16 agosto 2011

Função Social Espírita

Função – do latim functione significa ação própria ou natural dum órgão, aparelho ou máquina. Social. O termo social pode ser aplicado a tudo o que se relaciona com sistemas sociais, suas características e a participação das pessoas neles. Espírita. O que tem relação com o Espiritismo; adepto do Espiritismo, aquele que crê nas manifestações dos Espíritos. São espíritas aqueles que professam a Doutrina Espírita e por sua orientação procuram pautar sua vida e seus atos. 

Pode-se dizer, grosso modo, que a relação entre o indivíduo e a sociedade começou a partir do comunismo primitivo, em que os bens eram distribuídos comunitariamente. Platão, em o Mito da Caverna, nos dá uma dimensão da função social do filósofo, quando ele nos fala sobre o indivíduo que saiu das sombras da caverna e foi em busca da luz. No Cristianismo, Jesus fala-nos do amar ao próximo como a si mesmo, dando plena demonstração do auxílio que cada ser deve prestar ao seu semelhante.

Paulo, a seu turno, exorta a caridade como bandeira máxima da função social do ser humano. Ele diz: "Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom da profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria".

As sociedades em tempo algum prescindem de chefes para se organizarem. Daí a necessidade da autoridade. Esta autoridade vem se modificando ao longo do tempo. No início tínhamos a força bruta, depois a do exército. Na idade Média, a autoridade de Nascença. Segue-se-lhe a influência do dinheiro e da inteligência, na época atual. Será o fim? Não. Segundo Allan Kardec, em Obras Póstumas, há que se implantar a aristocracia intelecto-moral.

Imbuído de um sentimento de piedade, o espírita deve se colocar como um humilde servidor do Cristo, procurando manifestá-lo em todos os lances do caminho, seja na família, seja no local de trabalho ou na Igreja a qual frequenta. Nos dizeres de Allan Kardec: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações". Assim, não é o cargo que determina a função, mas a moral do sujeito no cargo que dá um verniz todo especial à função que tem de desempenhar.

Talvez não percebamos de pronto, mas mudando-nos para melhor, estimularemos os outros a caminharem na mesma direção. Assim, embora sufocados pelas nossas fraquezas e hesitações, tomemos a nossa charrua e contribuamos fervorosamente para a implantação do Reino de Deus nos corações que nos cercam.

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