02 outubro 2011

E Depois...?

Para todos nós que começamos as boas obras e não as terminamos.

Em nosso dia-a-dia, somos inspirados a realizar uma série de coisas. Entusiasmamo-nos com a prática da caridade. Mas, aos primeiros espinhos e às primeiras dificuldades, afastamo-nos de imediato. Empreendemos uma jornada virtuosa. Todavia, quando a disciplina e o sacrifício cobram os seus devidos esforços para a nossa iluminação espiritual, deixamos tudo de lado.

Começamos com grande arroubo. E depois? Lembremo-nos de que só serão salvos os que perseverarem até o fim. Porém, fugindo ao compromisso assumido, podemos ser vítimas de Espíritos menos felizes, induzindo-nos às perturbações, mentais e espirituais. Se pudéssemos perceber, em cada ação praticada, o que vem depois, mudaríamos radicalmente o nosso comportamento. Se o homicida soubesse de antemão o que o futuro lhe reserva, não perpetraria tal ação.

Francisco Hazzera, assim se expressou: "Tu, meu filho, terás carreira brilhante: serás bom advogado, depois prelado, a seguir cardeal, quem sabe? Talvez papa... mas e depois? E depois?" É sobre "o depois" que devemos posicionar o nosso pensamento. Quais são as consequências de nossas escolhas? Elas servem para a nossa evolução ou para a nossa ruína?

Queremos constituir um casamento: e depois? Queremos ter filhos: e depois? Queremos um cargo de prestígio: e depois? Em tudo o que pensarmos, poderemos acrescentar esta pergunta: e depois? Este procedimento faz-nos refletir sobre o presente, ligando-o ao futuro, pela consequência de tal ação.

Suponha que tivéssemos deixado de lado essa simples pergunta e, em virtude disso, acabamos cometendo muitos delitos com relação à Lei Natural. Como iremos prestar contas aos nossos benfeitores espirituais? Diremos: perdoam-me, pois cometi muitos deslizes. Basta apenas pedir perdão? Eles dirão: mas você não foi advertido do que deveria fazer?

Ajustemo-nos às exigências de nossa consciência (bem formada). Somente assim, conseguiremos o passaporte para mundos mais evoluídos.

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