06 janeiro 2009

Do Conhecido para o Desconhecido

O ser humano é, por natureza, limitado. Insere-se no mundo através dos preconceitos, das idiossincrasias e das tradições familiares. O atendimento às suas necessidades materiais toma-lhe grande parte de seu tempo. É guiado pelo desejo de não ficar atrás das outras pessoas. Por isso, quer obter status, o que lhe traria felicidade. Preocupa-se mais com o sucesso, o êxito e o bem-estar do que com qualquer outra coisa.

De acordo com o Espiritismo, Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom. É a sabedoria das sabedorias, o todo onipotente. A nossa distância para com Deus é infinita. Essa distância entre nós e Deus é que marca o desconhecido, ou melhor, a relação entre o conhecido e o desconhecido. A cada nova existência somos compelidos a diminuir essa distância através de novas provas e expiações.

A nossa principal tarefa, nesta e em outras encarnações, é passar do conhecido para o desconhecido. O espírito crítico é útil, mas nem sempre provoca uma transformação radical no ser humano. Por isso, para passarmos do conhecido para o desconhecido necessitamos de uma ajuda dos benfeitores espirituais. Como penetrar num mundo que não nos é conhecido? Como sair de nossa limitação sem as inspirações e avisos deles?

Embora não tenhamos capacidade de penetrar no mundo espiritual sem o concurso dos bons Espíritos, podemos nos preparar melhor para esta oportunidade. Comecemos, assim, pelo desprendimento de nossa personalidade, de nosso egoísmo, de nossas mais caras atenções.

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