09 maio 2011

Inveja no Centro Espírita

Questão: a nossa tarefa, dentro de um Centro Espírita, é mais importante do que a tarefa do outro?

Temos observado, não raramente, que as pessoas se sentem apegadas às oportunidades que lhes foram concedidas. Convidadas a colaborar na Livraria, na Biblioteca, na Lanchonete, no Bazar, no Trabalho de Passes etc., em pouco tempo, mudam as coisas a seu modo e passam a se sentir donas daquela atividade. Em vista disso, querem a recompensa, não financeira, mas de reconhecimento.

Se a pessoa ou pessoas de outro Departamento recebem um reconhecimento maior, já se instala em seu interior a INVEJA. Pensam: "eu também quero destaque", "eu também sou importante", "eu quero esse reconhecimento a qualquer custo". Esquecem-se de que quando servimos uma causa, por amor ao mestre Jesus, nada disso tem importância, porque todos nós seremos reconhecidos pelas boas obras. E se já quisermos receber neste mundo a recompensa, com certeza não a teremos no mundo dos Espíritos, consoante a frase: “já recebeu a sua recompensa”.

Participando de um grupo, devemos ter sempre em mente a busca do bem comum. Assim, quer se trate de uma empresa privada, quer se trate de uma organização espírita, devemos agir em função desse bem comum, pois se trata de um valor comum que os indivíduos podem perseguir somente em conjunto, na concórdia. Nesse caso, em muitas ocasiões, há necessidade de renunciar ao nosso amor próprio, às nossas desavenças pessoais, ao nosso egoísmo, para que o todo funcione harmonicamente.

O fato de o outro estar em destaque não reduz o mérito daquilo que fazemos. Para a espiritualidade, como bem nos explica o Espírito André Luiz, no livro Nosso Lar, quando trata do “bônus-hora”, uma ficha de serviço individual, funcionando como valor aquisitivo, o que realmente conta é o fluxo energético que emitimos ao realizar um trabalho e não o trabalho em si. Nesse caso, para o equilíbrio geral, para o bem da comunidade, é tão imprescindível a atividade de um Presidente da República tanto quanto a de um catador de lixo.

Numa Casa Espírita, há sempre algo a melhorar. Façamos, assim, mais amiudadamente uma reflexão sobre nossa conduta, para verificarmos os nossos pontos fracos e substituí-los pelos pontos fortes.

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