16 novembro 2013

Tirar Bem do Mal

"Há males que vêm para o bem."
Muitas situações, que parecem nos prejudicar à primeira vista, transformam-se num verdadeiro bem no longo prazo. Exemplo: a perda de um emprego pode suscitar a busca de coisa melhor; um amigo nos abandona e ficamos desgostosos. Mais tarde, percebemos que foi útil à nossa independência com relação às pessoas. O que estamos querendo dizer: que sempre podemos tirar bem do mal. 
Tomás de Kempis, no capítulo 16 do livro I, "Do sofrer os defeitos dos outros", da Imitação do Cristo, retrata o "tirar bem do mal" nos seguintes termos: "Se alguém com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a sua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal".

Tomás de Kempis convida-nos a sofrer os defeitos alheios, pois temos muito que os outros têm que aturar. Se não conseguimos nos modificar como gostaríamos, por que ajeitarmos os outros à medida de nossos desejos? Quer dizer, não sejamos juízes daquele que cometeu uma falta, pois ele terá que prestar contas com a justiça divina, muito mais "justa", porque está calcada na lei natural. 

Um caso prático: nosso vizinho, com som e conversações, atrapalha o nosso sono. Chamamos a sua atenção por uma, duas e mais vezes, sem resultado concreto. O que fazer? Como tirar bem do mal? Se não conseguimos dormir, podemos fazer a leitura de um livro, escrever um texto, assistir a um bom filme, orar para a humanidade etc. 

Encerremos com mais uma frase deste capítulo: "Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve ele tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não tem grande valor nossos méritos". 

Nenhum comentário: