29 fevereiro 2012

Delinquência

A delinquência é a falta de obediência a leis ou padrões morais. Embora não haja uma distinção clara entre delinquência e criminalidade, podemos, de acordo com a Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, dizer: 1.º) a criminalidade é fenômeno que se refere exclusivamente ao comportamento do grupo; a delinquência pode-se referir também ao comportamento do indivíduo; 2.º) a delinquência constitui mais uma categoria sociológica; a criminalidade constitui mais uma categoria jurídica.

Presentemente, há um recrudescimento da delinquência, sobretudo entre os jovens. As causas são variadas. Entre elas, citamos: insatisfação social, questionamento quanto ao comportamento dos adultos, adiamento à entrada no mercado de trabalho, busca do prazer, geralmente sugerido por filmes e propagandas da mídia televisiva, busca de notoriedade numa sociedade cada vez mais burguesa e anônima. 

Na Bíblia, encontramos muitos exemplos de delinquência. Em todas elas, Deus aparece como um Senhor que aplica a lei do talião, ou seja, a do “olho por olho, dente por dente”. Isso acontecia porque naquela época as pessoas eram ainda rudes e desconheciam a obediência natural à vontade do Pai. O próprio Moisés, para educar o seu povo, valeu-se tanto da lei civil, áspera e dura, quanto da lei de Deus, mais de acordo com a justiça divina. Observe que a pedagogia moderna, fundamentada em estudos psicológicos, procura não considerar o crime em si, mas a situação subjetiva do delinquente.

Os evangelistas não tratam especificamente das imposições contra a delinqüência; procuram, através dos ensinamentos de Jesus – baseados na lei do amor –, mudar o comportamento das pessoas, principalmente dos jovens. Enaltecem a prática das boas ações, mostrando que todos nós devemos fazer esforços para nos desviarmos do mal. Para tanto, sugerem que entremos pela porta estreita, a do sacrifício, e não pela porta larga, a dos gozos mundanos.

A Doutrina Espírita, que nada mais é do que o Evangelho redivivo de Jesus, explica-nos em detalhes a lei de reencarnação e a lei causa e efeito, mostrando-nos a responsabilidade pelos nossos atos. Enfatiza que não praticar o bem é o mesmo que praticar o mal. Por isso, não temos o direito de criticar o delinquente, se nada estivermos fazendo para minimizar esse grave problema social.

A eliminação da delinquência do mundo começa por cada um de nós. Como exigir a pureza do outro, se o delito e a criminalidade ainda moram em nossos corações?

Fonte de Consulta


IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

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