28 agosto 2009

Espera do Cônjuge para Reencarnar

É possível alguém esperar o seu cônjuge, no mundo espiritual, para reencarnarem juntos? Podemos defender a idéia de que, o nosso parceiro ou parceira, desencarnando antes de nós, irá nos esperar para uma nova reencarnação?

A aceitação desta tese leva-nos à seguinte pergunta: com que direito podemos prejulgar os desígnios de Deus a nosso respeito? Há muitas comunicações mediúnicas sobre a mudança que opera na mente dos Espíritos, depois que estes adentram o mundo dos desencarnados. Enquanto encarnados, tinham uma percepção de vida, avaliavam as coisas segundo a influência da matéria grosseira. Quantos, depois que passaram para a outra dimensão da vida, não mudaram completamente o seu modo de pensar. Sem as limitações da matéria, ampliaram a sua visão de mundo.

Como prever o futuro, como prejulgar o que está fora do nosso controle? Baseado em quê? Em opiniões, em interesses pessoais? No Espiritismo, aprendemos que não devemos pensar segundo o nosso ponto de vista, segundo as nossas opiniões, segundo o ouvir dizer, mas segundo o conteúdo doutrinal, trazido pelos Espíritos superiores, e codificado por Allan Kardec.

Crer que uma pessoa decidiu não reencarnar e esperar por seu grande amor, que ainda se encontra na carne, para futuramente, reencarnarem juntos, é apenas uma opinião. Não tem cunho doutrinário. Não pode ser, assim, uma premissa espírita.

Além do mais, a Doutrina Espírita nos ensina que os Espíritos mais evoluídos têm algum poder sobre a escolha da sua reencarnação. Mesmo assim, há diversas instruções acerca do que é melhor para eles. Os menos evoluídos têm que aceitar as determinações do Alto, porque devem refazer o passado, na maioria das vezes, delituoso.

Paulo dizia-nos que deveríamos ler de tudo, pensar em tudo, mas recomendava-nos ficar com o que fosse bom. Escolhamos, assim, o substancioso e deixemos de lado o supérfluo, o conhecimento baseado apenas em nossas opiniões.

Nenhum comentário: