25 agosto 2014

Notas Extraídas do Livro "No Invisível", de Léon Denis

“No Invisível”, de Léon Denis, foi escrito no início de 1900. Este livro é um tratado de Espiritualismo experimental. Assim, há estudos sobre incorporações e materializações de Espíritos, métodos de experimentação, formação e direção dos grupos de trabalho, entre outros. Eis algumas notas.

O mundo invisível é a continuação, o prolongamento natural do mundo visível. Em sua unidade, formam um todo inseparável; mas é no invisível que importa procurar o mundo das causas. 

Na ciência do invisível, devemos ultrapassar os métodos humanos. No Espiritismo, há uma zona que escapa à verificação. É a ação do Espírito livre no Espaço; é a natureza da força de que ele dispõe.

A investigação científica tem íntima relação com a elevação do pensamento. Se não elevarmos o nosso pensamento, purificarmos os nossos sentimentos a comunhão com os seres superiores se torna irrealizável. Com isso, não obteremos nenhuma proteção eficaz. Convém salientar que toda a experimentação deve ser realizada com a proteção do Alto.

No contato com o invisível, devemos levar em conta a lei das afinidades. A lei das afinidades é a regra básica das relações com o invisível. De acordo com a lei de atração, baixos objetivos atraem coisas levianas. Em contrapartida, altos objetivos encaminham-nos para a ascensão do nosso Espírito imortal.

Quando queremos prova de tudo, quando imprimimos somente o método da ciência positiva, podemos nos colocar em sintonia com os elementos inferiores do Além, com a multidão de Espíritos atrasados. A fraude, por exemplo, nada mais é do que a consequência da atração dos Espíritos levianos.

Léon Denis acha que há dois Espiritismos: um nos põe em comunicação com os Espíritos superiores, com nossas almas queridas; o outro faz-nos entrar em contato com os elementos inferiores do mundo invisível.

Na vida, devemos ter em mente que há o aspecto físico e o suprafísico. Nosso corpo físico pertence ao mundo visível; nosso corpo fluídico, ao mundo invisível. Esses dois corpos coexistem nele durante a vida. A morte é a sua separação.

Sobre a Humanidade física há uma Humanidade invisível, composta dos seres que viveram na Terra e se despojaram de suas vestes materiais. Acima dos vivos, encarnados em corpo mortal, os supervivos prosseguem, no Espaço, a existência livre do Espírito.

Os dois meios para adquirir a ciência do além-túmulo são o estudo experimental e a intuição e o raciocínio. A experimentação é preferida pela grande maioria dos nossos contemporâneos. Está mais de acordo com os hábitos do mundo ocidental, bem pouco iniciado ainda no conhecimento das secretas e profundas capacidades da alma.

A ciência ainda se mantém ignorante do mundo invisível. Por quê? Porque ela se diz positiva, ou seja, precisa de fatos concretos. As regras que ela aplica ao plano físico serão insuficientes, sempre que as quiserem aplicar ao mundo dos Espíritos. Para penetrar neste, é preciso antes de tudo compreender que nós mesmos somos espíritos, e que não podemos entrar em relação com o universo espiritual senão pelos sentidos do espírito.

Devemos exaltar a importância da mediunidade no trato com o invisível. É através da mediunidade que penetramos o mundo invisível. A mediunidade é uma delicada flor que, para desabrochar, necessita de acuradas precauções e assíduos cuidados. Exige o método, a paciência, as altas aspirações, os sentimentos nobres.

Fonte de Consulta

DENIS, Léon. No Invisível: Espiritismo e Mediunidade. Tradução de Leopoldo Cirne.  12. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1987. 


Nenhum comentário: