04 abril 2012

Opção Fundamental


“Há homens que são bons e ocasionalmente praticam más ações e homens que são maus e ocasionalmente praticam boas ações”.

Opção fundamental é a disposição interior de atuar na vida. Tem relação com a liberdade, mistério que nos leva agir de determinada forma. Dado o nosso livre-arbítrio, podemos optar por qualquer tipo de comportamento: vicioso ou virtuoso. Em termos religiosos, os valores da opção fundamental podem ser reduzidos à contraposição agostiniana: o amor a Deus até o desprezo de si mesmo ou o amor de si mesmo até o desprezo a Deus

A criança, em tenra idade, não tem maturidade para fazer as suas opções na vida. Os pais ou responsáveis devem fazer essa escolha por ela. Os mais velhos devem matriculá-la numa escola, instruí-la numa religião e coisas do gênero. Somente quando atingir uma idade mais avançada, com alguns traços de responsabilidade, deve-se ir liberando-a para as suas próprias escolhas. 

Na Bíblia, não se fala em opção fundamental; o que está em jogo é a obediência a Iahweh. Quem obedece a Deus, tem a vida eterna; quem desobedece, a morte eterna. Nessa opção está a essência da vida. No Novo Testamento, quem não está com Cristo está contra ele. Cristo é a pedra angular do escândalo. Paulo, por sua vez, fala que há corações abertos e corações fechados à mensagem de Cristo.

Presentemente, há as diversas chamadas da mídia para a fuga de nossos deveres religiosos. Não nos iludamos com esses atrativos. Capacitemo-nos, ao contrário, em seguir o mestre Jesus onde quer que ele nos mande.  

Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

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