14 outubro 2011

Ouvir e Praticar

Muitas pessoas, no Centro Espírita, participam da assistência espiritual. Geralmente, nos trabalhos de passe, o palestrante discorre sobre um tema evangélico. Depois, o frequentador vai para sua casa e comenta com um dos seus familiares (marido, esposa, filhos...): o que o orador disse serve exatamente para você. Por que você não quis ir comigo? Isso é muito comum no meio espírita e, talvez, em outros seguimentos religiosos.

O Espírito Emmanuel, porém, comentando o trecho “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago, 1,22), diz-nos que forças ocultas levam-nos a ouvir aquelas palavras, mas é para nós mesmos e não para os nossos familiares. Enfatiza que, depois de ouvi-las, deveríamos tentar colocá-las em prática no nosso dia a dia.

A curiosidade em saber cada vez mais estimula-nos a nos inscrevermos em simpósios, cursos, seminários, etc. Não creiamos que essa atitude seja simplesmente para estarmos bem informados, adquirirmos cultura espírita, estarmos em dia com o movimento espírita. Não. Tudo o que passa pela nossa mente deve ter um fim, ou seja, a evolução do ser. Para que se concretize, urge aliarmos teoria e prática.

Para trabalharmos em medicina, contabilidade, engenharia, etc., fazemos cursos de especialização. Concluídos, devemos pô-los em prática. O que adianta pegar tantas informações para, depois, deixá-las paradas, sem utilidade alguma? O mesmo se aplica ao conhecimento evangélico, que vamos adquirindo ao longo do tempo. Deixá-los estanques é perder muito tempo nesta encarnação.

Exercitemos um dos princípios fundamentais da aprendizagem: aprenda fazendo.

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