12 dezembro 2011

Os Enganos do Mundo

Os Espíritos desencarnados, com uma visão mais abrangente do que a nossa, estão sempre nos incentivando à transformação, no sentido de deixarmos os enganos, as ilusões deste mundo. Fazem-no de diversos modos: alguns perceptíveis; outros, nem tanto. Mas, sempre atentos à nossa evolução moral e espiritual.

Um exemplo prático dentro de um Centro Espírita. Numa determinada reunião de Diretoria Executiva, os seus membros davam sugestões sobre a maneira de arrecadar fundos para a melhoria do espaço físico: chá, jantar, baile, camisetas, santinhos etc. No final da reunião, o mentor falou que tudo aquilo era válido, mas que não se devia esquecer o estudo, que é a pedra angular da Doutrina Espírita.

Do exposto, depreende-se que, com sua visão mais ampla, e conhecendo as nossas limitações, principalmente pela facilidade de nos desviarmos do foco principal, que é o estudo, fez uma espécie de repreensão. O complemento não deve sobrepujar o essencial e nem descaracterizar-lhe. Não é porque um Centro fez isso ou aquilo, que nós também devemos fazer. Não é porque o próximo age desta ou daquela forma, que também devamos agir assim.

O entusiasmo, a empolgação e a vontade de fazer são extremamente úteis. O entusiasmo, porém, não deve sobrepujar os limites da Doutrina Espírita que, em último caso, depende da nossa compreensão da mesma. A doutrina está nos livros; a compreensão, em nossa cabeça. Para compreendê-la, urge debruçarmo-nos nos seus livros fundamentais. É por isso que os Espíritos estão sempre nos incentivando ao estudo.

Quando se trata de agir segundo os pressupostos espíritas, é preferível ter todo mundo contrário. E, se essa decisão levar-nos à solidão, repitamos a frase de Jesus: “... Que te importa a ti? Segue-me tu”.

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