15 abril 2015

Mídia e Família

Foto"O Espiritismo será aquilo que dele fizerem os homens." (Léon Denis)

A mídia engloba jornais, revistas, televisão, cinema etc. Em se tratando da televisão, há um apelo intenso ao consumismo de toda espécie, inclusive o sexual. As crianças estão entrando cada vez mais nova no sistema de consumo: celulares, carros, comidas. Muitas delas recebem dinheiro e já têm até conta bancária. Gastam sem saber o valor de se ganhar dinheiro com o próprio esforço.  

As famílias aumentam os seus gastos, mas a entrada depende de trabalho produtivo, coisa que as crianças não estão aprendendo e, por isso, a pecha de "geração nem nem", ou seja, nem estudam e nem trabalham. Em vista disso, desenvolvem um status de dependência, para com os pais e para com governo, obrigando-os a oferecer tudo quanto julgam necessitar. Quantos filhos não matam os próprios pais porque estes lhe recusaram dinheiro para comprar drogas, por exemplo. 

Esta situação provoca a desagregação familiar. Alguns espíritas, com certa dose de razão, evocam as consequências reencarnatórias de outras vidas, em que essas pessoas foram colocadas juntas para refazerem o passado delituoso. Acontece que o Espiritismo veio para ajudar a superar essas limitações e não para estimular o sofrimento entre os seus membros. Podemos sofrer para resgatar débitos ou, mais acertadamente, para evoluir no bem e nos prepararmos para mundos mais ditosos. 

A falta de valores éticos e morais é uma das causas dessa desagregação. A criança se vê frente a toda a espécie de estímulos, com inúmeras atividades em que a sua agenda é mais cheia do que um executivo. Pergunta-se: onde estão os valores religiosos e morais que ajudam a contrabalançar os apelos consumistas e os instintos? A maioria delas não é educada na disciplina dos esforços constantes de progresso.  

Daí a importância da difusão da ideia espírita, para que atinja o maior número de pessoas possível. O livro espírita, as inspirações dos Espíritos superiores e o consequente pensar por si mesmo devem pautar a atuação do espírita na sociedade. Tudo isso para que os protetores do Planeta Terra possam se sentir felizes, e não como recentemente comunicou um mentor no Centro Espírita dizendo-se bastante entristecido pelos seus acontecimentos. Logicamente, reportava-se ao egoísmo das pessoas, consubstanciado nos diversos tipos de fundamentalismo. 

"O Espiritismo será o que dele fizerem o homens". Para isso, a divulgação deve estar embasada na plena vivência do espírita, tanto teórica quanto prática. 


Fonte de Consulta

SOUZA, Elzio Ferreira de (Psicodigitação e notas). Convite à Reflexão, pelo Espírito Deolindo Amorim. São Paulo: Instituto Lachâtre, 2012 (capítulo 20).




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