03 julho 2008

A Violência em São Paulo - Causas e Conseqüências Espiritiais

Na semana do dia das mães (14/05/2006), a violência tomou conta da cidade de São Paulo, que assistiu atônita ao ataque brutal do Primeiro Comando da Capital. Houve mortes, tanto de policiais civis e militares quanto dos próprios membros desse comando. Atribuiu-se o motim ao uso do celular nos presídios e à transferência de alguns chefes do crime organizado para presídios de segurança máxima.

O tema violência e segurança passou a ser o preferido dos jornais televisivos, com os seus devidos acertos e exageros. Imediatamente, após o ocorrido, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou uma série de projetos de lei para combater a criminalidade. O mais importante institui o Regime de Segurança Máxima para presos de organização criminosa com regras duras. De acordo com muitos especialistas em Segurança, essa aprovação foi espasmódica e não resolverá o problema da criminalidade.

Como analisar o fato diante dos ensinamentos trazidos por Allan Kardec? O mal pode vencer o bem? O espírita deve temer a onda de violência?

Lembremo-nos, primeiramente, de um princípio básico: "não há efeito sem causa; se o efeito é inteligente a causa também o será". Deduz-se, assim, que a luta fratricida entre a polícia e os chamados "bandidos" é o efeito de uma causa ou de várias causas juntas, dentre elas a ignorância da população com relação à Lei Deus, muito superior à lei humana. O Espírito Emmanuel, em uma de suas lições, diz-nos que se o homicida soubesse de antemão o que vida futura lhe reserva não cometeria tal delito.

O Planeta Terra está passando por um ciclo de evolução: de mundo de provas e expiações – em que o mal predomina sobre o bem –, para o mundo de regeneração – em que o bem predomina sobre o mal –. Mas para que isso aconteça, a Providência Divina está oferecendo uma última oportunidade aos Espíritos rebeldes. Caso persistam em continuar avesso aos desígnios do Alto deverão, futuramente, reencarnar em mundos mais atrasados.

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz-nos para nos habituarmos a não censurar o que não podemos compreender. Deveríamos, sim, crer que Deus é justo em todas as coisas e, freqüentemente, o que nos parece um mal é um bem. Como as nossas faculdades são limitadas, o conjunto do grande todo escapa aos nossos sentidos obtusos. Esforcemo-nos por sair, pelo pensamento, da esfera estreita da matéria, a fim de que possamos vislumbrar com mais nitidez a verdadeira vida, que é a vida espiritual.

Há uma lei universal da utilidade marginal decrescente que diz que o excesso de algo se transforma no seu oposto. Quem sabe o excesso de violência não está se transformando no amor ao próximo?

São Paulo, 16/5/2006

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