24 outubro 2012

Ação Fraterna


Algumas pessoas, nesta vida, nasceram num lar equilibrado, estão cercadas de bons amigos, estudam nas melhores universidades do país, trabalham em empresas de renome internacional etc. Com isso, adquirem experiência e projeção na mídia, sendo orgulho de seus familiares e conhecidos. 

Outras pessoas, de um modo geral, não tiveram esta oportunidade. Quantos não são os seres humanos que vivem marginalizados, sem ter o que comer, nem onde dormir? Nas matérias de jornais, vez ou outra, vem à tona locais em que os seres humanos ainda vivem na semi-escravidão. Isso tudo, em pleno século XXI.

A vida e o exemplo de Cristo devem ser o nosso norte. Ele, como os Evangelhos nos mostram, nasceu numa estrebaria, caracterizando a sua humildade neste mundo transitório. Não tinha onde reclinar a cabeça. Mesmo assim, usou o seu verbo amigo para disseminar a fraternidade entre todos os filhos de Deus.

A tônica é: "tratar todos como irmãos". Nesse caso, deve-se renunciar à prepotência das letras, do intelecto e de todos os outros condicionamentos, que foram automatizados ao longo do tempo. Cristo pede apenas que cada um de nós trate o seu próximo como irmão. Nesse sentido, tanto é nosso irmão aquele que varre o chão quanto aquele que administra um país. A diferença está apenas na execução da tarefa. E mesmo no caso dos drogados, dos prisioneiros, ainda assim são nossos irmãos, porém doentes da alma ou do corpo.  

Observemos a luta dos benfeitores espirituais no sentido de abrirem a nossa mente para as verdades morais do Cristo. A todo o momento estão nos inspirando bons pensamentos, estimulando que visitemos um orfanato, um asilo, que ouçamos o moribundo etc. Mas, à semelhança do religioso da parábola do Bom Samaritano, passamos de largo. Parece que não temos nada a ver com o problema alheio.

Ninguém é uma ilha; todos precisamos uns dos outros. Façamos com que  o nosso estudo e a nossa experiência possam ser úteis ao nosso próximo  mais próximo.  

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