29 junho 2011

Rompimento de Relacionamentos e Espiritismo

Alguns casos: Um homem toma a esposa de outro homem; o marido deixa a esposa para se unir a outra mulher; uma mulher seduz a esposa de seu amigo, tirando-a de seu próprio lar.

Enquanto esses fatos não nos dizem respeito, temos ideias e sugestões. E quando nós somos a “vítima”, como proceder? Que subsídios o Espiritismo nos proporciona?

Suponha que uma mulher nos “roube” a esposa. Qual a nossa reação? Mostrar a força, estrangular, dar umas pancadas... O que é isso? É o reflexo condicionado, automatizado ao longo de várias encarnações. O Espiritismo nos ensina que devemos mudá-lo. Como? Aceitando os fatos de mente aberta.

Uma pista: valhamos-nos da lei de causa e efeito, inserida no princípio da reencarnação. Se o acaso não existe, temos que buscar uma explicação. Não a encontrando nesta vida, devemos voltar, mentalmente, às encarnações passadas. Façamos algumas perguntas: o que foi que eu fiz para essas pessoas no passado? Será que não fui eu que as induzi ao erro? Não estaria eu recebendo o retorno de minhas próprias ações do pretérito?

A ideia de posse nunca nos abandona. Contudo, o que de fato nos pertence? Nossos pensamentos e nossas boas obras. Mulher e filhos não nos pertencem. São Espíritos livres que, momentaneamente, partilham do nosso lar.

O Espírito Emmanuel, em Vida e Sexo, descortina-nos pensamentos conciliadores para as nossas dores. Ele diz que essas pessoas foram dilapidadas por nós, “a ferir-nos justamente nos pontos em que a prejudicamos, no passado, não só a cobrar-nos o pagamento de contas certas, mas, sobretudo, a esmolar-nos compreensão e assistência, tolerância e misericórdia, para que se refaça ante as leis do destino”.

Em Prosseguindo, capítulo 81 de Palavras de Vida Eterna, Emmanuel exorta-nos a deixar o conhecido. Embora com o semblante amargo da solidão, ele estimula-nos a refletir na imortalidade. Ele diz: “O menino deixa a infância para entrar na mocidade, o jovem deixa a mocidade para entrar na madureza, o adulto deixa a madureza para entrar na senectude e o ancião deixa a extrema velhice para entrar no mundo espiritual, não como quem perde os valores adquiridos, mas sim prosseguindo para o alvo que as Leis de Deus nos assinalam a cada um...

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