13 março 2012

Comunicação Social: Aspectos Religiosos


A comunicação entre os seres humanos é a base de todo o progresso: científico, político, religioso. A sua concretização realiza-se pela linguagem falada e escrita, juntamente com o mundo dos símbolos.  

Na Bíblia, a mensagem de salvação de um povo pode ser expandida para todos os outros povos. Para tanto, há comentários, filmes e mensagens irradiadas. Observe que o mundo bíblico conserva a tradição de divulgar a palavra revelada ao povo judeu, mas que pode ser apreciada por quaisquer que sejam as pessoas. Por isso, a necessidade dos mensageiros, os encarregados de levar as notícias, boas ou más.  

No Novo Testamento, o Evangelho de Jesus Cristo é a mensagem a ser transmitida a todos os homens; é a "boa nova" da salvação que deve ser anunciada, proclamada a toda a humanidade. No Judaísmo, a mensagem era dirigida a um povo; no Cristianismo, a todos os povos. Os discípulos de Jesus são os seus propagadores, os agentes da comunicação, os proclamadores do reino de Deus na Terra. 

O Espiritismo, codificado por Allan Kardec, nada mais é do que o desenvolvimento do cristianismo primitivo e, por isso, também tem cunho universal. Difere das duas formas anteriores, cuja revelação é pessoal. No Espiritismo, Kardec deixa claro que os ensinamentos são dos Espíritos; ele se coloca apenas como o codificador, o organizador das instruções dadas pelos Espíritos superiores. Nesse caso, mesmo que deixasse de existir, os Espíritos fariam o trabalho através de outra pessoa.  

Na antiguidade, as comunidades eram como "ilhas"; as notícias demoravam muito para alcançar os seus receptores. No mundo moderno, uma informação é quase instantânea, principalmente pela facilidade dos meios de comunicação, como rádio, televisão e internet. Nessa comunicação de massa, há aspectos positivos e negativos. Entre os negativos, há os monopolizadores da notícia, os que visam mais ao bem próprio do que ao bem comum.

O fim da comunicação é a educação da humanidade. Procuremos, assim, estimular as pessoas se sentirem mais livres e mais críticas, a fim de se tornarem mais cônscias de si.  

Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

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