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25 janeiro 2022

Solidão

Por que motivo a solidão nos invade a existência?

De repente nos vemos na solidão. Morre um ente querido e os acontecimentos posteriores levam-nos a ficar isolados dos demais familiares. Sentimo-nos tristes, desamparados, e a primeira ideia é reclamar dos desígnios de Deus. Esta não é  atitude correta. Ao contrário, tenhamos paciência, pois o auxílio do Alto pode estar vindo em nossa direção. 

Nesse estado de ânimo, convém não perdermos a calma; em seguida,  refletir sobre alguns pensamentos, tanto de encarnados quanto de desencarnados.

No capítulo 21 — “Mar Alto”, do livro Pão Nosso, pelo Espírito Emmanuel, temos:

“Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.

O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições”.

No capítulo 70 — “Solidão”, do livro Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel,  temos:

“À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível...

Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio...

Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido...

Não te canses de aprender a ciência da elevação...

Confia no Infinito Bem que te aguarda...

Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado”.

Dentre os pensadores encarnados, citemos:

"Quando fechais a porta e ficais no escuro, lembrai-vos de nunca dizer que estais sós; de fato, não estais: dentro de vós está Deus, e o vosso espírito. E por acaso estes precisam de luz para ver como agis?" (Epicteto)

"O forte tem o máximo poder quando está só."(F. von Schiller)

"A solidão é o destino de todos os espíritos eminentes." (A. Schopenhauer)

"O que torna as pessoas sociáveis é a sua incapacidade de suportar a solidão e, nela, a si mesmos." (A. Schopenhauer)

"Às minhas solidões vou, / das minhas solidões venho, / porque para andar comigo / bastam-me meus pensamentos." (L. de la Vega)

Solidão e Abandono

Conceito de solidão. A solidão é um estado que vai além da ausência física de pessoas ao redor. Ela se manifesta como um vazio interior, uma sensação de desconexão e incompreensão, mesmo quando se está em meio a outros. Trata-se de uma experiência humana profunda, que pode surgir em diferentes fases da vida e que convida o indivíduo a confrontar seus próprios sentimentos, limites e fragilidades.

O que representa o abandono. O abandono representa a ruptura de vínculos que sustentavam emocionalmente a pessoa. Pode ocorrer de forma concreta, quando alguém é deixado para trás, ou de maneira simbólica, quando faltam cuidado, atenção e acolhimento. Essa experiência costuma gerar dor, insegurança e medo, levando o ser humano a questionar seu valor e seu lugar no mundo.

Fé na Divina Providência. Diante da solidão e do abandono, a fé na divina providência surge como fonte de esperança e consolo. Crer que existe um cuidado maior, que orienta e sustenta a vida mesmo nos momentos mais obscuros, fortalece o coração aflito. A fé não elimina imediatamente a dor, mas oferece sentido e confiança de que nada acontece sem propósito.

A ajuda que vem do Alto. A ajuda que vem do Alto se manifesta de diversas formas: por meio de uma palavra que conforta, de um gesto inesperado ou de uma força interior que renasce. Muitas vezes, quando os recursos humanos parecem insuficientes, é nessa dimensão espiritual que a pessoa encontra amparo e renovação para continuar caminhando.

Humildade diante da dor. A humildade diante da dor consiste em reconhecer a própria limitação e aceitar que não se pode controlar tudo. Ao invés de endurecer o coração, a dor pode ensinar a depender mais de Deus e a desenvolver compaixão pelos outros. Essa atitude humilde transforma o sofrimento em aprendizado e abre espaço para a cura interior.

Assim, solidão e abandono, embora dolorosos, podem se tornar caminhos de crescimento espiritual e humano. Quando vividos com fé, humildade e abertura à ajuda divina, esses momentos revelam que ninguém está verdadeiramente só. Mesmo nas noites mais longas da alma, há sempre uma presença silenciosa que sustenta, orienta e conduz à esperança. (Com ajuda da IA)

 

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