07 julho 2011

Ensinando e Aprendendo com o “Não”

“Diga não à primeira vez e terá descanso”.

Há, em nossa vida, muitas ocasiões que devemos dizer "não". Porém, com medo de desagradar, acabamos dizendo sim.

Quando alguém nos pede alguma coisa, pensemos: o que está sendo solicitado vai ao encontro do meu projeto de vida? Que tipo de instrução isso vai me proporcionar? Perderei tempo? Não há outra pessoa que possa atendê-lo? Isso contribui para a minha evolução moral e intelectual?

Suponha que, sopesando os prós e os contras, optemos por dizer “não”. Uma vez decidido, não nos importemos se a pessoa vai ficar magoada. Lembremo-nos da seguinte frase: “É melhor ter todo mundo contrário do que ver Jesus ofendido”.

Se dissermos "não" ao primeiro pedido, outros de mesmo teor não se sucederão. Por quê? Porque a pessoa vai tomar consciência de que aquele pedido, aquela solicitação não nos diz respeito. Nós lhe sinalizamos o nosso propósito, a nossa vontade, a nossa maneira de conduzir na vida.

Este "não", contudo, não deve ser fruto do comodismo. Para o "não" ser instrutivo, ele deve ser necessário, deve provir do imo do nosso ser, como um projeto de nossa vida pessoal e social.

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