensar sempre numa maneira diferente, mais eficaz de resolver os problemas que nos aparecem à frente. Essa postura, transformada em hábito, desenvolve-nos a criatividade.

O mundo futuro não poderá deixar de lado a máxima evangélica: "fazer aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito". Quando a lei de justiça, amor e caridade for a lei máxima de todos os seres humanos, aí então teremos uma sociedade sem desigualdade social de qualquer espécie. Haverá apenas a desigualdade de mérito, próprio do esforço de cada um na prática das Leis Naturais.

Allan Kardec, em A Gênese, dá-nos algumas orientações acerca dessa nova sociedade. Ele nos diz que a geração nova caracteriza-se pela aquisição da inteligência e da razão, ainda incipientes, juntas ao sentimento inato do bem. Ela se distingue da geração velha, composta de Espíritos atrasados, ainda revoltados contra Deus. Neles há a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos antifraternos de egoísmo, de orgulho e de inveja.

Dedicar-se ao estudo de um mundo futuro mais perfeito pode gerar incompreensão e isolamento. Não nos importemos com isso. O que vale é a nossa contribuição na seara do Mestre, o nosso esforço na divulgação dos ensinamentos evangélicos.


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