15 abril 2015

Ciência Espírita e Vida Futura

FotoNa ortodoxia de algumas religiões, os mistérios e os dogmas são a base de todo o edifício doutrinário. Eles são considerados os artigos de fé; devem ser obedecidos, mas não criticados. No Espiritismo, costumamos falar de princípios codificados por Allan Kardec, princípios esses extraídos pelo método teórico-experimental das ciências naturais. Quer dizer, uma verdade é aceita somente depois de cientificamente comprovada. Como?

A ciência é um conjunto de conhecimentos organizados relativos a uma determinada matéria, comprovado empiricamente. A ciência espírita procede da mesma forma que as ciências naturais, ou seja, observa, experimenta, faz hipóteses e tira conclusões. O procedimento é o mesmo. A diferença consiste na natureza das percepções consideradas. Na ciência natural, a percepção é sensorial; na ciência espírita, extra-sensorial, a mediunidade. 

A mediunidade é um meio, meio de intercâmbio entre o mundo visível e o mundo invisível. Diz-se que ela é uma faculdade humana em que se estabelecem relações entre os seres humanos e os Espíritos. A mediunidade é a chave da comprovação científica, pois sem ela não teríamos como nos relacionar com os que partiram antes de nós, nem entrar em contato com Espíritos superiores para obter novos conhecimentos. 

vida futura, dogma do catolicismo, torna-se um princípio no Espiritismo, um princípio fundamental da Doutrina Espírita, porque a vida futura pode ser comprovada pela mediunidade. São os próprios Espíritos que vêm nos contar a sua situação no mundo dos desencarnados. Não é uma tese, uma lucubração filosófica e religiosa, mas a elaboração filosófica do que se observou e se extraiu das comunicações desses Espíritos. 

Allan Kardec, em O Céu e o Inferno, traz-nos relatos de Espíritos em diversas situações: Espíritos felizes, Espíritos em condições medianas, Espíritos sofredores, suicidas, criminosos e arrependidos, Espíritos endurecidos e expiações terrestres. Nesses capítulos, podemos ter uma resposta para as perguntas: para onde iremos? O que acontecerá além-túmulo? Estaremos melhor ou pior? Continuaremos a existir ou seremos destruídos para sempre?

Em vista do exposto, cabe-nos exercitar a fé raciocinada, ou seja, colocar tudo sob o guante da ciência espírita: divulgar a doutrina com conhecimento de causa e não simplesmente de ouvir falar. 



Nenhum comentário: