10 setembro 2013

Trabalhos Espirituais e Descaracterização

Um Centro Espírita, local em que se reúnem os espíritas, é o ponto de convergência da discussão, dos estudos e da prática dos princípios doutrinários codificados por Allan Kardec. Antes da sua fundação, na ordem física e legal, já houve um projeto no mundo dos Espíritos. Sempre começa com muita dificuldade: de local para se reunir, de pessoas para administrar, de dinheiro para a sua manutenção etc. 

Os fundadores, no começo das atividades, procuram fazer o melhor que podem dentro das limitações pessoais e financeiras. De repente, o Centro cresce; surgem novos frequentadores, novos colaboradores e, paralelamente, mais ideias. Não resta dúvida que a diversidade de pareceres é sempre bem-vinda, muito útil, muito salutar. Os argumentos - a favor e contra um projeto - enriquecem a tomada de decisão. Com o tempo, porém, isso é deixado de lado e cada um vai fazendo a seu modo, como se não tivesse que dar satisfação a ninguém. 

A ideia de renovação acaba, muitas vezes, descaracterizando os trabalhos que estavam sendo executados. Muda-se aqui, altera-se ali, não se cumprem mais os horários pré-estabelecidos. Consequência: há falta de unidade, de comando, gerando mal-entendido, diz-que-diz. Detectado este problema, os dirigentes das Casas Espíritas devem tratar de coibir o mal pela raiz, porque ele pode proliferar e influenciar toda a a organização.

Os colaboradores deveriam ser treinados, principalmente, numa coisa: pedir autorização ao superior hierárquico para uma mudança nos trabalhos executados.  




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