11 março 2011

Fazer o Curso de Novo

Recebemos vez ou outra a seguinte reclamação: “Mudei-me de cidade, levei os comprovantes dos cursos, mas os diretores de lá querem que eu faça todos os cursos novamente”. Por que razão isso acontece? Por que alguns Centros Espíritas exigem que a pessoa, que vem de outra Casa Espírita, tenha que fazer novamente o Curso de Educação Mediúnica ou outro qualquer? 

Do exposto, pode-se pensar que o estudo num Centro Espírita (que não seja o nosso) não tem nenhum valor. O que é, diga-se de passagem, uma grande injustiça para com a pessoa que o fez, que se esforçou em frequentar as suas aulas. Em vez de mandar a pessoa iniciar o curso novamente, não seria mais conveniente fazer uma avaliação, aplicar alguns testes e aproveitar o que ela já adquiriu ao longo de sua vida?

Suponha que um indivíduo precise, em função do seu emprego, mudar constantemente de região. Ele nunca vai conseguir trabalhar em um Centro Espírita, pois em todos que pretender fazer alguma coisa, precisará começar do zero. E se lhe déssemos uma oportunidade de recomeçar a partir do que já conheceu e experimentou? O seu crescimento moral, intelectual e espiritual não seria mais robusto? 

O ensino numa outra Casa Espírita pode ser tão bom (ou melhor) do que na nossa. Além do mais, devemos ter em mente que o ser é sempre criativo. Não importa o lugar em que desenvolveu os seus talentos. Importa mais o fruto que pode produzir. 

Na qualidade de dirigente de uma Casa Espírita, precisamos refletir sobre esse mister, para verificar se estamos facilitando ou cerceando o desenvolvimento daqueles que nos procuram. Urge potencializarmos o talento do nosso próximo, venha ele de onde vier.

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