02 janeiro 2021

Covid, Política e Lei do Retorno

Allan Kardec, com a ajuda dos Espíritos superiores, deixou-nos no "Livro Terceiro - As Leis Morais" de O Livro dos Espíritos, as diretrizes da Lei Divina ou Natural, escrita por Deus em nossa consciência. Aqueles que seguirem a lei terão a consciência tranquila e uma paz de espírito, embora sofrendo todo o tipo de incômodo e constrangimento. Os que preferem ignorá-la, por ignorância ou por má-fé, terão as consequências devidas, pois a lei é igual para todos.

O ano de 2020 foi marcado por diversos desencontros quanto ao tratamento da Covid-19. Mas, o que mais nos chama a atenção é a posição autoritária de muitos chefes de estado que se tornaram, junto com a classe jurídica, os mais entendidos no combate dessa infecção, estabelecendo, inclusive, os dias e horários que o vírus se prolifera. Impuseram, também, uma severa quarentena aos seus cidadãos, proibindo o comércio, as diversões e a abertura de bares e restaurantes. Consequentemente, houve uma queda da atividade econômica e maior pobreza dos seus habilitantes. 

No livro Fonte Viva, há uma mensagem do Espírito Emmanuel que vem muito a calhar. É a lição 38 "Se Soubéssemos". Nessa mensagem Emmanuel faz um alerta ao homicida, ao caluniador, ao desertor do bem, ao ingrato, ao egoísta e ao glutão. Se eles soubessem, de antemão, o que a lei vai lhes cobrar, com certeza, deixariam de praticar tais atos. O mesmo podemos dizer daqueles que foram eleitos para atender às necessidades da população, preferindo dar as costas os seus cidadãos.   

Os bons Espíritos, em todas as suas mensagens, pedem que tenhamos paciência e que saibamos sempre trilhar o caminho do bem. Nesse caso, mesmo indignados com a conduta dos nossos governantes, saibamos disciplinar o nosso pensamento, procurando sempre a ajudá-los como nossas preces para que se desviem do mal e tomem as melhores decisões que auxiliem realmente a população. 

Não nos surpreendamos pelos acontecimentos. O que vem à luz é o que está oculto. Ninguém se torna autoritário de uma hora para outra. O poder e o prestígio nada mais fizeram do que lhes propiciar a oportunidade de se manifestarem. O Evangelho, contudo, esclarece-nos que as pessoas dotadas de poder e de dinheiro devem ter conhecimento de que esses bens não lhe foram ofertados para o bel-prazer, mas como uma missão de auxiliar os que estão sob sua dependência.


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