18 dezembro 2014

Eletricidade do Pensamento

Allan Kardec, na página 343 da Revista Espírita de 1860, discorre sobre a eletricidade do pensamento, fenômeno que se assemelha à eletricidade física. É o magnetismo que une o Espírito dos homens em reunião, e os faz a todos compreender, todos ao mesmo tempo, a mesma ideia. 

Acompanhemos as palavras de Allan Kardec: 

"Com efeito, reunidos, os homens liberam um fluido que lhes transmite, com a rapidez do relâmpago, as menores impressões. Por que jamais se pensou em empregar esse meio, por exemplo, para descobrir um criminoso, ou fazer que as massas compreendam as verdades da religião ou do Espiritismo? Nos grandes processos criminais ou políticos, todos os assistentes dos dramas judiciários puderam constatar a corrente magnética que, pouco a pouco, forçava as pessoas mais interessadas a ocultar o pensamento, a descobri-lo, até mesmo a se acusar, por não mais poderem suportar a pressão elétrica que, mau grado seu, fazia brotar a verdade, não de sua consciência, mas de seu coração. Deixando de lado essas grandes emoções, o mesmo fenômeno se reproduz nas ideias intelectuais, que se comunicam de cérebro a cérebro. O meio, portanto, já foi encontrado; trata-se de aplicá-lo: reunir num mesmo centro homens convictos, ou homens instruídos, e lhes opor a ignorância ou o vício. Essas experiências devem ser feitas conscientemente, e são mais importantes do que os inúteis debates travados sobre palavras". (Médium: Sra. Costel; Espírito: Delphine de Girardin)

Depreende-se que a união dos pensamentos em torno de um ideal tem um peso muito grande. Por isso, a necessidade de agirmos conscientemente, forjarmos pensamentos elevados, porque podemos ser levados pela enxurrada de pensamentos menos felizes. 

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