14 junho 2009

Cerceando o Alastramento do Mal


O Espírito Emmanuel, no capítulo 51, "No Solo do Espírito", em Palavras de Vida Eterna, ao comentar a parábola do semeador, diz-nos que há homens-calhaus, homens-espinheiros, homens-milhafres, homens-parasitas, homens-charcos, homens-furnas, homens-superfícies, homens-obstáculos, homens-venenos, homens-palhas, homens-sorvedouros, homens-erosões e homens-abismos. Em meio a esses tipos de homens, surpreende-nos, também, os "homens-searas, aqueles que reunindo consigo o solo produtivo do caráter reto, a água pura dos sentimentos nobres, o adubo da abnegação, a charrua do esforço próprio e o suor do trabalho constante, sabem albergar sementes divinas do conhecimento superior, produzindo as colheitas do bem para os semelhantes".

Esta mensagem leva-nos a refletir sobre os acontecimentos menos felizes que nos rodeiam, ou seja, o desprezo, os sarcasmo, a ofensa, a injúria, os furtos e os diversos vícios. Observe um furto na Casa Espírita. A repercussão desse ato mina a confiança entre as pessoas mais chegadas, porque se fica pensando em quem poderia ter surrupiado aquele dinheiro. Este já fez algo que o desabonasse no passado, aquele saiu por último, aquele tem a chave do Centro, e assim sucessivamente.

Daí, dizer-se que o mal está visível, alastrando-se com facilidade, enquanto o bem, que está no fundo do acontecimento, fica escondido, oculto. Por mais constrangedora a situação, há sempre uma luz no fim do túnel. Quem sabe este acontecimento não é um aviso, quem sabe não precisávamos tomar mais cuidado com os recursos financeiros? O julgamento, sem provas concretas, acarreta um viés. É preciso estancar as suposições, para que o equilíbrio se restabeleça novamente.

A lógica do raciocínio, quando não temos certeza do fato, não nos leva muito longe, pois podemos errar. Aquela pessoa foi a última a sair; então deve ter sido ela. É mera suposição, a não ser que tenhamos elementos mais concretos, ou seja, um cheque que foi depositado em sua conta, uma câmera que tenha captado as suas ações. Por que não tentarmos obter a resposta através de uma comunicação mediúnica? A comunicação mediúnica também não é a verdade. Quando nos faltam as informações verdadeiras, convém pararmos e desviarmos o nosso pensamento para temas mais substanciais.

Esta mensagem, do Espírito Emmanuel, lembra-nos de que há homens de diversos matizes, como os calhaus, os parasitas e os usurpadores. Enfatiza, também, que há os homens de caráter reto, de sentimento puro. Reverenciar estes últimos é o caminho mais produtivo, pois são eles que estão doando tempo e recursos próprios para o bom andamento dos diversos serviços que uma Casa Espírita oferece aos seus frequentadores.

Quem furtou já tem o seu peso na consciência. A Lei Natural saberá julgar com mais eficiência. De nossa parte, saibamos improvisar o bem onde o mal se avizinha, trabalhando com mais afinco para o progresso de nossa Entidade.

Nenhum comentário: