07 abril 2015

História, Mente e Atitude

FotoO Espiritismo, como doutrina, leva-nos ao exercício do pensamento, pois Allan Kardec, o seu Codificador, alerta-nos que é melhor rejeitarmos nove verdades a aceitar uma única como erro. Contudo, lembra-nos, também, que o objetivo principal do Espiritismo destina-se à mudança de atitude mental, baseada numa moral elevada, trazida até nós por Jesus Cristo. 

A história tem sua importância: serve de base para a caminhada evolutiva dos seres humanos. O que seria de nós hoje, sem os fundamentos já estabelecidos por aqueles pensadores que nos precederam na romagem terrena? Muitos deles não foram guiados por Espíritos luminares? A verdade não é monopólio de ninguém, mas patrimônio comum da humanidade. Cabe-nos, assim, atualizar essas verdades em cada um de nós.  

A história mostra-nos a passagem do tempo: são os dias, as semanas, os meses, os anos e os milênios. Nesse transcorrer, um evento importante ocorreu em 1857, ou seja, o surgimento de O Livro dos Espíritos, um novo marco para o desenvolvimento do pensamento humano. Para a sua edição, Allan Kardec e os Espíritos amigos não medirão esforços, pois o Planeta Terra estava sendo preparado para uma nova etapa do progresso espiritual: a vinda do Consolador Prometido por Jesus.

O tempo tem uma característica própria: neutralidade. Cada um de nós, de acordo com nossa competência e interesse damos-lhe um verniz especial, pintando-o como melhor nos aprouver. Para a maioria da população, segunda-feira começa a semana de trabalho e domingo é o dia de descanso. O tempo, porém, não se altera: ele é o mesmo tanto na segunda-feira quanto no domingo. 

Uma atitude diante do tempo cria um evento, este evento implica consequência e a consequência um destino. Baseando-nos nesse encadeamento, cada um de nós é construtor de seu destino, pois ao agirmos de uma determinada forma, vamos construindo consequências que, no dizer de Sartre, mesmo não fazendo escolha, estamos escolhendo. Enquanto a atitude ociosa cria dificuldades, a atitude ativa promove uma futuro promissor.

Mediunidade e obsessão dependem da atitude mental, pois elas funcionam através da afinidade de mentes, de pensamentos. Por mais que queiramos culpar os Espíritos obsessores, eles somente se aproximam de nós porque abrimos o nosso canal de afinidade. Sem isso, a comunicação seria impossível. Há uma verdade capital: o problema está sempre em nós e não no outro. Por isso, os esforços da mudança comportamental. 

Estamos sempre agindo em função de um único foco? Quantas vezes desperdiçamos nosso tempo querendo estar em dois lugares ao mesmo tempo? Observe um colaborador de Centro Espírita que se inscreve num curso no mesmo dia do trabalho: numa semana vai ao curso; na outra, ao trabalho. O foco ficou dividido. Lembremo-nos da observação de um religioso que, no final de uma curso achava que estava faltando algo: foi o dia que faltou a uma das aulas. 

Urge construirmos um destino sólido. Mas como construir um destino sólido se não há solidez em nossas ações? Sejamos, assim, espíritas despertos.


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