26 novembro 2014

Liberdade: Exemplo de Jesus

"Para liberdade Cristo nos libertou." (Gálatas, 5,1)

Possuímos ou somos possuído? Somos proprietário ou propriedade? O problema de possuir muitos bens é que temos de cuidar deles. Renunciando às coisas, menos coisas temos com que nos preocupar. A frase "Livra-me das minhas necessidades" é bastante ilustrativa. 

Jesus Cristo é pintado como um revolucionário. Parece que Ele veio para transgredir a ordem estabelecida, jogar pais contra os filhos, marido contra a mulher, os ricos contra os pobres. Acham que veio para ferir instituições e derrubar princípios. 

Anotemos alguns trechos da mensagem "Liberdade em Jesus", pelo Espírito Emmanuel. 

Jesus...

Não exige berço dourado para ingressar no mundo.

Aceita de bom grado a infância humilde e laboriosa.

Nunca se volta contra a autoridade estabelecida.

Trabalha na extinção da crueldade e da hipocrisia, do simonismo e da delinquência, mas em momento algum persegue ou golpeia os homens que lhes sofrem o aviltante domínio.

Vai ao encontro dos enfermos e dos aflitos para ofertar-lhes o coração. 

Sofre a incompreensão alheia, procurando compreender para ajudar com mais segurança. 

Não espera recompensa, nem mesmo aquela que surge em forma de simpatia e entendimento nos círculos afetivos.

Padece a ingratidão de beneficiados e seguidores, sem qualquer ideia de revide.

Recebe a condenação indébita e submete-se aos tormentos da cruz, sem recorrer à justiça.

E ninguém se fez mais livre que Ele - livre para continuar servindo e amando, através dos séculos remanescentes.

Ensinou-nos, assim, não a liberdade que explode de nossas paixões indomesticadas, mas a que verte, sublime, do cativeiro consciente às nossas obrigações, diante do Pai Excelso.

Nas sombras do "eu", a liberdade do "faço o que quero" frequentemente cria a desordem e favorece a loucura.

Na luz do Cristo, a liberdade do "devo servir" gera o progresso e a sublimação.

Se quisermos ser livres, aprendamos a obedecer.

Apenas através do dever retamente cumprido, permaneceremos firmes, sem nos dobrarmos diante da escravidão a que, muitas vezes somos constrangidos pela inconsequência de nossos próprios desejos. 

XAVIER, F. C. Palavras de Vida Eterna, pelo Espírito Emmanuel. 8. ed., Minas Gerais: CEC, 1986. (capítulo 27)




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