06 novembro 2009

Crimes Cometidos em Nome da Virtude

“Os maiores crimes da história foram cometidos pelo poder oficial”.

O código de ética, para a maioria das pessoas, exalta a virtude e condena o mal. Acontece, porém, que muitos crimes são praticados em função do que se supõe ser virtude. Observe os fatos históricos: o infanticídio fez parte da ética espartana; o genocídio, da ética fascista. Os Jesuítas praticavam a tortura. A Inquisição prendia, condenava e matava impiedosamente os hereges e as bruxas.

O sadismo subjacente e sua racionalização é uma realidade. Veja o sacrifício aos deuses, a perseguição à minoria, os divertimentos dos gladiadores romanos, a matança dos judeus nas cruzadas, as tiranias megalíticas, tais como a de Napoleão. Além do sadismo, há o masoquismo, que é sacrificar a vida pela glória de causas obscuras, sofrer tormentos deliberados como demonstração religiosa, para obter reconhecimento público.

No Inferno de Dante, as prostitutas e adúlteras eram condenadas a perpétua oscilação num vórtice tenebroso, hereges congelados caminhavam em desertos escaldantes, bandidos ferviam num rio de sangue. Presentemente, a compaixão está embotada pela competição, em que a compulsão para vencer substitui o instinto de cooperação. Nesse caso, a caridade é rebaixada.

A história da humanidade é muito mais uma história de guerras do que qualquer outro assunto. Foram poucos os períodos em que não tivemos lutas armadas entre países. A violência, tanto explícita quanto implícita, vem de longa data. O mito da criação na Bíblia, por exemplo, é um ato de violência: Deus expulsa Adão e Eva do Paraíso, simplesmente porque estes haviam cometido o "pecado".

Como, em meio a todos esses acontecimentos, vamos inserir a frase “quem me segue não anda em trevas”, dita pelo mestre Jesus? Eis o grande desafio para aqueles que querem seguir as pegadas de Jesus. Ele, também, nos disse: "Quem tem olhos de ver, veja; quem tem ouvidos, ouça". Vejamos, pois, com outros olhos e ouçamos com outros ouvidos, para não sermos conduzidos cegamente pelo senso comum vigente.

O Espiritismo, que nada mais é do que a revivescência do cristianismo, fornece-nos ensinamentos valiosos para expurgamos, não só a falsa moral como também a falsa virtude, arraigadas em nosso subconsciente. Em O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo encontraremos todos os subsídios necessários para tal empreendimento. Consultemos-los frequentemente.

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