06 fevereiro 2011

Quando o Bem se Esconde, o Mal se Alastra

Geralmente, por falsa modéstia, queremos nos esconder, alegando que Deus vê tudo o que fazemos e, desta forma, não precisamos alardear as nossas boas obras. Realmente, há grande mérito em não saber a mão esquerda o que faz a direita, como bem atesta o texto evangélico. Porém, há grande distância entre o “ser humilde” e o “tornar público” as nossas realizações.

É o que acontece com a maioria dos religiosos. Eles dizem: “Estou cumprindo o meu dever; não necessito de trombetas para me pronunciar. Por que tornar o meu feito público a todos?” Há casos em que esse comportamento comprova o retraimento do bem. Ao nos afastarmos do bem, por medo ou ignorância, permitimos que o mal se alastre. O mal tomou o lugar do bem, porque não quisemos nos expor, ou seja, nos tornarmos públicos.

Jesus, porém, necessita de discípulos corajosos, aqueles que sabem despojar-se de sua personalidade e de seu orgulho, pois esconder-se, também é orgulho, orgulho de não querer que os outros saibam os nossos defeitos e os apontem.

A presença do individuo no mundo é uma atividade incessante. Se nos escondermos com medo da crítica, não estaremos atendendo ao chamamento divino, que nos pede para sermos os semeadores da boa nova trazida pelo Cristo.

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